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domingo, 17 de março de 2019

Pinacoteca Pessoal 148


Descendente, pelo lado paterno, de uma família russa, John Robert Cozens (1752-1797) nasceu e faleceu em Londres. Foi com o pai, que também era pintor, que aprendeu os rudimentos iniciais da sua profissão. E foi como paisagista que se distinguiu, temática que constitui quase exclusivamente a sua obra.

Alguns historiadores de Arte consideram que terá influenciado Turner e Constable, sendo que este último pintor inglês o admirava, considerando-o o maior paisagista de sempre. Cozens deslocou-se, pelo menos, duas vezes ao continente europeu, tendo pintado alguns quadros com motivos paisagísticos da Suíça e de Itália.

A quietude melancólica e o lirismo suave dos seus quadros, não fariam prever o desequilíbrio nervoso que o atingiu nos três últimos anos da sua vida.
J. R. Cozens está representado em vários museus britânicos e no Rijksmuseum de Amesterdão.


domingo, 9 de novembro de 2014

Uma reflexão de J. Constable, em início de carreira


"Durante os últimos dois anos andei atrás de pinturas, procurando a verdade em segunda mão. Não me esforcei em representar a natureza com a mesma elevação de espírito que pretendia, mas procurei que as minhas obras se parecessem com o trabalho de outros homens... Creio que há espaço suficiente para um pintor natural."

John Constable (1776-1837).

Nota: o retrato de John Constable, que encima o poste, foi executado por Daniel Gardner. A paisagem abaixo, Barges on the Stour, foi pintada por Constable, em 1811. Ambos os quadros pertencem ao Victoria and Albert Museum, que leva a efeito, até 11 de Janeiro de 2015, uma grande exposição deste último pintor inglês.


domingo, 13 de abril de 2014

Pinacoteca Pessoal 75


O quadro, em imagem, conhecido, na Grã-Bretanha, por The Ruskin Madonna (por ter pertencido ao crítico de arte John Ruskin), é atribuído a Andrea del Verrocchio (1435-1488), muito embora alguns especialistas se inclinem para ter sido um trabalho de juventude de Leonardo da Vinci (1452-1519), e terá sido pintado por volta de 1470. Integra, hoje, o acervo da Scottish National Gallery, de Edimburgo (Escócia).
O cenário envolvente antecipa e ilustra o gosto de centrar os temas pictóricos em vestígios de ruínas da Antiguidade, que teve o seu epicentro no século XVIII, princípios do XIX, e cujo exemplo mais conhecido é o retrato de Goethe (de Johann H. W. Tischbein), reclinado, tendo ao fundo os campos de Roma, bem como muitas das paisagens de John Constable (1776-1837).
Dois pormenores simbólicos terão alguma importância na obra The Ruskin Madonna. O templo destruído, que a lenda popularizou e datou do nascimento de Cristo; e o Menino sugando e mordendo o dedo, com ligeiríssimo vestígio de sangue, numa premonição da Crucificação.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Curiosidades 30 : o Verde


A propósito da pintura de John Constable (1776-1837), nos seus Carnets, a 23 de Setembro de 1846, Eugène Delacroix refere o seguinte: "Constable diz que a superioridade do verde das suas pradarias se deve ao facto de ser composto por uma multiplicidade de verdes diferentes. E que é o que falta na intensidade e vivacidade da verdura do comum dos paisagistas, que o pintam com uma tinta uniforme. O que aqui se diz do verde das pradarias, pode aplicar-se a todas as outras cores."