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quinta-feira, 24 de março de 2022

Uma fotografia, de vez em quando... (156)



Húngaro, de ascendência judaica, o fotógrafo Nicolás Muller (1913-2000) teve uma formação em Direito mas cedo abandonou a advocacia para se dedicar à fotografia, sem preocupações de maior, visto que a família tinha boas condições financeiras.



Com o advento do nazismo viajou pela Europa ocidental e mais tarde por Marrocos. Também andou por Portugal e o seu portefólio sobre o nosso país é notável (mais de 70 fotos) e dele se fez, em 2016, uma exposição em Cascais. A partir de 1948, Muller fixou-se definitivamente em Espanha, onde veio a falecer.



Como curiosidade, registe-se que ao entrar pela primeira vez em Portugal foi detido em Vilar Formoso e, mais  tarde, foi preso, durante 15 dias, pela Pide, na cadeia do Aljube.




quarta-feira, 2 de março de 2016

Pinacoteca Pessoal 110


Não sendo um grande inovador, o pintor húngaro Mihály Munckácsy (1844-1900), nascido na Ucrânia, veio a falecer em Bona (Alemanha), aureolado de fama e considerado como o mais importante pintor magiar do século XIX. Era quase tão célebre quanto era, na Europa, o também húngaro compositor e pianista Franz Liszt, que foi retratado por Munckácsy, pelo menos duas vezes (na juventude e na velhice).
Os seus quadros privilegiam cenas colectivas e de grupo, mas é também importante a componente religiosa (de cariz católico) da sua obra. Muito sugestiva é também  a sua tela intitulada "O poeta cego Milton ditando o Paradise Lost a suas filhas". Que deixamos em imagem final.


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Desabafo (8)


Andam, no torrãozinho natal, algumas almas sensíveis, umbilicalmente com cólicas, preocupadas com a moderada esquerda doméstica e nacional.
Talvez fosse aconselhável alargarem a vista e o horizonte mental, pequenino, e verem o que se tem passado na Hungria e, agora, na França...
Ainda será de dizer: a Europa connosco?

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Muros, ou a constatação dos factos


Eles existem por todo o lado: entre os Estados Unidos e o México, entre Israel e o Estado Palestiniano...
Mas se falarmos da Europa, havia o Muro de Berlim, que foi derribado, e vai haver, também, em breve, um novo muro entre a Hungria e a Sérvia, construido pelos húngaros, porque acham que a UE fala, fala, mas não faz nada de útil...
Uma única diferença (de direcção): se o de Berlim era para não deixar sair cidadãos do Leste para o Ocidente, o muro da Hungria é para não deixar entrar os refugiados do Leste e do Sul.
Os extremos sempre se tocaram... 

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Filatelia XC : temática Trajes regionais


Já por aqui o disse, que, dos países da ex-Cortina de Ferro, ou Europa de Leste, os selos da Hungria eram aqueles que melhor qualidade estética ou beleza de grafismo tinham. Não sei se hoje mantêm esse padrão de exigência, que os caracterizava e distinguia de todos os outros países comunistas, no passado.
E como, hoje, o Arpose tem privilegiado a temática regional, aqui abordo o assunto.
Se Portugal não foi o primeiro país europeu a emitir uma série de trajes regionais, terá sido, com certeza, um dos pioneiros. Essa primeira série data de 4 de Abril de 1941 (precisamente há 73 anos), com 10 valores monocromáticos, que foram impressos tipograficamente pela Casa da Moeda.
Cerca de sete anos depois (Março de 1948) sai uma segunda série de Costumes Portugueses, com 8 valores que, com desenho de Mª. de Lourdes de M. e Castro, seriam heliogravados pela casa suiça Courvoisier, SA.
Com 8 taxas, mas apenas em Setembro de 1953, sai a primeira emissão de trajes regionais, gravados a talhe doce, na Hungria. É esta série filatélica que encabeça a imagem deste poste, de grande beleza, aliás.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Cioran e a Música popular


É preciso rompermos com as nossas origens, com a superstição da «tribo». Sou romeno, é certo; no entanto, não consigo suportar a música popular romena (excepto a doïna *). Ao contrário, a música húngara mexe comigo, transtorna-me, chega-me ao sangue. Os húngaros são nossos inimigos. Mas, num certo sentido, estes inimigos estão-me mais próximos do que os meus compatriotas. Que conclusão tirar?

E. M. Cioran, in Cahiers - 1957-1972 (pg. 706).

* doïna - género de canção folclórica romena, normalmente nostálgica. Considerada, pela Unesco, Património Imaterial da Humanidade.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Os ditos Mundos livres


As voltas que o mundo dá!... Em 1956, na Hungria, o cardeal József Mindszety (1892-1975), para escapar à sanha persecutória do regime comunista, refugiou-se na Embaixada dos E. U. A. (então apelidado de "Mundo Livre"), onde passou 15 anos da sua vida. Hoje, Julian Assange, da WikiLeaks, está refugiado na Embaixada do Equador, em Londres, e não pode pôr o pé na rua, porque será preso e extraditado. Snowden, que denunciou o Irmanzão (NSA) americano, anda fugido e clandestino. De Hong-Kong passou para Moscovo e, provavelmente, seguirá para o Equador ou Cuba...
Mundo livre!?...
( O presidente Obama bem pode pintar a cara de preto.)

sábado, 20 de outubro de 2012

Filatelia LIII : Hungria



Embora de modo que parece estranho, a Hungria está-me associada, na memória, a duas localidades: Witterschlick, pequena aldeia próxima de Bona (Alemanha), e à Póvoa de Varzim. Na primeira, estabeleci contacto, pela primeira vez, com húngaros (3 rapazes e 1 rapariga); na Póvoa, foi-me oferecida, por um senhor de apelido Graça,, uma pequena, mas interessante colecção de selos usados da Hungria. Que fui continuando, até determinada altura, através de correspondentes magiares que me mandavam selos do seu país, em troca de selos portugueses que eu lhes remetia.
Na minha opinião, há um estilo próprio no desenho, cores e qualidade estética que permite reconhecer - para quem esteja familiarizado - os selos da Inglaterra, da França, da Alemanha, dos E. U. A.,da Suiça, pela qualidade e personalidade do seu grafismo. E da Hungria também. Dos ex-países comunistas do Leste europeu, U. R. S. S. incluída, os selos magiares eram, de longe, os mais bonitos e, esteticamente, mais bem conseguidos. Em imagem, 2 séries húngaras dos anos 50, em abono do que acabo de afirmar.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Filatelia XXIX : Franz Liszt, ainda



Passou ontem o bicentenário do nascimento do compositor e pianista Franz Liszt (1811-1886), conforme aqui se referiu. Hoje, damos a conhecer, em imagem, selos alusivos ao músico húngaro. O primeiro e maior selo foi emitido pelos Correios Húngaros, em 1967, integrado numa série de 8, dedicados a pintores nacionais. O retrato de Liszt foi executado por Mihály Munkácsy (1844-1900), em 1886. O segundo selo foi emitido pelos Correios da República Federal Alemã, para lembrar o centenário da morte do Compositor, em 1986.
A propósito, reproduz-se um esboço de Munkácsy (na segunda imagem), feito em 1886, ano da morte de Liszt, e que terá sido, provavelmente, um estudo prévio para o retrato do Músico. Este estudo de Mihály Munkácsy, foi vendido pela Sotheby's, num leilão ocorrido a 30/10/2010, por £ 6.712,50.