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quarta-feira, 15 de abril de 2026

Pinacoteca Pessoal 221

 

Já tive melhor opinião sobre a obra de Henri Rousseau (1844-1910), mais conhecido por Le Douanier Rousseau, sobretudo na adolescência, embora considere a sua pintura extremamente original. No Museu  de L'Orangerie (Paris) decorre, até 20 de Julho, uma retrospectiva da sua obra, que teve a colaboração de vários museus estrangeiros que emprestaram quadros do pintor, com a única excepção da National Gallery (Londres) que se recusou a fazê-lo. 



A consagração do artista deveu-se, inicialmente, ao apoio de Apollinaire, Picasso e Robert Dellauny, bem como aos surrealistas Tristan Tzara e André Breton, mas também ao galerista Albert Barnes (1872-1951) que possuia cerca 50 telas de Rousseau, incluidas em grande parte na presente exposição.
Recensão à retrospectiva destaca como obras-primas: Eclaireurs attaqués par un tigre (1904) e ainda La Charmeuse de serpents e La Bohémienne endormie (1897).



A não perder, para quem possa aproveitar esta magnífica mostra parisiense.

P. S. : há um bom vídeo no Youtube sobre esta exposição.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Pinacoteca Pessoal 31 : Henri Rousseau



Provavelmente o mais profissional dos pintores naïfs, Henri Rousseau nasceu a 21 de Maio de 1844. Alfred Jarry crismou-o de "le Douanier" porque, durante vários anos, a profissão de Rousseau era recolher as taxas e impostos das mercadorias que entravam em Paris. Era um espírito ingénuo, sonhador e muito estimado por outros artistas, de quem era amigo, como: Apollinaire (de quem fez dois retratos), Pierre Loti, Signac, Gauguin... Habilidoso, tocou trombone no 52º Regimento de Infantaria francês, e nunca abandonou a música. Só começou a pintar, cerca dos 45 anos, quando se reformou. E costumava dizer, até porque acreditava no espiritismo, que: "Pinto como se fosse um outro que me pegasse na mão." Morreu em 1910.
Dos quadros, em imagem, o "Auto-retrato" encontra-se no Museu Nacional de Praga. O segundo, que pintou para a família Janvier, integra o acervo do Museu de l'Orangerie, em Paris.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Léon-Paul Fargue (1) : sobre Poesia



Léon-Paul Fargue (1876-1947), poeta francês, fez várias incursões originais e interessantes sobre o tema poesia. Privilegiava a poesia simples, sem retórica, com pouco ornamento. Os excertos que se traduzem e transcrevem pertencem a efabulações contidas em "Suite Famillière (Sequência Familiar)".

"Descartes faz casamentos de razão. Rimbaud casamentos de amor. Os poetas fazem destes últimos. Num toque de trompa, uma trompa do vale de Thèvale, eles fazem convergir dos quatro cantos do universo as pessoas e as imagens menos semelhantes, as mais estranhas na aparência, e casam-nas, e juntam-nas como os hemisférios de Magdeburgo, e ao fim de cem anos, apercebemo-nos que fizeram bons conjuntos, assim como os grandes casamentos de Descartes, e que funcionam - pela eternidade."

"A palavra lâmpada é comum ao poeta e ao que acende as luzes.
O leitor crê que as palavras têm um sentido.
Em poesia, a inteligência faz os recados, leva os embrulhos, informa-se e vem dar notícia, faz as contas, classifica os pequenos papéis, selecciona as cartas de amor, telefona e prepara o banho. Como uma criada jovem e negra junto da sua bela patroa."