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terça-feira, 30 de setembro de 2025

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Insólito



Um sono branco que dá arrepios...

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Insólito


Se bem que eu tente acompanhar de perto as movimentações em torno e as visitas ao Arpose, foi por mero acaso que me dei conta, ontem, de que um poste recente ( Aditamento: ainda no rescaldo de leitura da correspondência de Camus / Casarès, de 6 de Fevereiro de 2019 ) tinha tido um número enorme e inesperado de visitantes - 643! Vindo a ocupar assim, num espaço relativamente curto de 9 dias, a décima posição no ranking das visualizações mais frequentadas no Blogue.
Não sei explicar a que se deve esta atracção tão insólita e improvável, sobretudo, pela intensidade.
Mas aqui fica registada, para que conste.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Apontamento 84: Quando o insólito acontece ...



Por feitio e, também, convicção profunda, sempre advoguei, enquanto prestadora de serviço público de educação, que a discrição e boa educação evitam muitos problemas desnecessários com os nossos concidadãos.

Assim, recordo-me bem da canseira diária de batalhar nas formas de tratamento em Português, combatendo a tendência nefasta de chamar “Você” a pessoas que não conhecemos de lado nenhum, e sublinhando a obrigação do cumprimento desta regra básica para qualquer serviço público.

Ora, já posta em sossego, fui objecto de uma tratamento indevido, por parte de uma criatura de uma instituição bancária que, embora abrindo a conversa, “puxando” para o título académico do cliente, resolveu infringir, de seguida, a norma superior de tratamento em Português, num discurso pobre em que tentava explicar a “Você” o que se resumia numa mais que evidente falha do respectivo Banco.

E como não há dias sem assunto, nomeadamente numa cidade como Lisboa que, pelo espaço reduzido já se encontra “exausto” de tanto forasteiro, meterem-me em mais um episódio insólito sem pedirem o meu consentimento.

Num espaço anódino de “Let’s copy”, para os lados das Amoreiras, estava à espera de vez e  a assistir, na televisão, ao infortúnio das reportagens, sem fim, dos incêndios. Dirigiu-se uma senhora, sem eu ter feito nada para que ele entrasse no meu espaço de sossego e discrição, estrangeira pelo sotaque – porventura francesa – a berrar contra os incendiários, e também os terroristas – muçulmanos em França – afirmando que não se podia ser simpática com semelhante gente, a saber, incendiários de motivações diferentes. Disto passou a invocar que o país – certamente este donde estava a falar – não aguentava esta gente, porque tinha pedido muito dinheiro emprestado à Europa e que não estava em condições de pagar.

Quando, sobre a parte final, tentei dar a minha opinião de que a “narrativa” da dívida portuguesa estava a ser mal contada, tanto aos nacionais como aos estrangeiros por certas forças internas e externas, a senhora surpreendeu-me com uma pergunta que nem os meus mais próximos algumas vezes me colocaram. “A Senhora votou nas últimas eleições ?”.

Ora, antes que saísse da minha discrição, por ora paciente, para esclarecer devidamente o assunto, dirigi-me ao balcão ao lado, porque chegara a vez do meu atendimento.

Com mais este episódio, confesso que já me cansa tanto forasteiro balofo, incivilizado e convencido que, ao fim do dia, só encontrei, nesta zona de invasão abusiva de turistas, um espaço de sossego. Descobri o largo da igreja das Chagas, na imagem acima, por enquanto fora dos "carreiros" dos enxames turísticos.

 Post de HMJ

sábado, 28 de maio de 2016

O insólito acontece


Estava eu posto em sossego, lendo o TLS, seriam umas 11h00 da manhã, quando tocaram à porta exterior do prédio. Larguei o jornal inglês, em cima da mesa, e accionei o intercomunicador. Duas jovens trintonas, com bom aspecto, se apresentavam. Perguntei ao que vinham. Uma delas, talvez a mais composta, respondeu:
- Andámos a fazer algumas perguntas às pessoas do prédio... Acha que o sofrimento vai acabar algum dia, no mundo?
Ripostei, iracundo:
- Ó minha senhora, eu acho isso uma palermice de pergunta! Ainda para mais a incomodarem-me a esta hora.
É evidente que não lhes abri a porta. E o diálogo insólito acabou por ali.

P. S.: desenganem-se os intuitivos, as duas senhoras não eram Testemunhas de Jeová. Teriam - não sei - algum objectivo oculto que eu não consegui descortinar.