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terça-feira, 5 de maio de 2026

Filatelia 155



Entre coleccionadores de selos fala-se muitas vezes em selar filatelicamente a correspondência, de forma a valorizar os envelopes, tornando-os mais atraentes. De uma forma geral, isso implica o uso preferencial de selos comemoratvos em detrimento dos selos base ou comuns.



Se nem sempre isso acontece entre filatelistas ou empresas da especialidade, a minha experiência de largos anos com o Reino Unido, permite-me concluir que, de lá, era norma virem envelopes esteticamente atraentes, sobretudo quando traziam catálogos de leilões da Alliance Auctions.



E que, por isso, eu quase sempre guardei inteiros os envelopes.

sábado, 24 de junho de 2017

Filatelia CXIX


Os arquivos de casas comerciais, de outrora, são uma fonte preciosa de informações. Históricas, de modas e costumes, sociológicas, mas também estes documentos são muito procuradas pelos filatelistas. Da casa comercial de Joaquim Pinto Leite (Porto), que deveria ter sido importante, e do seu arquivo de correspondência, extensíssimo, aparecem inúmeras cartas e postais circulados, à venda por todo o mundo, em leilões e lojas de filatelia. Eu próprio tenho, na minha colecção, 3 ou 4 cartas com o seu endereço e com texto de teor comercial. Provavelmente, a Inglaterra é o maior depositário de correspondência portuguesa, devido ao intenso comércio e importação de Vinho do Porto.



Na década de 70, do século passado, e num improvável ferro-velho vimaranense, tive à minha frente, o desactivado arquivo de um armazém comercial de Guimarães. Deviam ser mais de quatro centenas de cartas e postais circulados. E o arquivo estava intacto. Dele escolhi quase 100 peças filatélicas, algumas muito interessantes. Fizeram-me um preço módico, mesmo para a altura: Esc. 2$50, cada.
Ainda hoje tenho pena de não ter comprado tudo. Outros, se calhar, o fizeram, porque já vi, à venda, em Lisboa, algumas cartas e postais dessa antiga casa comercial. E a bom preço...



Na idade dos emails e SMS, não deixa de ser curioso observarmos a qualidade da letra, a iconografia do papel, a identificação personalizada dessa correspondência comercial, com cerca de 140 anos, sepultados nesse outro tempo. Por isso, aqui deixamos mais duas cartas em imagens, uma de uma fábrica de Lisboa, outra, do Porto, provavelmente desaparecidas há muito.


segunda-feira, 6 de abril de 2015

Filatelia CI


Os dois inteiros postais portugueses, em imagem, são da segunda década do século XX. São raros, e eu nunca os tinha visto: dei por eles, na net, inesperadamente.
Não serão da responsabilidade oficial dos CTT, até porque não constam do catálogo especializado, elaborado por Cunha Lamas e Oliveira Marques, e editado em 1985. Também não são referidos por Américo M. Pereira, na sua obra sobre a mesma temática.
Serão, portanto, devidos a impressão particular, mas tiveram circulação atestada, pelo menos, no caso da denominada 1ª série de sellos da Incursão de Paiva Couceiro, postal que terá sido impresso pela Lithographia Universal - Porto.
Terá sido breve o seu uso, porém, uma vez que a Monarquia do Norte (ou Reino da Traulitânia, assim denominado pelos seus detractores republicanos) teve curta duração, no Porto: de 19 de Janeiro a 13 de Fevereiro de 1919. Breve foi também o consulado de Sidónio Pais (1872-1918), que decorreu de 28 de Abril a 14 de Dezembro de 1918.


domingo, 22 de junho de 2014

Filatelia XCII



Na imagem estão representados inteiros postais britânicos, bem como o que os filatelistas ingleses chamam: cut-outs (3, na última fila). Ou seja, o recorte da iconografia, com a taxa, que foi destacada do inteiro postal. Na sua maioria, são em relevo, e do período victoriano. Na falta do inteiro postal, são guardados e coleccionados, e no Reino Unido esta temática é muito popular, até porque a sua compra não obriga a grandes despesas.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Alberto de Sousa / Costumes Portugueses


Os dois postais, em imagem, pertencem a um conjunto de 39, emitidos pelos CTT, em 1941, reproduzindo aguarelas de Alberto de Sousa. O Pauliteiro de Miranda do Douro era o nº 1 da série, e a Ceifeira do Alentejo o nº 33. Os postais tiveram circulação até 1945.