Creio que, amanhã, se celebra o Dia Internacional dos Monumentos. Estas celebrações fátuas, talvez configuradas para formatar o mundo e intensificar o comércio ou o turismo, deixam-me relativamente indiferente a obrigações devotas e ao cumprimento das boas regras, por considerar, neste acerto de datas, uma intenção obscura.
Se o CCB, a Expo 98 e ainda os megalómanos estádios do Euro luso, hoje, desertos (de que algumas virgens normalmente ofendidas nunca se queixam...), estão aí para testemunhar o tempo em que os euros chegavam, diariamente, da Europa, para serem gastos rapidamente, hoje, a situação é outra - estão a cobrar uma factura que nos custa os olhos da cara.
Há quem afirme, talvez malevolamente, que Joana Vasconcelos é a artista do Regime (este, português). Não irei tão longe, nem me sinto capaz de tal afirmação. Mas se tivesse que escolher, para amanhã, um monumento português, para o Dia deles, não escolheria o Palácio da Ajuda, com certeza. Anteriormente, optei pela pequena igreja de Bravães. Este ano, escolheria a pequena e rústica igreja de S. Miguel, junto ao Castelo de Guimarães.
Ambas estão mais de acordo com as nossas posses. E são robustas, porque aguentaram séculos e séculos de delapidação nacional, de indiferença e de governantes incultos e medíocres, resistindo tenazmente no seu granito pobre, mas sério.