A propósito do lançamento do livro da sua obra poética completa, presente, Para comigo, Joaquim Manuel Magalhães (1945) deu uma entrevista à ípsilon, em que aborda, de forma exemplar, alguns assuntos, para além de poesia. Pensada e com algumas reflexões de grande pertinência, a entrevista, até porque as respostas foram dadas por escrito, as suas palavras merecem ser lidas com atenção.
Que não de maior relevância, aqui deixo dois pequenos excertos, recomendando vivamente, a leitura integral da referida entrevista de Joaquim Manuel Magalhães.
"Nunca fiz uma leitura provinciana da nossa poesia, por isso me espanto com as cotoveladas que os poetas dão uns aos outros por causa do seu lugarzinho efémero."
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"Traduzir é perder tempo, dá muito trabalho, a maior parte das vezes as coisas ficam tortas em português e percebemos logo que não resultam bem e não pode ser de outra forma."