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sábado, 30 de abril de 2011

Cromos 16 : Caramelos Jogadores da Bola






















A colecção, da Fábrica Universal, em Lisboa, composta por 134 cromos e de que me faltam apenas 9 números, data de 1950, ou por aí perto. Era de um tempo em que o Futebol era um desporto nobre, limpo, mas pobre. Em que as cotas mensais dos sócios do Vitória de Guimarães custavam Esc. 9$00, davam direito a assistir a 2 jogos, e ainda se podia praticar hóquei em patins; em que não havia quase nenhuns relvados e os campos eram de terra batida, regada antes dos desafios, para não levantar poeira, na Primavera e no Verão. Era o tempo de Barrigana (Porto), de Jesus Correia (Sporting), de Águas, pai (Benfica), de Bentes (Académica de Coimbra), de Franklin (Vitória de Guimarães), jogadores que mal ganhavam para comer e tinham, normalmente, outro emprego ou faziam uns biscates para compor o ordenado, ao fim do mês. Tempo em que os clubes não tinham jogadores estrangeiros e se orgulhavam disso. Quando muito tinham 1 ou 2 jogadores africanos das Colónias. Eram realmente tempos muito modestos, em que ganhar um distintivo do nosso clube predilecto ou uma pequena bola de borracha, por prémio que nos saísse e viesse numa senha dos caramelos, era uma alegria para a rapaziada...