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domingo, 16 de fevereiro de 2014

De Bashô, na versão de Jorge de Sena


Qual velha sem dentes
a cerejeira sem folhas
juvenil floresce.
...
Na manhã de neve
aqui estou só ruminando
salmão seco e duro.

sábado, 12 de outubro de 2013

Matsuo Bashô (1644-1694)


Arde o Sol, arde
sem piedade - mas
o vento é já de Outono.

...
Ando e ando, se
hei-de cair, que seja
por entre os trevos.

...
Que agradável é assim
não ver o Monte Fuji
 cerrado em neblina.


Nota: nascido em data incerta do ano de 1644, Matsuo Bashô terá morrido a 12 de Outubro de 1694.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Dois haiku de Outono


Outono que se instala -
temos assim um modo
de mobilar a conversa.

Hoshino Tatsuko
(1903-1984)
...
A que chamamos diospiro?
Um fruto gelado, 
que nos aquece.

Ishida Katzuhiko
(1920-2004)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Haiku do séc. XX em terceira mão



Minha esposa -
leva consigo o nosso filho
parece a lua em crescente.

Nakamura Kusatao (1901-1983)


Esmago uma formiga -
o olhar
dos meus três filhos.

Katô Shûson (1905-1993)


Atrás de mim
a primavera da vida
- esmago um morango.

Mizuhara Shûôshi (1892-1981)


P. S. : para MR, em eco do Prosimetron.