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quinta-feira, 9 de maio de 2013

Curiosidades 72


Antes de mais, não posso garantir que a gravura, encimando este poste, de John Gould (The Birds of Great Britain), executada em 1873, represente o Falcão Peregrino, até porque é desta ave que eu quero falar. Mas ilustra uma ave de rapina que, científicamente, se classifica como Falco Candicans.
Para quem presta alguma atenção zoológica e, mais concretamente, ornitológica à população portuguesa, há-de concordar comigo que, nos últimos 10/15 anos, houve um aumento substancial de: pombas, pequenos pardais, melros e gaivotas, pelo menos. E eu acrescentaria ainda corvos e peneireiros. Mais alimentação? Adaptação gradual às novas condições ambientais? São perguntas a que não sei responder. Mas até nas cidades, esse aumento de aves se faz notar.
Não será só em Portugal. O jornal Le Monde (2/5/13) noticia esse crescimento exponencial, até em Paris, referindo que um casal de Falcões Peregrinos, residente confirmado desde há dois anos na Cidade da Luz, nidificou e teve 3 crias. Facto surpreendente e inédito: o Falcão Peregrino já não era referenciado, em Paris, desde 1870, precisamente, nas torres da catedral de Notre-Dame. A título de curiosidade, refira-se que esta ave de rapina é a mais rápida do mundo: 300km/hora.
E o jornal titula o artigo sobre o facto, desta forma saborosa e assim:  Pigeons, aux abris! Le faucon pèlerin revient à Paris. Não seria mau que, por cá, acontecesse o mesmo. No meu entender, Lisboa tem pombas a mais. Para não falar das corpulentas e agressivas gaivotas...

os meus agradecimentos a H. N., que proporcionou iconografia e substância a este poste.