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quarta-feira, 26 de julho de 2023

Um poema (inédito) de António de Almeida Mattos


Da origem da vida se conforma
te sendo a mão a forma de carinho
que possa revelar o núbil ninho
onde tudo começa; se transporta
o querer que pelo corpo e nervos
entra, mais fundo e longe no voar
acima de conceitos e de medos.
Seja denso e fluído no tocar.


A. de Almeida Mattos (1944-2020), in  Lúcido Alerta (livro parcialmente inédito). 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

Pelo centenário de Eugénio de Andrade (1923-2005)

 

Passam hoje, precisamente, cem anos  sobre o nascimento de Eugénio de Andrade na Póvoa da Atalaia.
Poeta maior da nossa literatura, tive o gosto de o conhecer pessoalmente e com ele trocar correspondência. A ele devo o começar a ter lido Guimarães Rosa, romancista que ele me recomendou por volta de 1968. Mas também o facto de começar a ter mais confiança nos poemas que ia escrevendo.




Esta carta inédita, que publico hoje no Arpose, e que data de 2 de Maio de 1967, refere um pequeno poema de Eugénio de Andrade, que veio a ter um outro título (Nocturno da Água) quando publicado em livro (Ostinato Rigore), depois de ter saído inicialmente em revista. Aqui o reproduzimos na versão final.

Pergunto se não morre esta secreta
música de tanto olhar a água,
pergunto se não arde
de alegria ou mágoa
este florir do ser na noite aberta.

Deixo este meu pequeno contributo em memória de Eugénio de Andrade, pela passagem do seu centenário.

sábado, 2 de novembro de 2019

Carta inédita de Jorge de Sena


Passam hoje 100 anos sobre o nascimento de Jorge de Sena, em Lisboa, a 2 de Novembro de 1919.
A adolescência ou é atrevida e irreverente ou não será autêntica juventude. Da maturidade, há que esperar alguma recatada e avisada prudência, como é natural.
Foi assim que, há 49 anos, em Março de 1970, eu tive a ousadia de me dirigir ao catedrático e poeta, na altura radicado nos Estados Unidos, e informá-lo de umas traduções, em castelhano, de 5 poemas de Cavafy, feitas por José Ángel Valente*, que não constavam da bibliografia** do livro 90 e mais Quatro Poemas de Constantino Cavafy  (1970), que Jorge de Sena (1919-1978) publicara pouco antes (Editorial Inova, Porto).


A resposta foi rápida e o agradecimento generoso. Mais tarde, acabei por enviar a Sena cópia dos poemas traduzidos por J. Ángel Valente. Que o Poeta veio também a agradecer, numa segunda carta, que consta do arquivo do Arpose, em poste publicado a 2 de Novembro de 2010. E por aqui ficou a nossa breve troca de mensagens. Esta primeira carta mantive-a inédita, a pedido (1989) de Mécia de Sena (1920). Hoje, julgo que nada justifica não a tornar pública.


Sendo que me parece a melhor forma de lembrar e de homenagear Jorge de Sena, neste centenário do seu nascimento, através das suas palavras, ainda que escritas.


* insertas na  Revista de Occidente, nº 14, Madrid, Maio de 1964.
** na segunda edição do livro (Centelha, Coimbra, 1986), a bibliografia foi acrescida do trabalho de José Ángel Valente, de que eu tinha informado Jorge de Sena.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Arquivo morto


Nem todas as histórias infantis são para crianças. Lembro-me de, em tenros anos, ter lido algumas que me deixaram uma desagradável impressão. Creio que uma delas tinha por título A Princesa dos sapatos de ferro, ou qualquer coisa assim parecida... Não me lembro, porém, do nome do autor. Mas recordo que o conto tinha ilustrações de Augusto Gomes.
Este pequeno trecho de Ilse Losa (1913-2006) foi mandado para o extinto JL&L, em 1989, através do meu amigo A. de A. M., acompanhado de um post-it, a ele endereçado, como se pode ver na imagem. Não sei se chegou a ser publicado, ou se está inédito, mas também me parece que é uma história para adultos e menos para crianças.



com agradecimentos a A. de A. M..

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Inédito


Ao que parece, os media portugueses ainda não se deram conta, mas o jornal Le Monde, de 25/3/2016, noticia que terá sido descoberto, numa velha casa de Neuilly, próximo de Paris, um manuscrito inédito de Eça de Queiroz (1845-1900), composto por cerca de 200 páginas, nunca publicadas, do escritor português. Será que finalmente apareceu o mítico esboço, muito falado, de "A Batalha do Caia"? Oxalá!

P. S.: em nome da verdade, aqui fica exarado, posteriormente, que esta foi a partida ou mentira de 1 de Abril de 2016.