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sexta-feira, 13 de abril de 2018

Uma canção tradicional irlandesa

Da canção Siúil a Rún não se conhece a sua data de origem, mas é referida por Joyce no seu Ulysses.
O vídeo foi filmado na Torre Museu de James Joyce, em Dublim (Sandycove). Nela se guardam alguns pertences pessoais do escritor irlandês, que lá passou uma semana, em 1904. Nomeadamente, a sua guitarra, que John Feeley utiliza na execução desta canção tradicional.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Em retribuição de um Matisse...


A canção "Danny Boy" é do início do século XX irlandês, e tem variadíssimas versões de diferentes intérpretes. Foi usada pelos irmãos Coen na banda sonora do filme Miller's Crossing (1990),  numa interpretação de Frank Patterson (1938-2000), que me parece das melhores.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

sábado, 27 de setembro de 2014

Música e Poesia LVIII : "The Lass of Aughrim"


Esta espécie de balada, The Lass of Aughrim, de origem irlandesa, já surgiu no Arpose, em 28/8/2010, secundarizada, porém, pelas dramáticas imagens que antecedem o final do filme "The Dead", de John Huston, baseado no conto homónimo de James Joyce, do livro "Dubliners".
A incontestável beleza da canção justifica que, aqui, a coloque de novo, na sua versão inteira. A guitarra usada no acompanhamento, e que foi restaurada, pertenceu ao próprio James Joyce.

domingo, 11 de agosto de 2013

Bibliofilia 85 : Garrett (com algumas transmigrações espúrias)


Abriu-se o Sogrape tinto de 1983, de que aqui dei imagem e notícia, há dias, nas "Mercearias Finas 76" (2/8/13). Um pouco a contra-natura, pela canícula. Mas estava excelente, este vinho do Dão com trinta anos, que se bateu lealmente com uma tábua de queijos, à altura: Azeitão, branco e finíssimo, um Emental de olheiras pronunciadas e um Serra, fidalgo austero.
Na varanda a leste, depois, sopeso e acaricio um voluminho de Garrett (1799-1854), de formosa feição. E constato que, ao falar dele, hoje, vai o Arpose ficar, inteiramente, sob o signo celta da Irlanda. Porque Almeida Garrett tinha ascendência irlandesa. E se irritava, solenemente, quando lhe pronunciavam o final do apelido à francesa: ê. Replicava logo que se devia ler e dizer: éte.
Pois este livrinho, que não é raro, mas foi, em mais de 140 anos, bem estimado e encadernado, já o comprei no dealbar do séc. XXI (2002), por 20 euros. Numa edição de 1871, promovida pela Imprensa Nacional, ocupa-se, substancialmente, com um texto inédito até à altura, que era um projecto de romance, intitulado Helena.
Anos antes (1989), fora vendido um exemplar semelhante, num leilão da Soares & Mendonça (lote 89), por Esc. 9.000$00. Devia merecê-los...
Começava assim este inédito de Garrett:
Acabava de passar uma d'aquellas trovoadas espantosas que, nos paizes tropicaes, repentinamente se formam, estalam, e de repente se dissipam tambem, deixando o ar mais puro, o ceo mais azul, e toda a natureza respirando uma frescura, um viço, uma lasciva animação de todo o ser, que não parece senão que alli foi agora a creação e começa a vida pela primeira vez. ...
Prosa límpida, não é?

Harpa Céltica (Irlanda) : "Carolan's Dream"


Férias 4: De caravana pelo Sul da Irlanda



Influenciada por relatos de viagens de amigos e a leitura do Diário Irlandês de Heinrich Böll, tentei obter licença e “subsídio” paterno para uma primeira viagem ao estrangeiro, já que os países próximos – os então chamados BENELUX – não eram considerados como tal, embora a barreira linguística fosse sempre factor de estranheza.
Com efeito, uma viagem à Irlanda, sozinha e sem ter atingido a maioridade dos 18 anos, não estava nos horizontes de liberdade dos meus pais. Encontrou-se, então, uma solução viável, de segurança e orçamento, ou seja, um circuito pelo Sul da Irlanda, organizado por uma associação de juventude, com o propósito de promover um encontro de jovens franco-alemães.

Lá fui eu de barco até à Álbion, com uma breve passagem por Londres, de que me lembro da “Trafalgar Square” e pouco mais, para além da pouca simpatia dos Ingleses. Em Cardiff apanhámos outro barco para Cork. Numa viagem nocturna, em que não aguentei o balanço deitada, convivi com os primeiros Irlandeses e aprendi a beber chá, com leite. Depois de uma breve passagem pela cidade de Cork, tomámos conta, quatro em cada caravana, das rédeas do cavalo que nos ia conduzir pelo chamado “Ring of Kerry”.


Ainda hoje guardo memórias da paisagem, de chuviscos quase diários e, sobretudo, da simpatia e nobre simplicidade dos Irlandeses. O lento trote do cavalo dava para ver a paisagem, ler e conversar com o grupo restrito de cada caravana e que, no trajecto anterior, se tinha formado naturalmente por encontro de interesses e simpatia.



Resta acrescentar que, no ano seguinte, aceitei voltar à Irlanda, trabalhando como “au pair” para umas criaturas destacadas da elite económica de Colónia. Contudo, a segunda viagem não deu para conhecer melhor a Irlanda, porque abandonei a tarefa passado poucos dias. A experiência falhada permitiu, no entanto, tirar uma lição para o resto da vida. Aprendi que um “berço de ouro” endinheirado não representa, de todo, uma “cuna” em que floresça a educação, a cultura, a humanidade e, sobretudo, o respeito pelo outro.
Fugi, rapidamente, desta “gentinha” que, pela língua, até me devia ser mais próxima, se não pertencessem àquela claque de sobranceiros bacocos que não suporto. Apenas reencontrei o meu universo, em Cork, convivendo com Irlandeses antes da partida para o Continente e, guardo, até hoje, uma enorme simpatia pela Hibérnia.


Post de HMJ

sábado, 13 de abril de 2013

Da Janela do Aposento 32: Álbion, a caminho da Hibérnia



Nos últimos dias, e por razões diferentes, surgiu-me, de novo, essa aversão que tenho contra os ingleses. Quando, há décadas, passei pelo Sul da Inglaterra, a caminho da Irlanda, ficou-me uma primeira má impressão. Pelo contrário, gostei da Irlanda e dos Irlandeses e compreendi a sua revolta surda contra a sobranceria da vizinha Álbion.
Mais tarde, numa viagem a Londres, tive a oportunidade de sair do "circuito turístico" e entrar em algumas casas de súbditos de sua majestade. E o que me ficou, até hoje, é um ambiente pobrete de espírito, profundamente provinciano e "kitsch", ingredientes que costumam alimentar poses sobranceiras de alguns políticos - e políticas - actuais ou recentemente falecidas.
No meio destes pensamentos veio ter comigo um texto, publicado ontem no DIE ZEIT, a propósito da visita de Cameron a Berlin, cheio de ironia sobre alguns senhores actuais que se passeiam pela Europa.
Eis a súmula da parábola.
Partindo do princípio de que cada família tem os seus hábitos e formas de convivência, o jornalista passa a caracterizar a "família europeia". Imaginemos, então, uma mãezinha alemã severa e um papá francês meigo que traçam o caminho para a família quando estão de acordo, o que nem sempre acontece. Os restantes membros da família seguem, em regra, as ordens dos papás, provocando, frequentemente, desavenças familiares. Apenas um, o tio de Londres - que já foi tia - costuma colocar-se à margem. O tio quer participar vivamente no debate familiar, insistindo, contudo, no seu menor contributo para o orçamento familiar e ressalvando o seu estatuto especial de apenas cumprir as regras estabelecidas quando ele assim o entender.
Bela harmonia familiar !
E foi assim que compreendi, finalmente, porque não gosto do tio de Londres.

Post de HMJ

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Riverdance - Irlanda

para MR, por variadíssimas razões.

domingo, 3 de março de 2013

domingo, 6 de janeiro de 2013

domingo, 4 de novembro de 2012

Provérbio irlandês


Este ditado irlandês denuncia, provavelmente, uma matriz cristã, mas não deixa de ser bem humorado:

"Que chegues ao céu meia hora antes do diabo saber que morreste."

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O desamor aos animais


É da história: o amor é um sentimento, quase sempre, fugidio. E a necessidade pode muito - já lá dizia Almeida Garrett. A crise, por outro lado, tem muita força. Diz o povo: vão-se os anéis, fiquem os dedos. Já aqui dei conta, em 3/1/2011 (Os cavalos irlandeses e a crise), que os irlandeses tinham abandonado 20.000 cavalos à sua sorte: uns morriam à fome, outros iam sendo abatidos...
Vejo hoje nos jornais portugueses que a Liga Portuguesa dos Direitos dos Animais tem para adopção 250 animais, que lhe foram entregues pelos anteriores donos. A maior parte são gatos. Aqui, na zona outrabandista, também já se nota o aumento das matilhas e dos gatos vadios. E a procissão ainda vai no adro. Ao contrário do que dizia Júlio Dantas, n' "A Ceia dos Cardeais", não é assim tão diferente o amor em Portugal...

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Coincidências no Tempo : um 2º Ultimato ?


No dia 11 de Janeiro de 1890, o embaixador inglês Georges Glynn Petre entregou, no Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, um Ultimatum exigindo a retirada imediata das forças militares portuguesas que estavam no Chire e regiões circum-vizinhas. Por outras palavras, a retirada das tropas lusas dos territórios do que veio a chamar-se mapa cor-de-rosa, entre Angola e Moçambique. A indignação nacional foi enorme, mas nada obstou a que os ingleses ocupassem essa zona africana, até aí de influência e ocupação portuguesas. A força do Império victoriano falou mais grosso.
Nesta altura, de 2011, parece que os "nossos amigos" franceses e alemães nos estão a encostar à parede, para que aceitemos mais uma perda (da já pouca que nos resta) de soberania e independência nacionais, pedindo a vinda do FMI. Muito provavelmente, com os resultados nulos que a sua entrada na Grécia e Irlanda provocou. A Espanha que se cuide...e a Bélgica. Infelizmente, estes medíocres estadistas nunca leram Brecht. E não se apercebem que a estratégia dos poderes económicos e financeiros, e dos especuladores, visa mais alto e mais longe. E que bastará fatiar, gradualmente, a União Europeia para atingirem os seus ignóbeis objectivos.

sábado, 8 de janeiro de 2011

François Mittérrand, há 15 anos


Esta fotografia que encima o poste é, para mim, emblemática. Helmut Kohl e François Mittérrand, de mãos dadas, em Verdun, no ano de 1984. Era no tempo em que a Europa se unia e se ia construindo, sob a chefia de estadistas de craveira superior; não a Europa de hoje, com chefes de estado medíocres, mesquinhos, a fazer contas de merceeiro e a defender a sua "vidinha " pequenina e nacional...
François Mittérrand (1916-1996) morreu, precisamente, há 15 anos, poucos dias depois de visitar, civilmente, o Egipto. Como Charles de Gaulle, também, tinha visitado a Irlanda, como simples cidadão, pouco antes de morrer. Eram pequenos gestos, talvez simbólicos ou de gosto, que marcavam percursos de vida. Mas que espelhavam, ao mesmo tempo, a universalidade do seu espírito.
Mesmo na intimidade (e li, muito recentemente, um livro de Michel Charasse, um íntimo de F. M., em que o autor nos dá, em pinceladas impressivas, um pouco do seu retrato de proximidade - 55 faubourg Saint-Honoré, Ed. Grasset), François Mittérrand é um dos últimos estadistas europeus com dignidade humana e horizontes universais, exemplares.

P.S.: para MR, que lembrou F. M., previamente, no Prosimetron.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A moeda, a língua e a religião


A mesma língua, por uma ligação de arquitectura mental e sentimental, e a mesma moeda, talvez por uma ligação prática de comércio e circulação, podem unir países. A religião, por uma ligação emotiva e de princípios éticos semelhantes, também. Mas parece não haver nada mais forte do que a diferença das religiões para dividir culturas e nações. E, de tal maneira, que até podem fazer implodir um país (com a ajuda de mais alguns factores) e pulverizá-lo (ex-Jugoslávia), ou cindi-lo em 2 (Irlanda). Parece, também, vir agora a ser o caso do Sudão, o maior país africano, onde o Sul, animista e cristão, e o Norte islamita têm marcado referendo, dentro de dias, que determinará, eventualmente, a independência do Sul. Curiosa marcha da Humanidade, tanta vez contraditória, onde se cruzam movimentos centrífugos e centrípetos, interminavelmente. Onde se criam associações de países (União Europeia, Mercosul...) e, ao mesmo tempo, nações decidem dividir-se (República Checa, Eslováquia). E talvez o Sudão.

Os cavalos irlandeses e a crise


Durante os anos do período de crescimento económico fulgurante da Irlanda, milhares de irlandeses compraram cavalos. Não só porque, nalguns casos, traziam bom rendimento nas corridas de cavalos (muito populares no Eire), mas também porque eram um sinal exterior de estatuto social que outros queriam ostentar.
Em Novembro de 2010, contavam-se cerca de 20.000 cavalos abandonados pelos proprietários - por razões e dificuldades económicas. Ainda vagueiam pelos campos e na proximidade das cidades, se o frio do Inverno e a fome os não tiver feito sucumbir, entretanto.
Lembra-me um pouco, em Portugal, e talvez em menor proporção, o abandono dos cães por alturas do Verão, por parte dos seus donos, para poderem ir, tranquilamente, de férias...