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quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

H. K.

 

Polémico no melhor e pior sentido, Henry Kissinger (1923-2023), a quem apelidavam de a "fénix da diplomacia", tem num recente Le Monde (1/12/2023) duas páginas consagradas à sua evocação. São relembradas algumas das suas diatribes, certeiras mas cruéis, em que, por vezes, através de um paradoxo ele definia uma situação ou opinião política: "Mais vale uma injustiça do que uma desordem."
Ou, da última vez que foi a Moscovo, ainda recentemente, ao ser-lhe perguntado por que fez a viagem, retorquiu com bom humor: "Eu faria tudo pelo caviar."

sábado, 28 de janeiro de 2017

Uma fotografia, de vez em quando (91)


Com traços de expressão camaleónicos, num rosto que tanto nos faz lembrar um Jean Cocteau, mais cheio, como um Henry Kissinger, mais elegante, faleceu recentemente (15/1/2017) em Morges (Suiça), o fotógrafo helvético Charles-Henri Favrod, nascido a 21 de Abril de 1927. Mais do que um mero colaborador da Gazette de Lausanne, como fotógrafo de guerra (Argélia), foi sobretudo um homem de acção, que teve um papel importante nas conversações de paz, franco-argelinas, bem como foi o principal impulsionador do Musée d'Elysée (1985), de fotografia, e organizador, em Florença (Itália), do Museu Fratelli Alinari (2006), dedicado à mesma arte.
Por força das circunstâncias, a sua obra fotográfica, de qualidade, acabou por ocupar, injustamente, um papel secundário.


quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Pequena história (39)


Perguntaram um dia a Henry Kissinger (1923) como é que ele se sentia na pele de uma celebridade, concentrando as atenções e personificando, de algum modo, o poder e saber americano. Tranquilamente, ele respondeu: "Uma das coisas bonitas da celebridade é que, se as pessoas se aborrecem de me ouvir, começam a pensar que a culpa é delas."