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sexta-feira, 25 de abril de 2025

Imaginação na tv


Pode medir-se a dimensão imaginativa da direcção dos nossos canais televisivos nacionais se, ao menos uma vez, prescindirem do Culkin pela época natalícia ou da Medeiros pelo 25/4, nos seus programas.

segunda-feira, 8 de abril de 2024

Osmose 135


Há palavras que nos aproximam das origens ou nos abeiram do essencial, ainda que, a princípio, mal demos por isso, entretidos que estamos à tona do supérfluo. Como há também rostos, às vezes pelas ruas, que nos trazem, por semelhança extrema, boas memórias e presenças impossíveis, por desparecidas.
A imaginação latente é quase sempre agressiva para com a realidade.
E a vida, muitas vezes, parece uma fábula sonhada.
Preciso é pensá-la...

quarta-feira, 12 de julho de 2023

Citações CDLXVIII



No amor, não há desastre mais terrível do que a morte da imaginação.

George Meredith (1828-1909), in The Egoist (1879). 

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Reacções ao passado


Fotografias muito antigas, nos seus sépias delidos, muitas vezes fazem-nos sonhar. Ou, ao menos, imaginar, sobretudo quando não temos sobre os locais fixados ou figuras inscritas, quaisquer referências concretas. Assim também uma pintura abstracta, bem conseguida, que repercute sobre a nossa imaginação.
Haverá, contudo, outro tipo reacções sobre coisas ou acontecimentos passados. Modas que foram o ai-jesus de um tempo, podem hoje fazer-nos sorrir, benevolamente, ou mesmo rir. As saias-balão de outrora parecem-nos, agora, uma espécie de sacos de batatas. E os antigos fatos de banho, com as suas alças e folhos?
Há dias, ao folhear uma Revista de Occidente, de Junho de 1968, fui surpreendido por um anúncio singular publicitando uma Água de Colónia espanhola. O nonsense criativo era notório. A mescla publicitária, associando crime e literatura, a um perfume, criava uma enorme surpresa, em que o humor, ocupava também um espaço insólito no desprevenido observador...

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Transições (3)


De costas, o olhar apercebe-se do que poderia ser o cavername em madeira de um enorme barco, ao inverso. De bruços, é possível imaginar duas escotilhas redondas, ao fundo, de um navio ancorado. Até chegar às pistas líquidas, no entanto, o asséptico mural dos azulejos claros e a tejoleira térrea e torrada, algures, faz-nos hesitar entre um hospital limpíssimo e um forno para cozer pão. Até porque a água está a uma temperatura convidativa, entre os 29 e os 30 graus.
E, como dizia Einstein: A imaginação é um músculo. Ela tem necessidade de exercício.
E nadar, tirando braços e pernas, deixa ainda muita coisa livre... 

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Sonho, emoção e imaginação


Os sonhos têm, maioritariamente, uma natureza emocional. Dos pesadelos aos sonhos agradáveis, a razão pouco ou nenhum controlo neles exerce. Porque tudo se passa numa ficção do inconsciente, que parece originar-se, a maior parte das vezes, de forma autónoma, retendo do real apenas a hipótese da probabilidade envolvida por uma vaga verosimilhança possível. O sujeito-produtor faz parte do cenário e a sua vontade pouco ou nada interfere no desenrolar da "narrativa", pelo menos, de forma consciente.
Numa recensão, do TLS (nº 5807), ao livro Emotion and Imagination, de Adam Morton, Adrienne Martin refere, parafraseando o autor da obra: "emoção é um estado mental que liga uma representação da actualidade com representações de possibilidades. Para usar um dos exemplos de Morton: o medo é o elo de ligação entre a representação de uma criança que se aproxima de um precipício e o imaginar-se a criança caindo."
Destes dois postulados ressalta o papel da imaginação. E é legítimo inferir, ainda que numa conclusão ligeira, que a razão adormece no sono, mas a imaginação e a emoção se mantêm despertas no sonho.