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terça-feira, 31 de outubro de 2023

Futuras / próximas leituras




Dois livros que me foram emprestados e cuja leitura encaro com alguma e boa expectativa futura. Dois mundos, porventura muito diferentes. Um da área diplomática que o meu amigo H. N. me sugeriu, o outro de um ex(?)-padre que, da ex-URSS até aos E. U. A., calcorreou experiências várias, e que me foi emprestado por JAD.
Aos amigos que me cederam os volumes, temporariamente, os meus agradecimentos cordiais.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Esquecimentos e omissões


Das ex-colónias portuguesas, tirando, eventualmente, o dito Estado da Índia (Goa, Damão e Diu) - que, da Índia, têm vindo vários visitantes ao Arpose - só faltava que alguém de Timor viesse ao Blogue. Aconteceu hoje, às 5h34, e o visitante dirigiu-se a um poste antigo de 8/3/2012, intitulado Lembrar Ruy Cinatti (1915-1986), poeta esquecido que tanto amou Timor. Alguém, por lá, o terá recordado.
Similarmente, ontem (hoje), no blogue amigo Prosimetron, JAD evocou o historiador Oliveira Marques (1933-2007). Assim se vai tentando alimentar a memória dos vivos, com a lembrança dos mortos queridos. Mas, penso, que é uma tarefa inglória neste nosso tempo de glórias efémeras e memórias curtas. Em que incensámos ontem o que amanhã sepultamos, para eleger um novo ídolo.
No entretanto, as Academias vão lembrando, burocraticamente, os seus maiores, como lhes compete, mas estas evocações ficam restritas às suas instalações geográficas e não chegam ao povo, nem às gentes das ruas. Como nos cemitérios, as inscrições biográficas e afectuosamente saudosas vão sendo delidas, nas lápides votivas, pelo bater inclemente do Sol, diariamente. Até que já não podem ser decifradas, pelas omissões das letras.
Quantos poetas, quantos historiadores, quantos escritores, quantos nomes ilustres se foram apagando, no tempo!...
( Por isso, não foi sem algum cepticismo e alguma melancolia, que eu fui escrevendo estas palavras.)

quarta-feira, 29 de julho de 2015

António Nobre caracteriza Lisboa, numa carta de 1894


"... Tu não imaginas quanto Lisboa me entedia e tambem me entristece. É bem uma cidade em funeraes. Por toda a parte cautelleiros, capilé, empregados publicos, e carros do Jacinto... E depois que cheiro a secretaria, que nem a maresia do Tejo consegue disfarçar. ..."

A. Nobre (1867-1900), em carta a Vasco da Rocha e Castro (Revista de Portugal, Outubro de 1938)

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Telemann, para um dia festivo

1 quadro para o aniversário de um Amigo


Não tendo a espectacularidade surrealista de L'Ange du Foyer (1937), esta paisagem simples e natural de Max Ernst (1891-1976) vai com os nossos sinceros parabéns para este novo ano, que lhe começa na Vida.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Apontamento 54: É de Almanaque !



Todos os que frequentam bibliotecas, nacionais ou estrangeiras, públicas ou privadas, sem esquecer uma espécie muito especial que, por cá, se chama Arquivo Nacional, já estabeleceram, por força das circunstâncias, preferências em função dos serviços prestados aos leitores.
 Embora com procedimentos próprios de cada instituição, o balanço geral é positivo. O atendimento, presencial ou à distância, é prestado por funcionários que, normalmente, têm a noção do seu papel na divulgação do acervo. Existem, obviamente, casos de excelência que nos fornecem informações preciosas.
Por outro lado, também se gravam na memória os casos em que a instituição se fecha ao exterior, sem a mínima noção relativamente à razão da sua existência. Nestes casos, o acesso presencial é vedado. As respostas a pedidos de informação – ou confirmação sobre obras do seu acervo – são nulas.
E também há casos que são de “Almanaque”, como a resposta que recebi hoje, da Biblioteca Nacional do Brasil, ou seja, a Fundação Biblioteca Nacional, e que reza assim:

“A consulta bibliográfica é presencial.
Venha à Fundação Biblbioteca [sic] Nacional”


Pedia, apenas, a confirmação de uma determinada obra no acervo da respectiva biblioteca, fornecendo a cota, com uma mensagem electrónica identificada com a abreviatura: pt, i.e., para bom entendedor, Portugal. Bem sei, e se quisesse ou pudesse, que a consulta de obras raras é presencial.
Pergunto, no entanto, se o/a menino(a) que respondeu – e sei lá quem seja –  saberá onde fica Portugal ? Porque se ficasse ao virar da esquina da Fundação Biblioteca Nacional não teria, certamente, enviado qualquer pedido de esclarecimento.


Post de HMJ, dedicado a JAD, num dia especial

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Ponto de ordem à mesa, para JAD


Ode à alergia

Não gostaria de estar
e ver o povão sofrer

com as ganas de ganhar
e perder.

Como de isso dependesse
alguma forma de vida
melhor. Do fanatismo se tece
cegueira correlativa.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Para MR, glosando JAD


Bom dia, MR!

sábado, 18 de janeiro de 2014

Adagiário CLXIX


1. Avec des "si" on mettrait Paris en bouteille.
2. Paris ne s'est pas fait en un jour.

para MR e JAD.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Para JAD, com os melhores augúrios


Hoje, que abandona a capicua simpática de anos contados, aqui lhe deixamos a memória de dois artistas nascidos, embora há muito, no seu mesmo dia: o pintor holandês Nicolaes Berchem (1620-1683) e o compositor italiano Alessandro Stradella (1644-1688).
Parabéns, JAD!

sábado, 27 de abril de 2013

1 Zarzuela para 2 Amigos que andam por Madrid


para MR e JAD, com votos de boa estadia!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Uma sugestão de JAD, acolhida

Porque está no tempo dela (Caça) e, este ano, ainda não provei perdizes, muito embora tenha saboreado, nos arredores de Antuérpia, um magnífico javali, que estava óptimo, porque... vai este medley cinegético com música de Telemann, Fasch e Vivaldi, numa interpretação interessante dos Caterva Musica.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Pés frios

Voltaram as pombas e as gaivotas, em profusão matinal. E o Sol levantou-se vermelho, no horizonte, a leste. Os corvos lisboetas, não os vejo, e os estorninhos, se vierem, hão-de aparecer mais tarde, ao cair da noite. O Tejo é um espelho de cegueira, para quem o olha, na manhã bem fria, mas o rio vai liso e sem barcos, enquanto o Reno era constantemente cruzado por compridos e rasos batelões-contentores, num dinamismo comercial intenso.
Trago a lembrança da neve, caindo em flocos suaves sobre Andernach. Não a via há mais de 48 anos, mas o frio de Lisboa é bem mais difícil de suportar que o de Colónia (diz-me JAD, que é da humidade). Os meus pés gelados, até alta madrugada, apesar do édredon de penas suavíssimo, tiveram saudades das noites alemãs.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Um gato vesgo



Para JAD !

Post de HMJ

Música para um Aniversário


Parabéns, JAD!

terça-feira, 17 de julho de 2012

Guerra santa (geminando) aos bibliófagos

Em geminação com o Prosimetron (MR) e com os melhores votos aos Cruzados na guerra contra os parasitas, pese embora não terem assistido a nenhuma "Missa do homem armado"... Mas vão com benção laica, para apoiar este nobre propósito. Que a batalha no Campo do Gato Preto seja um sucesso!

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Para as amêndoas


Em vez de um Fabergé, ou de um ovo decorativo, como JAD sugeriu, no Prosimetron, prefiro propôr para as amêndoas  pascais, se a família for grande, este bonito e pequeno cesto, em prata, de 1747, executado por Paul de Lamerie. A Christie's pô-lo à venda, em Outubro de 1991, com uma estimativa de arrematação entre 50.000 e 70.000 libras, mas não sei informar quem o terá adquirido. Uma Páscoa feliz, para todos!

sexta-feira, 23 de março de 2012

Em geminação com MR, no Prosimetron


A propósito de pesquisas "arqueológicas" que um ilustre Prosimetronista anda fazendo, pela cidade-berço, MR colocou, no Prosimetron, algumas pistas sobre o local objectivo das consultas (vide: O Tesouro dos remédios de alma- 8). Concretamente, a rica biblioteca que Martins Sarmento doou à Sociedade homónima, sita em Guimarães. Recordo, saudoso, que ainda adolescente me facultaram, na sala de leitura, e com a maior das facilidades, uma primeira edição, seiscentista, de D. Francisco Manuel de Melo, para que eu a consultasse. Foi a primeira vez que tive nas mãos um alfarrábio.
Dá-se, em imagem, neste poste, uma visão evolutiva do edifício próprio da Sociedade Martins Sarmento, com um desenho anterior do local onde foi construído, em 1905. Do lado esquerdo do desenho, pode ver-se ao fundo a torre e Igreja de S. Pedro, no Toural; e do lado direito, apenas a parte superior da torre sineira da Igreja-convento de S. Domingos.

para MR e JAD, cordialmente, e em geminação.

domingo, 9 de outubro de 2011

Filatelia XXVIII : D. Dinis (em geminação com o Prosimetron)


Poeta e rei, D. Dinis terá nascido a 9 de Outubro de 1261. Este ano, os CTT de Portugal, meio-americanizados, cujas estações são uma espécie de albergue espanhol, esqueceram-se deste rei que tão importante foi para o nosso país. Mas em 1955, a propósito da 1ª dinastia, os Correios Portugueses celebraram D. Dinis. É esse selo que aparece em imagem, com desenho de António Lino, gravura de Robert G. Godbehear, e impresso a talhe doce.
Este poste surge em geminação com um primeiro do Prosimetron, em que JAD recorda a série base de 1953 que tem como motivo o selo de autoridade do rei D. Dinis.

Ao JAD, em companhia. E com grato reconhecimento, posterior.

sábado, 1 de outubro de 2011

O gosto e a coincidência, para um aniversário


O gosto, JAD, será a sua preferência por Max Ernst (1891-1976). A coincidência é que o compositor italiano Giovanni Battista Ricci (1724-1808) também nasceu a 1 de Outubro. Muitos parabéns, JAD!