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sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Uma fotografia, de vez em quando... (165)



Nascido no Irão, Abbas Atar (1944-2018) destacou-se como fotojornalista documentando de uma forma impressiva e intensa a revolução iraniana, que acompanhou de perto. Integrou, a partir de 1981, a agência Magnum e radicou-se em Paris, muito embora tenha seguido localmente as convulsões políticas no Biafra e da África do Sul.


A intensificação e fanatismo crescente do Islão, sobretudo a partir do 11 de Setembro, também não o deixaram indiferente.


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

As gentilezas da democracia


Teve pouca divulgação mediática, pelo menos por cá, e ainda menos repercussão comentada, a notícia de que as autoridades italianas tinham decidido mandar tapar uma parte das estátuas de nus, em Roma. Este pudor gentil e amorável, muito caridoso e cristão, destinava-se a não chocar S. Eminência, o presidente do Irão, na sua visita à capital italiana, quando passasse por esses locais.
O incauto e não informado turista, que por lá andasse, haveria de pensar que se tratava de mais uma instalação ou intervenção do artista búlgaro Christo (1935) que, no passado, já tinha embrulhado o Reichstag, em Berlim, e a Pont-Neuf, em Paris. Porque, se estivesse ao corrente das verdadeiras razões, teria de concluir que o ditado "Em Roma, sê romano!" deixara de fazer qualquer sentido. Graças às gentilezas italianas da democracia.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Cepticismos


Talvez pela idade, talvez por cepticismo, raramente me abandono, com facilidade e de imediato, à euforia mediática, tantas vezes leviana e superficial, com que se saúdam mudanças de regimes políticos. Há que esperar, até ver. Basta-me o exemplo do Irão, na sua transição do Xá Reza Pahlevi para o ayatollah Khomeini, para fundamentar a minha prudência e reserva.
Sobre as ditas Primaveras árabes, presentemente e ao que parece, a Tunísia, em questão de liberdades, não vai lá muito bem; o Egipto, após a restauração da democracia (?), já conta várias mortes na sua agenda política. E, na Líbia, o país está ameaçado por cisões territoriais importantes. Mas com o apanhar das canas, depois dos foguetes delirantes, já pouco se importam os jornalistas incipientes, grande parte dos jornais, e muitos dos canais televisivos. Já estão noutra onda de euforia...
A propósito da liberdade intelectual, nos dias de hoje e na Tunísia, a situação não é brilhante, nem saudável. Pierre Assouline, no "Le Monde" (2/3/2012), cita uma romancista do país (Azza Filali?) que terá dito: "Conhecemos mais escritores que morreram por causa da sua escrita, do que escritores que tenham vivido da sua escrita". Como metáfora, parece-me concludente. E suficientemente elucidativa para me permitir a mais comentários... Por aqui me fico.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Outros mundos : Samira Makhmalbaf

Nascida em 1980, no Irão, Samira Makhmalbaf filmou, entre os 17 e os 18 anos: "A Maçã (Sib). Apesar de jovem, os seus trabalhos, simples mas muito originais, mereceram-lhe, já, vários prémios internacionais. Deixamos aqui um vídeo, com o excerto final, da película acima referida. Na minha modesta opinião, a fotografia, pese embora o ambiente seco e algo desordenado da pobreza, tem uma estética clássica fora do vulgar. E fascinante.

com agradecimentos a ms, pela descoberta e partilha.