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sábado, 9 de março de 2024

As palavras do dia (54)

 
"Na verdade, quem defende esta nova forma de ignorância agressiva e de deslumbramento tecnológico não são os novos ignorantes, mas os antigos ignorantes, a quem as redes sociais dão uma ilusão de igualdade e uma presunção de saber que transporta todos os preconceitos da ignorância com o ressentimento em relação ao saber e ao esforço do saber. São a forma actual do anti-intelectualismo travestido de modernidade, cujos estragos na educação, no jornalismo, na sociedade, na cultura e na política são desvastadores."

J. Pacheco Pereira, in jornal Público de 9/3/2024.

domingo, 19 de março de 2023

Apontamento 152: Quando a ignorância é atrevida e ressabiada

 


[património da CML]

Os problemas que afectam a população no seu bem-estar básico – alimentação, habitação, saúde e educação – resultam, como parece óbvio, de uma estratégia de desestabilização concertada e que afecta, para além de Portugal, um vasto conjunto de países da Europa.

No entanto, e contrariando algumas opiniões menos esclarecidas, até na liberal Alemanha existe o preceito legal de limitar a existência de casas devolutas ao máximo de TRÊS meses, prazo a partir do qual serão aplicadas multas – até pesadas – aos prevaricadores. Por experiência própria tenho conhecimento de uma fiscalização eficaz, até no caso de o proprietário requerer o imóvel para uso próprio, devendo ser bem justificado o pedido e tornado efectivo a ocupação do espaço para fins habitacionais.

Ora, em vários estados da Alemanha e, como é sabido, não existe nenhum com governos marxistas, até na populista Baviera se aplica o preceito legal.

Pronuncio-me apenas de acordo como meu dever de cidadania para intervir, num jornalismo cada vez menos racional, objectivo, informado e cumpridor das suas funções cívicas e éticas.

Post de HMJ

quarta-feira, 18 de abril de 2018

George Steiner : a teoria da omissão

O silêncio, a dúvida e a procura também podem ser um sinal de sabedoria.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Apontamento 99: Trocadilhos de ignorância


A propósito de uma alteração da Lei da Nacionalidade, surgiu hoje, numa estação da televisão uma velha questão, cheia de ignorância.

Ao que parece, nem toda a “gente”, e falo de jornalistas de estações públicas, já se apercebeu da diferença entre uma nacionalização – certamente dos Bancos, etc. – e uma NATURALIZAÇÃO, tal como diz a Senhora Ministra, e bem, relativa à intenção de alguém para adquirir a nacionalidade de um determinado país.

Não cabe neste espaço, e porque já falta a paciência para reproduzir tanto desvario burocrático, a “narrativa” do calvário, ou trabalho de Sísifo, a percorrer para levar a bom termo todo um processo de naturalização.

Foram meses de aventuras, despesas acumuladas, e episódios memoráveis. Só conto um por desfastio. Tal como se voltou a falar hoje, a lei prevê uma prova de “domínio da língua portuguesa” que, numa determinada altura, o pretenso candidato teria de prestar num serviço da Câmara Municipal da sua residência.

Perante o solícito funcionário camarário, destinado a passar o atestado do domínio da língua para poder aceder ao estatuto de cidadão nacional – para todos os efeitos legais, excepto o exercício do cargo de Presidente da República Portuguesa – respondi à pergunta inicial, dizendo, em vernáculo, que era eu a pessoa a ser examinada.

Passada a primeira reacção, algo estranha do funcionário perante o estabelecimento, normal, da conversa em Português, surgiu a pergunta sacramental: “ A senhora quer “nacionalizar-se”? Ao funcionário municipal respondi, na altura, que houve muita “coisa” nacionalizada, mas que eu não me candidatava a um processo de NACIONALIZAÇÃO.

Constata-se, portanto que, passadas décadas, continua a mesma confusão, ou ignorância, que leva um reputado jornalista a não distinguir entre NACIONALIZAÇÃO E NATURALIZAÇÃO.

Ao que parece, a Senhora Ministra, sabe bem do que fala quando refere a complexidade de todo um processo de NATURALIZAÇÃO. A quem o dizem !


«Francisca Van Dunem admitiu que as questões de nacionalidade "são muito complexas" e suscetíveis de gerarem "um ambiente de alguma dificuldade e compreensão" não só no público em geral como também nos próprios serviços que tratam destas matérias.» Expresso, 20.4.2017

Post de HMJ

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Juntar a fome com a vontade de comer


Só a presciência divina ou um um sublime dom adivinhatório mediúnico permitiriam descriptar algumas, das muitas, crassas search words que, tantas vezes, aparecem por aí, a pairar no ciberespaço.
Há duas ou três semanas, num zapping televisivo, que fiz, tive ocasião de ouvir parte de uma entrevista dum jovem português que teria inventado um esquema informático que disciplinava as search words e permitia um melhor sucesso nas pesquisas - Deus o oiça! Mas também é verdade que, a partir daí, a preguiça mental de alguns cibernautas se vai acentuar ou, até mesmo, a total paralisia cerebral...
Porque o laxismo que por aí reina e o analfabetismo funcional de tantas cabecitas apoucadas - que não sabem muito bem o que querem ou procuram, nem o sabem explicar ou escrever - irá de mal a pior.
Ora atente-se nesta "pérola" que, recentemente, nos chegou ao Blogue, e que também exemplifica à saciedade os resultados do Ensino que se ministra. Aí vai o dislate das search words:
"biografia de soplia de melhos b. andresen 42 de lingua portuguesa e sabel e o anao" (sic).
Pois o motor de busca, na sua infinita misericórdia e cega ignorância, todo pressuroso, sugeriu no Blogue:
poste "Modest Mussorgsky (1839-1881) - Pictures at an Exibition", de 14/2/2012.
Conseguem perceber? Eu não. Mas penso que estão bem um para o outro: o cibernauta e o motor de busca.

domingo, 28 de outubro de 2012

Da janela do aposento 18: Sobre a ignorância



[Frei António de Beja, Contra os juyzos dos astrologos, Lisboa, Germão Galharde, 1523, fl. 1, recto e verso]

Em Julho do ano passado já falei aqui do livro em epígrafe, citando uma máxima do "Beate pater hieronime".  No entanto, voltei a pegar no livro de Frei António de Beja, impresso em Lisboa, por Germão Galharde no ano de 1523, e oferecido "aa christianissima senhora raynha dona Lianor". 
Transcrevo, do início do livro, o que o presente "breve tratado" pretende contrariar, a saber, "a opinião de alguns ousados astrologos (...)" que "ousam em público juizo dizer que a quatro ou cinco dias de Fevereiro do ano de 1524, por ajuntamento de alguns planetas em signo de piscis (= Peixes), haverá grande dilúvio na terra". 
Dito isto, e explicando resumidamente o título do livro, fixei o olhar numa afirmação de Frei António de Beja sobre a ignorância e que reza assim: "De muitos males (excelentíssima senhora) que traz consigo a ignorância e pouco saber, é este um grande que faz de ligeiro crer o que nos dizem". Embora confundindo, propositadamente, os contextos e os visados no "Breve Tratado", continuo a achar grande actualidade à definição da ignorância.

P:S: Apenas durante a elaboração do "post" me apercebi da coincidência com outra actualidade, i.e., remetendo para um dilúvio, previsto para o ano de 1524, quando o furacão "Sandy" ameaça as terras do Senhor Presidente Obama.

Post de HMJ

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Ignorância, crendice e inocência virtual


Ora atente-se nesta "rima pelos consoantes" que, no ciberespaço é muito mais banal do que parece. O devoto e incauto cibernauta indicou, numa fé extrema que desafia a razão, o seguinte como search words:
"augusto talhos meireles" (esperando o milagre).
E veio, mas à moda do Google, que lhe sugeriu o poste "Alguns arabismos", colocado no Blogue a 3/5/12.
Viva a América! Na sua inocência.