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quinta-feira, 27 de junho de 2024

Se não fossem os gostos...



" O amarelo é uma cor agradável, doce e alegre, mas na sombra facilmente se desvaloriza, e a mínima mistura torna-o sujo, triste, feio e pouco interessante."

J. W. Goethe (1749-1832)

domingo, 22 de janeiro de 2023

Uma fotografia, de vez em quando... (167)



Se Goethe falou delas com propriedade, Magritte representou as mais significativas nas suas telas.  Mas as quatro ou cinco nuvens outrabandistas que vimos ontem, ao fim da tarde, creio que escapavam aos protótipos habituais. Pareciam iluminadas por dentro por um sol estranho e posicionavam-se a sudoeste. HMJ conseguiu fixar fotograficamente uma delas, antes que ela perdesse o ar e tom alaranjado e tendesse para o castanho ou apenas cinzento com o abrir obscuro da noite. De uma forma banal e quase indistinta.

domingo, 5 de junho de 2022

Na varanda a Leste



A matriz veio do António, a Norte, há um bom par de anos. A semente pegou bem e todos os anos dá notícia florida e elegante.
Chamámos-lhes "balões de S. João" pois é por aí (finais de Junho) que atingem o seu esplendor máximo.
Mas o nome científico fia mais fino: kalanchoe pinnata. Na Alemanha, chamam-lhe simplesmente: planta de Goethe, talvez para homenagear o grande poeta. 


terça-feira, 2 de julho de 2019

Gostar do que se deve


Às vezes, desinquietam-se os mortos. Ou temporariamente repescam-nos para a fama. Com frequência são apenas fogachos que duram pouco tempo e eles regressam à paz e silêncio subterrâneos, em definitivo. Mais raras vezes, essas ressurreições vêm para ficar. Em música, isso aconteceu com Vivaldi e Bach, e, num dos casos, Mendelssohn teve um papel essencial.
Há dias, o nome de Nuno  Bragança (1929-1985) veio à tona, no diário escrito de Vasco Pulido Valente. Não para o glorificar e lembrar, mas para o apoucar. E, como sempre, da sua curta obra, apenas A Noite e o Riso (1969) foi citado, como é de norma. Convencionou-se, de há muito, que este é o seu melhor livro. Ora, eu não comungo desta ideia. Prefiro-lhe, como sempre preferi: Directa (1977).
Mas isto de não alinhar com a maioria ou corrente dominante tem sempre os seus riscos. Lembro-me bem do enxovalho que sofri no meu exame oral de Literatura Alemã III, ao querer defender, como melhor, o primeiro Fausto, de Goethe, em detrimento do Fausto II. O convencional prof. Moser mal me deixou falar e ia-me engolindo por causa daquilo que, na opinião dele, seria uma blasfémia.
As palavras de VPV tiveram grande eco na net, tem-se falado nisso. E Nuno Bragança voltou à baila. Ainda bem, porque merece. Que seja por um ou outro dos seus livros, tanto faz. Desde que seja para o voltar a ler.

sábado, 24 de novembro de 2018

Últimas aquisições (9)


Até posso concordar que os livros estão caros. Mas, com um pouco de sorte e outro tanto de paciência, pode acontecer que os compremos baratos ou, pelo menos, a bom preço. É preciso é  saber esperar. E tirando 4 ou 5 nomes de escritores de que eu não prescindo de ler na primeira altura, e aquando da saída, dos restantes aguardo, sempre, uma oportunidade, para os adquirir ou em saldo (destino habitual dos pretensos e proclamados "best-sellers", quando não são guilhotinados pelas editoras...), ou usados. Foi o caso destes dois últimos que comprei e que me ficaram por 5 euros.
Destas conversas entre Goethe (1749-1832) e Eckermann (1792-1832) já eu lera inúmeras referências elogiosas, mas nunca sequer tinha visto qualquer edição à venda. Sendo embora uma selecção de textos escolhidos, este livro de 1947 dar-me-á, no entanto, a possibilidade de avaliar e fazer uma ideia geral desta relação amistosa e de afinidade de espírito entre os dois poetas. Quanto a Zafón (1964), tenho ouvido muitos elogios, quanto à sua escrita e qualidade. E, embora eu não embarque na última moda, com  facilidade, decidi trazê-lo para me certificar da qualidade, ou não, do escritor catalão. Creio que não me vou arrepender da compra - até pelo preço da aquisição.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Citações CCLXXXVI


Os poetas modernos metem muita água na sua tinta.

J. W. Goethe (1749-1832).

quarta-feira, 23 de março de 2016

Das figuras de estilo


Dizia Goethe que "a ironia é o grão de sal sem o qual a comida não teria o sabor que tem."
Camilo e Eça foram mestres, no seu uso literário. Mas a ironia é, talvez, das figuras de estilo, a mais ingrata. E uma arma de dois gumes que, muitas vezes, acaba por atingir o emissor. Nada pior do que ter de desmontar o artifício e ter de explicar ao distraído o que, verdadeiramente, se quis dizer. Em resumo, pode ser uma autêntica frustração humana.

domingo, 22 de novembro de 2015

Pequena história (38)


Ao que parece, Goethe (1749-1832) não morria de amores pelos festejos carnavalescos. Na sua "Viagem a Itália" (1788), anotou: "É preciso ver o Carnaval de Roma, para nunca mais o querer ver."
Em 1825, porém, a organização do Carnaval de Colónia solicitou-lhe um poema para a festa, e Goethe não resistiu a corresponder ao pedido. Fez, no entanto, acompanhar a poesia da recomendação de que os festejos fossem breves e decorressem em boa ordem.
A organização colonicense, grata, enviou-lhe, depois, um diploma de Jeck (bobo ou rei de Carnaval), como era de norma fazer com aqueles que colaborassem no acontecimento.
Goethe meteu o sobrescrito com o diploma num envelope maior, para o seu arquivo, escrevendo por fora: Absurdidades Renanas.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Citações CCXXIX


Como se conhecer a si mesmo? Não nos conhecemos nunca através da meditação, mas somente pela acção. Faz o teu dever ou, pelo menos, tenta - assim saberás o que vales.

J. W. Goethe (1749-1832).

quarta-feira, 18 de março de 2015

Livrinhos 23


Aberto desastradamente, com ofensa, no corte de algumas páginas (sem, no entanto, prejudicar o texto), estas "Máximas e Pensamentos" de Goethe, das Éditions André Silvaire, foram impressos em Paris, no ano de 1961.
Deve ter sido útil, este livrinho, dado que foi bastante manuseado (pelo seu estado, um pouco alquebrado) e tem muitos sublinhados, a lápis, no texto. Julgo que ainda me será proveitoso, apesar disso. Razão pela qual o comprei hoje, num alfarrabista lisboeta, por 2,50 euros.

terça-feira, 3 de março de 2015

Anotações


Como sobre qualquer facto ocorrido há muito, em que as memórias dos intervenientes não coincidem inteiramente - assim, os sublinhados nos livros.
Ao lermos um livro usado, e anotado pelo anterior proprietário, normalmente verificámos que, para nós, os pontos altos ou dignos de registo para memória futura, não seriam os mesmos.
Ainda que o anterior leitor e o presente se possam dar bem e até possam ter, coincidindo, um mesmo entendimento da Vida.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Uma reflexão de Goethe, na velhice


O quê? Então cheguei eu aos 80 anos para pensar as mesmas coisas de sempre? Pelo contrário, eu esforço-me em pensar algo de diferente, algo de novo em cada dia, para evitar aborrecer-me.

J. W. Goethe (1749-1832).

sábado, 29 de março de 2014

Citações CLXVII


O cepticismo activo é aquele que se esforça por se vencer a si mesmo e por conseguir chegar, através da experiência organizada, a uma espécie de segurança relativa.

Johann Wolfgang Goethe (1749-1832).

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Citações CLIX


Tudo aquilo que passa não é senão um símbolo.

J. W. Goethe (1749-1832).

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Citações CXX : Goethe sobre Byron


Lord Byron é somente grande enquanto poeta; quando reflecte torna-se uma criança.

J. W. Goethe (1749-1832), in Correspondência com Eckermann.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

À beira Reno

O moleskine trazia já algumas notas escritas e antigas, quando o abri. Nomes estranhos, vagos lembretes, que tentei decifrar. Aniversários, mas que ocupavam apenas os primeiros 4 meses de um ano distante. Havia  uma nota com a data de um último dia de trabalho: 3 de Julho. E, também, uma partida (6 de Agosto), bem como um regresso: 31 de Dezembro. Algumas frases de Goethe, Camus e Grass ocupavam toda uma página escrita, numa letra apressada.
Mas havia imensas páginas vazias, no moleskine, e, por isso, eu comecei a escrever:
Na aldeia, a noite cai mais cedo e, a luz amarela à Fassbinder, que ilumina o átrio da casa defronte, parece acompanhar o canto rouco, sinistro, dos corvos que se ouvem ao longe...

quinta-feira, 22 de março de 2012

Filatelia XXXVI


Figura incontornável da cultura germânica, Johann Wolfgang Goethe (1749-1832) faleceu a 22 de Março, em Weimar. Aquando do bicentenário do seu nascimento, em 1949, a Alemanha, nos seus diversos territórios, celebrou a efeméride, também, filatelicamente.
Assim, na imagem, podemos ver na primeira fila, um selo de Berlim. Na segunda linha, a emissão postal da Alemanha Federal e, finalmente, na última posição, a série de três selos da República Democrática Alemã, ex-RDA.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Sobre Goethe


Há quem tente colar, erradamente, W. Goethe (1749-1832) ao Romantismo. Como todos os grandes artistas, o Poeta alemão escapa-se à classificação. Marcel Schneider, na sua biografia sobre Schubert, marca bem essa diferença, referindo o ponto de vista de Goethe sobre os seus contemporâneos:
"...Criticou-se muito em Goethe a sua incompreensão em relação aos artistas românticos: Hölderlin, Beethoven, Weber, Kleist não lhe cairam em graça. É que Goethe via neles tudo o que mais odiava no mundo, a doença, a desordem, a extravagância e a loucura. Toda a vontade olímpica da sua vida recebia um desmentido face a estes génios patéticos. Dir-se-ia que Apolo negava a existência de Diónisos. Goethe sentia-se ameaçado nas suas fontes de existência e glória. E ele não era um santo: afastava-os com um gesto da mão. ..."

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Nomes literários - uma despedida


Lá nos despedimos da Margarida, com saudade antecipada. Da sua franqueza, atenção e irradiante simpatia, discreta. Quando chegamos à esplanada, disse-nos logo: "Que bom!, foi transmissão de pensamento, porque, hoje, é o meu último dia de trabalho. Já estava a pensar em dizer-lhes adeus, através do Almirante..." Não foi preciso, felizmente. E atendeu-nos com aquela ternura e crueza natural  que rodeia, quase sempre, os últimos minutos de um adeus.
Fiquei a saber, por ela, que houve um Ricardo Reis, de carne e osso, que ainda era parente afastado (pela primeira mulher) de Saramago. Ainda é vivo. E casou com a Selma que devia o nome, também, a Selma Lagerlöf: lia-se muito, antigamente, mesmo nas classes mais desprotegidas. Era assim que os nomes da ficção literária passavam, por amor, para o real. Estive para perguntar à Margarida (mas não tive coragem) se o nome dela tinha alguma coisa a ver com Goethe, e o seu "Fausto". Até porque, eu próprio, estive para me chamar Tito, mas o meu Tio Víctor não conseguiu convencer o meu Pai. Mas, aí, a razão já não era literária, mas política...
Um sol dourado e ameno, de Julho, brilhava sobre o Largo tranquilo. Desejamos felicidades à Margarida e fomos ver o Tejo, um pouco nostálgicos. Havia gigantescas gaivotas sobre o rio. Quando voltarmos à esplanada, encontraremos decerto a Natália (Gilbert Bécaud?) que, na sua gracilidade juvenil, ainda há-de iluminar de alegria, os nossos olhos cansados e descrentes. Mas é pequena a compensação. A Margarida era única.