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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Em sequência desportiva, com Ruy Belo


Creio que não erro se disser que, nos anos 50 e 60 do século XX, em Portugal, os desportos preferidos eram, por esta ordem: futebol, ciclismo e hóquei em patins. Deste último, fomos campeões europeus e mundiais, várias vezes, e os nossos rivais mais fortes seriam: a Espanha, a Suiça e a Itália. Hoje, quem acompanhará, com atenção, o Hóquei em patins? Julgo que muito pouca gente...
Mas o ciclismo, nem se pagava para ver. E o povo acorria à estrada, com paixão, para ver passar os ciclistas na Volta a Portugal - era um acontecimento! Idolatravam José Maria Nicolau, Alves Barbosa, Joaquim Agostinho... Achei por isso oportuno trazer, hoje e aqui, a palavra de Ruy Belo para recordar um dos nossos grandes ciclistas, José Maria Nicolau (1908-1969), aquando da sua morte, em poema singelo, mas bonito:

José maria nicolau fugiu. Quem o apanha?
Nunca ele pedalou tanto como agora
Decerto vai chegar antes da hora
A etapa era decisiva e está ganha

Ele que várias vezes deu a volta a portugal
deu desta vez a volta a quê? Talvez à vida
A alguns anos já da primeira partida
fugiu. Tudo se torna agora mais real

Que média fez num terreno tão mau
É tudo serra custa muito subi-la
Deixem que eu vista a camisola amarela
ao grande corredor josé maria nicolau


quinta-feira, 17 de junho de 2010

Memória 29 : Eddy Merckx



Já parece ter sido no tempo em que os animais falavam... Quando ainda não havia a ditadura do futebol. E os amantes do desporto se dividiam pelo hóquei em patins, pelo ciclismo, pelo futebol... Hoje, tudo converge num monolitismo ensurdecedor de "vuvuzelas".
Por isso me apraz lembrar Eddy Merckx que nasceu, a 17 de Junho de 1945, na Bélgica. Ganhou 5 voltas à França em bicicleta e outras tantas no "Giro d'Italia". Era no tempo em que os populares, em Portugal, acorriam às estradas para ver passar os ciclistas: Alves Barbosa, Peixoto Alves, Joaquim Agostinho...
Era na época em que Alexandre O'Neill escrevia:

O homem que pedala, que ped'alma
com o passado a tiracolo,
ao ar vivaz abre as narinas:
tem o porvir na pedaleira.

Era no tempo em que os animais falavam... Era no tempo em que ainda não havia "vuvuzelas".