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sexta-feira, 15 de abril de 2016

Má língua...


De Henry James (1843-1916) disse George Eliot (Mary Ann Evans[1819-1880]):

"...um espírito tão fino que nenhuma ideia o podia violar."


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Da importância dos nomes em literatura


Para a grande maioria dos escritores, não são inteiramente indiferentes os nomes que usam, para os protagonistas, nas suas obras de ficção - às vezes, são maduramente pensados, por várias razões. Fixáveis, sonantes, sugestivos.
Henry James costumava coleccionar nomes que apareciam em "The Times", para depois os vir a utilizar nos seus romances. Simenon, quando se hospedava em hotéis estrangeiros, frequentemente folheava as listas telefónicas dessas cidades, anotando nomes que lhe parecessem memoráveis, para futuras obras de ficção. T. S. Eliot era mais original e criativo, ideando nomes exóticos e inexistentes, até aí: Prufrock, Madame Sosotris, Mr. Apollinax...
Por cá, Eça era sucinto, normalmente: "Os Maias", "O Primo Basílio". Quanto a Camilo, atente-se nestes dois títulos de romances:
- "Aventuras de Basílio Fernandes Enxertado"
- "O carrasco de Víctor Hugo José Alves",
que, apesar de longos, são nomes facilmente fixáveis. E eu quero crer que Camilo não os usou por mero acaso.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Intimidades


Dos telemóveis, amplificadores da vida privada, na via pública ou nos transportes, até às revistas róseas onde celebridades medíocres, normalmente, vendem (às vezes, com os próprios filhos menores) a sua intimidade, há um mundo às escâncaras que se desnuda, venalmente ou por mero exibicionismo, em todo o seu patético de existência fútil. Para ouvintes ou leitores ávidos poderá constituir o sal de uma vida excessivamente pobre e sem história, para outros, apenas, uma excrecência sórdida dos tempos que passam.
Mas há que pensar que, em tudo isto, há também democracia e liberdade. E opções pessoais e humanas. Por isso me ocorre citar Henry James (1843-1916): "...um homem tem o direito a escolher, tanto quanto possa, o que o mundo deve saber dele, e aquilo que não deve saber".