Talvez que a técnica, hoje, em que as máquinas são já tão sofisticadas, torne dispensáveis as antigas, cuidadosas e prévias operações humanas. Restam o enquadramento e a sensibilidade, para evitar que as fotografias não sejam, apenas, mais do mesmo, nesses rodriguinhos e nesta cacofonia em que os turistas que desaguam em Lisboa, são um horrível exemplo ...
Não haverá muito a dizer sobre o fotógrafo norte-americano Harold Feinstein (1931-2015), senão sublinhar a qualidade da sua obra e a naturalidade simples, mas directa dos seus instantâneos. Representado em grande parte dos museus de fotografia norte-americanos, e alguns europeus, os seus temas, muitas vezes de rua, privilegiam o quotidiano de dois locais geográficos que ele considerava ideais para a sua arte: Coney Island, onde nascera, e Paris (França).