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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Uma imagem para a noite


abraço grato a J. S..

sábado, 8 de dezembro de 2012

A ponte que dá para nenhures


Enquanto a manhã lisboeta se fez sebástica e nebulosa, em Stortford (Inglaterra) há uma ponte que, por entre a neve, nos parece levar para nenhures. O Outono tem destas coisas inesperadas e surpreendentes.

Abraço grato a J. S..

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Stortford (Inglaterra), hoje


Com os melhores agradecimentos a J. S. .

terça-feira, 8 de março de 2011

Março de 48


A fotografia é de 4/3/1948. E foi tirada na Póvoa de Varzim, mais concretamente, no chamado Passeio Alegre que, formalmente, se denomina, hoje, Avenida dos Banhos.
A criança está perto de completar 4 anos. O adulto já perfez 62, e irá morrer dentro de 5 anos, penosamente. Mas neste dia, talvez nublado, pouco antes da Primavera, parecem felizes, os dois. E nem parecem querer parar, para a pose, pelo movimento dos pés. A criança traz, com certeza, os bolsos cheios de rebuçados de avenca, de que gostava muito. E que o Tio lhe comprou no "Guarda-Sol", café que se vê à esquerda, na fotografia. O adulto traz "O Primeiro de Janeiro", dobrado e encostado ao peito, para ler mais tarde. Atrás é o infinito, para a frente, talvez a Rua dos Cafés, para onde se dirigem.
Há saudades que nunca nos largam...

para J. S., em Cambridge, pela onomástica, também. Mas sobretudo pelo aniversário.

sábado, 15 de janeiro de 2011

O desmame


Parece-me evidente e facilmente comprovável que, hoje em dia, a autonomia e independência das crianças é cada vez mais tardia. A chupeta que, há 40 ou 50 anos, era desaconselhada a partir de 1 ano ou ano e meio, quando muito 2 anos, é hoje conservada, mesmo que apenas como adereço, até aos 3 ou 4 anos. A saída de casa dos pais que, no meu tempo de jovem, ocorria por volta dos 20 anos, acontece, hoje, apenas depois dos 30, normalmente. É cómodo para os "jovens" e sentimentalmente apoiado e incentivado, por agradável, por parte dos pais. Tudo isto redunda, no entanto, numa tentativa pouco saudável, de prolongar a infantilização dos seres humanos, em geral.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Osmose (5)


Os acasos transformam-se, tanta vez!, em circunstância.
Dizia-me L.R.T. : "- Olhe para os gestos inabituais, irregulares..." E tinha razão. Todos nós nos descuidamos, ou por cansaço, ou porque estamos distraidos, ou porque alguma coisa nos colhe, com força excessiva para nos defendermos. E vestir uma pele diferente tem que se lhe diga...
Fixa-se o nome de uma cidade (Barcelona, porquê?), um rosto no meio da orquestra (Weinachtsoratorium, Bach), o movimento de um corpo na berma da estrada que nos leva a uma praia... e nunca mais esquecemos. Ou como me dizia J., anteontem, alguém se senta ao nosso lado, por mero acaso, na viagem. Falamos, falamos, quase 3 horas numa empatia absoluta, e quando chegamos a casa damos conta que não lhe sabemos o nome, nem o contacto, sequer. Para sempre.
As emoções são breves, as paixões têm uma contrariedade que inflaciona o sentimento, mas os pensamentos na memória duram, muitas vezes, tempos infinitos.
Porque é que o cão, que está continuamente a ladrar, não enrouquece?
P.S.: para J. S..