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sábado, 5 de março de 2016

Classificações


Numa prévia declaração de interesses, devo esclarecer que nunca li nada do sul-africano J(ohn) R(onald) R(euel) Tolkien (1892-1973). O apelido final, foneticamente, sempre me pareceu pesado e de substância, soube há pouco que será de origem germânica. E tinha uma vaga ideia que era um autor muito popular e com muitos leitores entusiastas. O que eu desconhecia (TLS dixit) é que era um escritor fracturante (como agora se diz) entre os críticos literários. Há quem lhe atribua qualidade literária, e quem lha recuse. Creio que a sua posição equidistante se encontrará num limbo, muito semelhante ao de Júlio Verne...
A sua caracterização como pessoa, nas palavras de Roz Kaveney, que acabei de ler no TLS, parece-me, no entanto muito curiosa e, por isso, vou pô-la em português, para partilha com quem possa estar interessado:
"...Tolkien era um homem complexo - um académico mais do que um simples escritor, um sobrevivente de guerra no que ela tem de pior, um católico devoto, mas inteligente quanto à sua fé, um escritor cumprido de um tipo de versos ligeiros, que deve ser celebrado pela sua finesse em detrimento da frivolidade, um teorizador literário com alguma coterie que o aproxima de outros pensadores influentes. ..."
Como classificação, não me parece nada mal. Não sei é se corresponde ao perfil exacto de Tolkien...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Descubra as diferenças...



...entre a ficção e a realidade. Ou será que um Gremlin ficaria melhor?

sábado, 22 de setembro de 2012

Ilustrar ou não ilustrar

Tanto quanto me lembro, na infância, preferia que os livros que lia fossem ilustrados. E ficava um pouco desapontado, quando as histórias infantis não tinham imagens, até para orientar a minha imaginação, ao longo da leitura. Muito embora me recorde que algumas ilustrações me deixaram uma impressão desagradável.
Não era desta opinião o escritor J. R. R. Tolkien (1892-1973) que, num trabalho que fez (On Fairy Stories, 1947), escreveu: "Embora possam ser boas em si, as ilustrações acrescentam pouco às histórias de fadas. A radical distinção entre toda a arte (drama incluído) e a verdadeira literatura (...) é que a literatura funciona de espírito para espírito (mind)..."
Embora Tolkien também fosse um razoável artista amador (ilustrou, por exemplo, o seu livro para crianças The Hobbit),  The Lord of the Rings só, episodicamente e em edições especiais, teve imagens. Só depois da sua morte, a editora Allen and Unwin começou a imprimir a sua obra mais conhecida, quase sempre ilustrada com imagens.