Mostrar mensagens com a etiqueta Hans Arp. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Hans Arp. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Entre o leste e o sul, pensando a norte


A restolhada dos pássaros miúdos nas duas árvores, ao fundo, é enorme e dissonante. Desde o fim do mês passado que a noto. Os pardais aconchegam-se decerto, no ramo mais cómodo, preparando a noite, que ainda não chegou. Mas a lua já se adivinha, crescente e alta, quase a sul, para onde se desloca. Vai amarelecendo, a pouco e pouco, como o Outono. Ameno Outubro, no entanto, na varanda, como para fazer esquecer o inóspito Agosto deste ano.
Vou fazendo minutos para o telefone, para as notícias que serão sempre inconclusivas, como linha tracejada e incerta, em relação ao futuro. As certezas ficaram quase todas na juventude, sobraram dúvidas para depois, e agora. Inteira meia lua, no alto e ao centro, parece cortada à faca, muito recta no diâmetro. Como dizia o Pessoa (e cito de cor): Cortei a laranja a meio,/ para qual das metades fui injusto?

sábado, 2 de abril de 2011

Max Ernst



Max Ernst nasceu em Brühl, próximo de Colónia, a 2 de Abril de 1891. É um dos nomes mais importantes do Dadaísmo, ao lado de Hans Arp. Muito embora tenha sido também um dos pintores mais significativos do Surrealismo. As suas obras entrelaçam, sempre com um sentido estético singular, elementos de humor, estranheza, horror e de fantástico. Mas transmitem também um pendor sentimental evocativo que apela para as profundidades da alma humana. Tudo isto, aliado a uma grande coerência plástica. Max Ernst morreu em 1976.

para JAD, naturalmente.