Mostrar mensagens com a etiqueta Infante D. Duarte. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Infante D. Duarte. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Bibliofilia 74


Teve destino aziago, este Infante D. Duarte (1605-1649), senhor de Vila de Conde e irmão mais novo do Duque de Bragança, mais tarde rei D. João IV. Participou, bravamente, em batalhas europeias mas, por retaliação de Filipe IV, de Espanha, foi aprisionado, em 1641, e passou os seus últimos 8 anos de vida, em cativeiro. Era muito estimado, em Portugal.
José Ramos-Coelho dedicou-lhe extensa biografia, em 3 volumes, editada em 1889, pela Academia Real  das Ciências, com desenhos de Lucas Beltrami e "phototypias do sr. Carlos Relvas". O livro raramente aparece à venda, e é muito apetecido, por obra minuciosa, de rigor histórico, com bom gosto gráfico. O meu exemplar, comprado há 3 ou 4 anos, está bem encadernado, em meia-francesa, e tem dedicatória manuscrita de Ramos-Coelho, a D. António da Costa. Apesar de algumas manchas de humidade, encontra-se em bom estado de conservação. Estava marcado por 60,00 euros, mas fizeram-me um bom desconto, aquando da compra.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Quotidianos lisboetas (2)

Poderia ser de Teresa Salgueiro, a voz que vem dos jardins Farrobo  - mas não é -  agora, já noite perfeita. Falta-lhe o "golpe de asa", a ousadia juvenil para lá chegar e ultrapassar a mediania. Mas é agradável de ouvir, apesar de tudo. Antes, pela antiga Rua Velha do Tesouro, subiam do lajedo o bater das ferraduras (novas tecnologias) e o nostálgico piano sincopando jazz num happening inesperado, neste final de Setembro de 2011. (Era então isso, o que estavam a preparar, de tarde!...) Não andasse eu a ler "História do Infante D. Duarte..." (1889), de Ramos-Coelho, e não me vinha à memória a sereníssima Casa de Bragança. Porque estes terrenos foram comprados por D. Nuno, à Ordem de S. Francisco, em tempos medievos. Mas nesta noite de Verão serôdio, temos Fado, jazz, novas tecnologias ( o bater das ferraduras), se abrirmos as janelas altas. Dissonante e periodicamente, a fazer-se ouvir, apenas o som metálico e frenético do eléctrico pelas calhas, nesta noite mansa.