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sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

Natalícias

 

Desta vez não são as "últimas aquisições", mas as duas mais recentes ofertas natalícias e amigas de livros editados sob o patrocínio do C. de E. Históricos, cuja qualidade dos textos e gráfica se destacam.
Grato reconhecimento a quem no-los trouxe.



quarta-feira, 12 de junho de 2013

Apontamentos 14: A peça que faltava


Na sequência do post, publicado, hoje, no ARPOSE, sobre "Os defensores do Templo" faltava uma peça que se revelou essencial, i.e., o texto de Vasco Graça Moura, em formato electrónico, da edição de 12.6.2013 do Diário de Notícias.


Não é este o lugar, nem o momento oportuno, para esclarecer os leitores sobre a importância cultural da descoberta de variantes, ou estados de impressão, de textos dados à estampa no passado. Porque "versões" existem para todos os feitios. Apenas julgo saber que não existem "versões" para a identidade das pessoas. E, ao que consta, não se poderá confundir Garcia de Orta, autor dos Colóquios dos simples (...), com Garcia de Resende, e por três vezes (!).
Quanto à confusão de VGM sobre a identidade de Garcia de Resende, volto a insistir numa máxima pessoal: "nem toda a criação tem o selo da inocência".

Post de HMJ

Os defensores do Templo


No passado dia 10 de Junho, e na BNP que abriu propositadamente para o efeito, o Prof. Dr. João Alves Dias deu-nos notícia da existência, muito fundamentada, de uma nova versão do primeiro poema impresso de Luís de Camões, incluído no Colóquio dos Simples e Drogas da Índia, de Garcia de Orta, editado pela vez primeira em Goa, no ano de 1563. A comunicação do Investigador serviu de bom prefácio à exposição que a BNP inaugurou. Tive o grato prazer de assistir.
Hoje, no DN, Vasco da Graça Moura saíu-lhe à estocada, pelo feito.
Camões sempre teve os seus Sumo-sacerdotes que, mal ou bem, lhe defenderam o Templo. Refira-se que os bons pastos são poucos e muitos os pastores...
Quando Jorge de Sena, nos anos 60, começou a estudar Camões, o Sumo-sacerdote Pimpão, saíu-lhe ao caminho de cajado em punho, verberando-lhe a ousadia. E tentou fazer-lhe a vida negra, até no Brasil.
Entre a generosa inclusão de Hernâni Cidade e a usura exclusiva de Costa Pimpão, vão dezenas e dezenas de páginas, e  a obra camoniana tem dado para tudo, pela sua grandeza.
O mesmo vai acontecendo com a pessoana da arca sem fundo. Também aqui há alguns Sumo-sacerdotes.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Filatelia LXIV : Raul Rego, BNP e Liberdade


No panorama algo desolador, pelas circunstâncias, de acontecimentos culturais de relevo promovidos por instituições públicas, a agenda da BNP (Biblioteca Nacional de Portugal) é uma honrosa excepção, revelando um dinamismo digno de louvor e admiração. É certo que lhe anda associada imaginação, apoios desinteressados ou mecenáticos, e muito trabalho de quem lá exerce o seu labor quotidiano.
Hoje, foi a vez de uma exposição para celebrar o centenário de Raúl Rêgo (1913-2002), bibliófilo distinto, jornalista e combatente pela Liberdade. Mostra que incluía algumas obras da sua vasta e importante biblioteca. Em boa hora, os CTT de Portugal se associaram, muito justamente, à efeméride, emitindo um selo alusivo e proporcionando um carimbo de 1º dia, aposto na BNP.
O acontecimento contou com a presença sempre simpática de Mário Soares, que lembrou alguns episódios das suas lutas comuns pela causa da Liberdade, em Portugal. E de João Alves Dias que ilustrou, com afecto e sapiência, a figura exemplar de Raul Rêgo nos seus amplos aspectos de humanista.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Cardeal D. Henrique - Exposição e Catálogo



A exposição dedicada à obra impressa do Cardeal D. Henrique, na passagem do quinto centenário do seu nascimento, foi inaugurada hoje na Biblioteca Pública de Évora, depois de, inicialmente, ter sido apresentada na Biblioteca Nacional de Portugal.
A mostra bibliográfica e documental ficou, a partir de hoje, enriquecida com o lançamento do respectivo catálogo, na imagem, bem como uma visita guiada pelo Professor Doutor João Alves Dias, responsável pela organização do evento e do respectivo catálogo.

Post de HMJ

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Bibliofilia 44 : Tarcísio Trindade


Morreu há dias, pouco depois dos idos de Março, com quase 80 anos, em Lisboa, mas era natural de Alcobaça. Era um homem que cultivava alguma distância, na sua extrema afabilidade educada. Profundo conhecedor dos mistérios e meandros da bibliofilia, Tarcísio Campos Trindade (1931-2011) desencantou das traças da antiguidade, em 1965, o primeiro incunábulo escrito em português (Tratado da Confisson, 1489) que manteve a sua posição primeva até que, em 1996, João Alves Dias nos deu a conhecer o "Sumario das Graças", impresso por volta de 10 de Abril de 1488. Desde os anos 70 que Tarcísio Trindade tinha casa aberta (até tarde, normalmente) na Rua do Alecrim, nº44, em Lisboa. Era um local de encantamento e descoberta para quem gostasse de livros. Lá conheci António Valdemar e Joaquim Braga, por lá passou, muitas vezes, Pina Martins, lá aparecia, e cavaqueava, Artur Anselmo. Os preços dos alfarrábios eram justos, daí que, frequentemente, alguns colegas de profissão lá fossem, para comprar obras que revenderiam, mais caras, depois, nas suas lojas. Era preciso passar todos os dias, porque, normalmente, todos os dias havia novidades expostas para venda. Lá comprei um folheto raro de Mariana de Luna, de 1641, uma primeira edição de Rubén Darío, com dedicatória, que pertencera a Alberto de Oliveira, a "Clepsydra" (1920) de Camilo Pessanha, na sua edição original, e tantas outras obras raras ou preciosas. Havia sempre uma pequena informação ou nota útil de Tarcísio Trindade, quando se fechava a transação, sobre o livro em causa. Passou o ofício ao filho, Bernardo Trindade, que herdou a amabilidade do Pai, e grande parte dos conhecimentos, mantendo a actividade, no mesmo local, com os mesmos princípios.

sábado, 23 de outubro de 2010

Aos bibliófilos, antiquários e curiosos


Na próxima quarta-feira, 27 de Outubro, terá lugar, na BNP, o lançamento do livro Incunábulos e Post-Incunábulos Portugueses (ca 1488-1518) da autoria de Helga Maria Jüsten, com apresentação do Prof. Dr. João Alves Dias.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

J.V. de Pina Martins - In Memoriam


Em matéria de literatura, sempre considerei ser mais fácil elaborar um discurso positivo, numa perspectiva de aceitação de uma obra integrada no chamado cânone literário. Rejeitar, com argumentos convincentes, leituras e estudos que a tradição instituiu torna-se, pelo contrário, tarefa complexa, para além do assombro inegável de contrariar trilhos profundamente marcados.
Ora, na apreciação daqueles que nos têm ensinado literatura - sendo o sublinhado nosso e consciente para contrariar tendências recentes que pretendem negar semelhante competência docente - sucede, exactamente, o contrário.
Num discurso negativo interior, numa espécie de arquivos mortos, ficam aqueles que não souberam acrescentar conhecimento, saber, gosto e entusiamo relativamente às obras literárias de que, pretensamente, falavam. No lado oposto perduram, na memória, todos os docentes que, na devida altura, lançaram uma semente perene.
Vem tudo isto a propósito de um professor que, para além do seu conhecimento, saber de experiência feito, gosto literário e estética, soube despertar, naqueles que estavam preparados para receber a lição, o gosto pelo suporte da escrita, das obras de que falava. Falo, como é óbvio, do Senhor Professor Doutor J. V. de Pina Martins, na altura, docente da cadeira de Literatura Portugesa IV. Tive, ainda, o grato privilégio de ter sido sua aluna.
Reproduzo acima a portada da Vita Christi, em homenagem ao meu antigo professor, falecido no passado dia 28 de Abril de 2010. Foi ele que, um dia, me depositou nas mãos o exemplar do referido incunábulo português, do espólio da biblioteca da FLUL, pedindo um comentário meu. O gesto, inesperado e inusitado, provocou o mutismo inerente aos confrontos humanos profundos. No entanto, o gosto matricial pelas letras humanas, na sua forma de "sinais práticos e úteis, formas puras e melodia interior", não deixou, jamais, de religar os meus estudos posteriores ao apelo que então recebi do Senhor Professor Doutor J.V. de Pina Martins. Espero não desmerecer, naquilo que farei, o estatuto de ter sido sua aluna.
Post de HMJ

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Dar notícia : "Rezar em Português"


Embora sem competência científica para comentar o trabalho e a obra, queria dar notícia da saída de 2 voluminhos "gulosos" na apetência de manuseio e leitura, inseridos em caixa aberta de cartão, que a Biblioteca Nacional de Portugal fez editar. Trata-se de "Rezar em Português", edição fac-similada de um Livro de Horas "composto em português, impresso em Paris, em 1500/1501, e o único exemplar conhecido encontra-se na Biblioteca do Congresso em Washington." - conforme no-lo diz o autor da introdução e estudo amplo inicial, Prof. Dr. João Alves Dias.
O preço é convidativo e acessivel: euros 20,00.