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terça-feira, 16 de junho de 2026

Adagiário CCCXCIV



Se os desejos fossem cavalos até os mendigos podiam montar.

Provérbio inglês. 

terça-feira, 5 de maio de 2026

Filatelia 155



Entre coleccionadores de selos fala-se muitas vezes em selar filatelicamente a correspondência, de forma a valorizar os envelopes, tornando-os mais atraentes. De uma forma geral, isso implica o uso preferencial de selos comemoratvos em detrimento dos selos base ou comuns.



Se nem sempre isso acontece entre filatelistas ou empresas da especialidade, a minha experiência de largos anos com o Reino Unido, permite-me concluir que, de lá, era norma virem envelopes esteticamente atraentes, sobretudo quando traziam catálogos de leilões da Alliance Auctions.



E que, por isso, eu quase sempre guardei inteiros os envelopes.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Filatelia CLII


 
Terá sido em Agosto de 1973, ou no ano seguinte, que visitei, pela primeira vez, o Museu Postal Nacional inglês, em Londres, criado cerca de sete anos antes, graças ao contributo mecenático do filantropo, homem de negócios e filatelista Reginald Moses Phillips (1888-1977).



O nosso equivalente museu dos CTT, na altura, da parte da exposição e estantes, tinha um caricato aspecto artesanal. Que veio, felizmente, a melhorar depois. O acervo filatélico era porém rico e não desmerecia o confronto com o seu congénere britânico.


domingo, 29 de dezembro de 2024

TLS

 


Por dois longos períodos, com um pequeno intervalo de 1 ou 2 anos, que me habituei a comprar e ler com gosto o TLS, semanalmente. Inicialmente adquiria-o na Tabacaria Adamastor, onde era atendido pelo sr. Tomé. Quando fechou o quiosque, passei a comprar o jornal na Tabacaria Mónaco, ao Rossio, cujo proprietário, sr. Carlos Oliveira, me reservava sempre um exemplar. Para Portugal, vinham, ao que creio, cerca de 30 TLS. O Brexit acabou com tudo, mas nunca percebi inteiramente porquê. Foi uma pena, para mim, deixar de contar com ele, outra vez. E não me apeteceu fazer assinatura da publicação.
Contento-me, agora e apenas, com algumas ofertas de quem se lembra de mim, vindo de Inglaterra, e me traz este jornal literário. Como foi o caso recente deste TLS duplo, de passagem do ano, que me veio alegrar, culturalmente, os dias futuros.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

Bibliofilia 218

 

Não é uma impressão cara ou rara, este livrinho que inclui o conjunto completo dos sonetos que Shakespeare (1564-1616) mandou editar em 1609. O voluminho, integrado num estojo simples, é muito bonito e foi-me oferecido, ainda no século XX, por alguém que fora a Stratford-upon-Avon, numa viagem a Inglaterra.



terça-feira, 1 de outubro de 2024

Adagiário CCCLXXI



Provérbios ingleses:

Too many cooks spoil the broth.
Cozinheiros a mais estragam o caldo.
...
Still waters run deep.
Águas tranquilas correm profundas.
...
Where there's a will, there's a way.
Onde há uma vontade, há um caminho.


segunda-feira, 17 de junho de 2024

O regresso dos elefantes

 
O título deste poste não é meu, mas da TV 5 francesa, a propósito do regresso de François Hollande (1954) à política activa nas próximas eleições legislativas gaulesas. Estamos num tempo caricato para não dizer dramático. O caso francês fez-me lembrar a situação semelhante do regresso de David Cameron (1966), ex-primeiro ministro britânico, que reingressou no activo, como ministro dos Negócios Estrangeiros.
Por cá, o insólito fia mais fino: os professores reformados parece que vão voltar a dar aulas...

terça-feira, 19 de setembro de 2023

Mudanças



Num editorial do TLS (nº 6280) do mês passado, o director Martin Ivens (1958) aborda, através de alguns especialistas, as transformações que se verificaram, a nível da população inglesa, no passado recente, e que se prevêem num futuro próximo.
Passo a citar, traduzindo: "...Krishan Kumar refere que as pessoas de raças mistas são o grupo étnico com maior crescimento no país acrescentando que «pelo final do século 30% da população britânica será mestiça.» (...) Tomiwa Owolade anota a previsão de que o inglês falado na Londres Multicultural virá a ser uma mistura de jamaicano, cockney e idiomas com pronúncias africanas, situação em que este tipo de "dialecto" virá a ser dominante na Inglaterra do final do século."
Estas afirmações não me surpreenderam. Em finais do século XX, li algures um texto fundamentado que me informou que, em 2050, a Europa seria um continente mestiço.

sábado, 11 de março de 2023

Do que fui lendo por aí... 56



"A própria rainha Isabel era um pouco maçónica. Como já se referiu, era "irmã livre" da Merceri's Company (Companhia dos Merceeiros), que era uma Sociedade secreta. Escritores maçons atentos acharam merecedor de comentário o seu famoso traje de corte que estava ornamentado, de cima a baixo, com lantejoulas de olhos vigilantes, símbolo templário e maçónico que pode ver-se, por certo, no reverso do escudo dos Estados Unidos e nas notas dos dólares americanos (U. S.) de 1936. Mas isso pode ser apenas uma simples coincidência. " (pg. 336)

William Thomas Walsh, in Felipe II (Espasa-Calpe, 1968).

Nota pessoal: esta biografia de W.T.W. enferma de alguma parcialidade em defesa da igreja católica.

quinta-feira, 17 de novembro de 2022

Humor



Na sua infinita bondade, Deus deu a chuva aos ingleses para lhes fornecer um bom tema de conversa.

Anthony Chester 

quarta-feira, 14 de setembro de 2022

Insólitos em miscelânea (11)



Custa a crer, mas foi como se fora um milagre: o jornal Público de hoje não dedica nem sequer uma coluna aos régios funerais ingleses - nada mesmo! Entretanto, laico que se arroga, consagra a imagem da capa e quatro abundantes páginas à morte do realizador suiço-francês Jean-Luc Godard (1930-2022). É obra!



Diz-me I. de A. M., e por ser ela a dizer eu acredito, que encontrou, a norte, junto ao contentor do papel, dois sacos de lixo com mais de duas dezenas de volumes da Enciclopédia Luso-Brasileira, abandonados à sua sorte, talvez para serem cremados ou guilhotinados. I. só não os recolheu porque tem a obra completa de 23 tomos.

Assim vai a leitura e cultura portuguesas...

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Pinacoteca Pessoal 177



Penso e costumo dizer que uma só obra de um artista pode, eventualmente, valer e justificar toda a sua vida. Richard Parkes Bonington (1802-1828), pintor romântico inglês, viveu cerca de metade da sua curta existência em França. Onde conheceu e veio a ser amigo de Delacroix. A morte de Bonington foi provocada pela tuberculose.
Considero esta marinha (imagem abaixo), que ele pintou (norte de França), uma obra-prima de eleição, o que justifica, para mim, a sua passagem pela Terra. A pintura referida e o seu auto-retrato pertencem ao acervo da National Gallery (Londres).




quinta-feira, 24 de junho de 2021

Filatelia CXLIV



Nos últimos anos, em Portugal, foram desaparecendo uma grande quantidade de lojas filatélicas (Eládio, Santana, Afinsa...), acompanhando, de algum modo, o fecho de livrarias e estabelecimentos especializados, que foram sendo ultrapassadas pelo voraz comércio da blogosfera e quejandos. Os mais significativos estabelecimentos de venda de selos para colecção chegaram a editar revistas próprias, como por exemplo o Mercado Filatélico (Porto), com colaborações e trabalhos bem interessantes de filatelistas portugueses de reconhecido mérito e saber. A revista portuense, de que editamos em imagem 2 capas, publicou-se durante mais de 20 anos. Tinha uma tiragem de 3.000 exemplares, nos anos 70, e custava Esc. 25$00. Outros magazines temáticos foram  surgindo, embora de menor qualidade e mais curta duração. Hoje, quase tudo desapareceu. E faz falta para um maior aprofundamento e conhecimento da filatelia nacional.





Lá fora, estas publicações, muitas delas já antigas e de grande qualidade, continuam a publicar-se. A mais importante que conheço dá pelo nome de Stamp Monthly e é pertença da célebre casa filatélica inglesa Stanley Gibbons (Strand, Londres). A publicação, favorecendo naturalmente os estudos sobre selos do Reino Unido e da Commonwealth, aborda também a filatelia estrangeira, como é o caso anunciado nesta capa, com um trabalho notável sobre os clássicos da Dinamarca.





Na iconografia deste poste deixamos também imagens de capas de mais duas revistas filatélicas de boa qualidade que são editadas, entre muitas outras publicações, na França e na Alemanha.

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Uma fotografia, de vez em quando... (146)


O lado insólito ou a originalidade do enquadramento, são apenas dois dos elementos que nos fazem demorar o olhar e admirar melhor uma fotografia. O fotógrafo alemão Kurt Hutton (1893-1960), em 1934, trocou a Alemanha pela Inglaterra, onde viria a ter um papel importante como pioneiro do fotojornalismo, tendo colaborado, inicialmente, na revista Weekly Illustrated.





Viria, mais tarde, a lançar a Picture Post (1938-1957), publicação que teve grande sucesso e ombreou, em rivalidade, com a Life norte-americana. A naturalidade dos seus retratos (Churchill, Hitchcock, Ingrid Bergman...) e cenas quotidianas fixando, com realismo, a vida inglesa, justificam plenamente que Hutton esteja representado na Tate




segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Filatelia CXLI


Não sei se o Brexit foi, para o Royal Mail, motivo justificado e suficiente para a emissão de alguma série de selos, na Inglaterra. Em 1973, e após dois vetos da França personificados por Charles de Gaule (1890-1970), que recusava a sua admissão por desconfianças sobre a Commonwealth, desaparecido o General, o governo de Edward Heath (1916-2005), movendo influências e diplomacia, conseguiu que o Reino Unido ingressasse na Comunidade Europeia, facto que justificou a série filatélica, de três selos, em 1973, conforme imagem. 

Mas logo quatro anos depois (1977), os correios ingleses não se esqueceram de celebrar, também em selos, a cimeira dos chefes de governo da Commonwealth... Razão tinha De Gaulle.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Inglaterra, uma perspectiva



Não estamos proibidos de pensar que, se a Inglaterra nunca mais foi invadida depois de 1066, terá sido porque os estrangeiros evitam lá passar os domingos. 

Pierre Daninos (1913-2005), in Les Carnets du Major Thompson (1954).

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Adagiário CCCXVII

 

Inglese italianizzato diavolo incarnato.


(Provérbio italiano.)

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Filatelia CXXXIXL

Creio que terá sido a Grã-Bretanha o primeiro país a aplicar tarjas fosforescentes nas estampilhas, para efeitos de controlo mecânico postal na correspondência. Isso aconteceu, inicialmente, no ano de 1969, sobre o selo da franquia 1sh. 6d., de Isabel II, que o catálogo Stanley Gibbons regista sob o nº 743 c., acima, em imagem. 


No decurso de 1975, os CTT de Portugal, fizeram uma experiência idêntica, imprimindo uma tarja fosforescente sobre 3.500.000 exemplares, dos 10.000.000 já emitidos anteriormente (13/5/75) da taxa de 1$50 da emissão comemorativa do Ano Santo. Seguiu-se a experiência sobre a série Europa na mesma taxa, bem como da FICC, XXX aniversário da ONU e Astronáutica (IAF). Os resultados foram considerados satisfatórios e o processo manteve o seu curso, até mesmo na emissão base Paisagens e Monumentos, sobre diversas taxas ($50, 1$00, 1$50, 2$00, 2$50, 3$00...).



Atendendo à percentagem, que foi tarjada, estes selos têm, hoje, um valor de catálogo muito superior aos exemplares normais. Sendo o mais caro o da série Europa, cotado por cerca de 60 vezes mais o preço do seu congénere sem a tarja fosforescente, do lado esquerdo da estampilha.

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Literatura Infantil


Não sei, em Portugal, qual a data em que a literatura infantil ganhou importância e carta de alforria, mas, na Inglaterra, o primeiro livro destinado a crianças é referido como sendo o Lytille Childrenes Lytil Boke, que terá vindo à luz por volta de 1480.
Entretanto, as coisas evoluíram. E num catálogo recente do antiquário-alfarrabista Peter Harrington (Londres), as primeiras edições de The Adventures of Tom Sawyer, de Mark Twain, e de Max und Moritz, de Wilhelm Busch, de 1865, vinham precificadas a 45.000 libras.
Enquanto que Black Beauty (O Cavalo Preto,* cá editado pela Portugália, nos anos 50 do século passado), de Anna Sewell, na sua edição original de 1877, vinha proposto a 17.000 libras.
É claro que não são preços para crianças...

* pode ver também o poste de 22/6/2010: Leituras Antigas V : Biblioteca dos Rapazes.

sábado, 9 de novembro de 2019

Filatelia CXXXIV


Se antigamente grande parte das transações de selos de colecção se processavam através das lojas de filatelia ou em leilões postais ou presenciais, hoje em dia, creio que é pela net que as compras e vendas acontecem mais abundantemente. Até porque muitas das casas filatélicas foram fechando, progressivamente, em Portugal. A Afinsa, por exemplo, chegou a promover alguns leilões importantes, até vir a encerrar as portas, numa agonia lenta e decorrente de um escândalo financeiro ocorrido na Península Ibérica.


Mas também o Ateneu do Porto promoveu leilões filatélicos, com regularidade, e a Federação Portuguesa de Filatelia, pelo menos no passado. Actualmente, julgo que só a empresa de Paulo Dias os promove.
A Inglaterra mantém, ainda que com menos intensidade comercial, uma viva dinâmica leiloeira de venda de selos e, em cujos catálogos, é frequente encontrarem-se boas colecções de Portugal, assim como boas peças soltas do continente e das ex-colónias.


A capa do leilão da Alliance Auctions (2/12/2008), à direita na penúltima imagem, almoeda que incluía 43 lotes portugueses, muito diversificados, reproduzia, nas páginas interiores, o Bloco nº 1, da Legião Portuguesa, com carimbo especial da Expo. do Mundo Colonial Português (lote 1136) com uma base de partida de 200 libras; e um erro (lote 1158) da série Barcos, de 1981, com uma estimativa de 50 libras. (Ambos os lotes constam da imagem acima reproduzida.)