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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Retro (100)


Especialmente dedicado aos hipocondríacos da nossa praça...

P. S.: uma chamada de atenção para o Papo Sêco e para o Moléque. O primeiro, termo hoje em desuso, para significar o ultra-elegante; o segundo, que se integra na nossa campanha contra os puritanos inquisitoriais e fastidiosos infantis do politicamente correcto.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Doenças, hipocondria, nervosismo e pulsações


Num tempo de eternos juvenis, de hipercuidados de saúde, de laicos amadores que dominam a nomenclatura especializada ou qualquer sintoma mínimo de doença e sabem prescrever para tudo a competente mezinha, eu tenho que me considerar um ignorante, um desleixado incompetente, um não-hipocondríaco impenitente e absoluto, para mal dos meus pecados. Vou morrer, assim, na inocência e na bem-aventurança, um dia...
Enfermiços, pela literatura, temos muitos: Eça e Nobre, para não irmos mais longe. Mas considero Marcel Proust um bom exemplo de fragilidade e hipocondria, simultâneas, confirmado e bem documentado no livro Proust connu et inconnu, de Gautier-Vignal (Robert Laffont, 1976). Mas esta obra, interessante, tem um alcance mais vasto, para além de falar das manias e fobias do escritor francês.
Proust tinha a convicção arreigada de que os grandes deste mundo não poderiam ser de temperamento nervoso - assim nos diz Gautier-Vignal. Acrescentando: " De uma forma geral, no coração dos homens há 72 batimentos por minuto. Mas Napoleão tinha apenas 40 pulsações, nesse mesmo espaço de tempo, e sabe-se que podia dormir um quarto de hora, mesmo em circunstâncias desfavoráveis, em campanha."
O que se pode chamar um homem sereno e tranquilo, para que conste...

terça-feira, 3 de novembro de 2015

À atenção dos hipocondríacos portugueses


A última edição de L'Obs. (nº 2660) dedica um extenso dossiê, de 9 páginas, à poluição nas crianças, com as respectivas consequências para a sua vida. Traduzo, livremente, o destaque: "L'Obs. mandou analisar 63 mechas de cabelo de um painel de crianças com menos de 12 anos. Resultado do laboratório: as perturbações endócrinas, das substâncias químicas que desregulam as hormonas, por aí se intensificam."
Como se nos não bastassem as carnes transformadas e vermelhas que a OMS já censurou!...

domingo, 6 de março de 2011

Hipocondria : Comprimidos e pastilhas


De há uns tempos a esta parte, quando ouço algum conhecido ou amigo dizer-me que toma 6, 8, 10 ou mais comprimidos, diariamente, fico aterrado. Devo ser um extra-terrestre, porque não tomo comprimidos, nem pastilhas, todos os dias. Quando alguma constipação ameaça atacar, por precaução, tomo uma Aspirina. E, no Verão, às vezes, da excessiva fresquidão do Vinho Verde, à refeição, tenho que fazer uso de uma pastilha Rennie por causa da azia. E é quase tudo. E o Ben-u-ron, quando uma gripe se instala. Fora isso, e tirante algum surto inesperado, só sob receita médica me abalanço a outras mézinhas químicas. E ainda nem sequer me atirei às práticas naturistas nem às Ervanárias, muito na moda em gente da minha idade - ao que constato.
Confesso no entanto que, quando viajo, tento nunca me esquecer de pôr na mala umas quantas Aspirinas e umas tantas pastilhas Rennie. São, quanto a mim, produtos miraculosos, de efeito quase imediato e eficaz. Por isso, hoje, não poderia deixar passar em claro o aniversário do registo de patente da Aspirina, pela Bayer, em 6 de Março de 1899. Um comprimido milagroso! Passe a publicidade...