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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Estes revisores de jornais...


De História, sou apenas um interessado amador ignorante e, por isso, confesso que fiquei extremamente baralhado ao ler, no jornal Expresso (suplemento Atual) de 5 de Outubro, uma entrevista a um reputado historiador, catedrático mas também romancista de horas vagas, sobre a controversa figura do Infante D. Henrique. Vou citar (sic):
"...Em 1522 começa (D. Henrique) a enviar homens para tentarem passar o Bojador.";
e, na página seguinte da Atual, aparece:
"O infante só recebe Sagres em 1493, nove anos depois de Gil Eanes ter passado o Bojador."
Vou ter de consultar alguma das Cronologias de Fernando de Castro Brandão para desfazer o nó da minha dúvida. Em História, sempre gostei da claridade dos textos. 
Malditos revisores!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Filatelia LXXII : carimbos e envelopes de 1º dia


O primeiro carimbo especificamente criado para obliterar uma série de selos portugueses data de Março de 1894. A emissão destinava-se a comemorar o 5º centenário do nascimento do Infante D. Henrique.
O primeiro envelope de 1º dia, alusivo a uma emissão filatélica, foi criado pelos CTT, em 1949, para complementar a série do Congresso de História de Arte.
A partir desta data, sempre que há uma nova emissão filatélica há, também, um envelope apropriado para ser carimbado, com os selos, no primeiro dia de circulação. Em linguagem filatélica internacional é referido pela sigla FDC (First Day Cover).
Em imagem, 4 selos da emissão de 1894 (Infante D. Henrique) com o respectivo carimbo comemorativo e mais 4 envelopes alusivos a séries diversas, com obliterações do 1º dia. Todos já dos anos 70 do século passado.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Infante D. Henrique


A 4 de Março de 1394 nasceu, no Porto, o Infante D. Henrique. Seu contemporâneo, Gomes Eanes de Zurara, na sua "Crónica dos Feitos Notáveis que se passaram na conquista da Guiné...", traça-lhe, assim, o retrato:
"...este nobre príncipe houve a estatura do corpo em boa grandeza e foi homem de carnadura grossa e de largos e fortes membros, a cabeleira havia algum tanto alevantada, de cor de natureza branca, mais pela continuação do trabalho por tempo tomou doutra forma. Sua presença à primeira vista aos não habituados era temerosa arrebatada em sanha empero poucas vezes com a qual havia mui esquivo semblante, fortaleza de coração e agudeza de engenho, foram nele em mui excelente grau, sem comparação foi cobiçoso de acabar grandes e altos feitos. Luxúria nem avareza nunca em seu peito houveram repouso porque assim foi temperado no primeiro auto que toda a sua vida passou em limpa castidade. E assim virgem o recebeu a terra..."

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Filatelia IX : selos comemorativos


O primeiro país a emitir selos para uso postal foi a Inglaterra, em 1840. Seguiram-se-lhe a Suiça (Zurique) e o Brasil, ambos em 1843. Portugal teve os seus primeiros selos em 1853. Estes selos iniciais - selos base, digamos, em linguagem filatélica - tinham, como motivos iconográficos, a imagem do chefe do estado, um símbolo nacional ou, simplesmente, o número indicativo da taxa de porte (Brasil e Suiça, por exemplo). Só posteriormente vieram a aparecer os chamados selos comemorativos, que eram emitidos para celebrar uma data, um acontecimento histórico, ou alguém célebre.
Foram os Estados Unidos da América os pioneiros, em 1893, a pôr em circulação uma série, comemorativa, sobre Cristovão Colombo. Mas, desta vez, Portugal não se atrasou: em 1894, saíu a 13 de Março uma série a comemorar o 5ºCentenário do nascimento do Infante D. Henrique, com 13 valores e desenhos de Veloso Salgado. E, no ano seguinte (1895), a 13 de Junho, saía a série comemorativa do 7ºCentenário do nascimento de Santo António, de 15 valores e desenhos de Monteiro Ramalho e Carlos Reis.
Destas 2 séries comemorativas portuguesas se mostram alguns exemplares.