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quinta-feira, 21 de agosto de 2025

De Wendy Cope



Haikai de Outono

Folhas. Folhas por todo o lado:
no jardim, até dentro de casa.
Marido, vê se limpas os pés.


Wendy Cope (1945), in Uncollected Poems (1992-2000).

quarta-feira, 29 de novembro de 2023

1 haikai japonês

 

Trinco as uvas
bago a bago -
como um cacho de palavras.


Nakamura Kusatao (1901-1983)





quarta-feira, 16 de junho de 2021

Haikai de Kyoroku

 

Ela ondeia as barbatanas
pelo fundo das águas,
sinuosa, a carpa sonhadora...


Kyoroku (1652-1715)

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Haikai



Será  que a vida é curta?
Pareceu-me bem longo
o sonho que tive.


Yokoi Yayu (1702-1783)


para H. N.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Fórmula 1


Na Net há coisas extraordinárias... e muitos cibernautas sobredotados.
Ontem, por exemplo, um brasileiro paulistano-turbo, provavelmente amante de poesia japonesa, veio ao Arpose consultar haiku, e encontrou 14. Generosa e fulminantemente, leu-os em 54 segundos. E foi-se à vida...

segunda-feira, 13 de maio de 2019

1 haikai, traduzido, de Kobayashi Issa (1763-1827)


Exigindo que eu tome
e lhe traga essa lua do céu,
minha filha não pára de chorar.


com envoi e agradecimentos a H. N..

domingo, 27 de agosto de 2017

Haikai



Do Buda colossal,
pelas narinas, nasce e vem
o nevoeiro matinal.


Kobayashi Issa
(1763-1827)

quinta-feira, 10 de março de 2016

1 haikai de Bashô


Oh, mariposa!
Que sonhas tu quando
agitas as asas?


Matsuo Bashô
(1644-1694)

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Mais 1 haikai de Inverno


Gelo nocturno:
acordo, que o meu cântaro
de barro estala. E racha.


Matsuo Bashô
(1644-1694)

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Haikai de Inverno


O frio, o frio -
até a água se crispa
e o céu se retrai.


Natsumu Sôseki
(1865-1915)


Nota: não ficaria em paz comigo, se não referisse que esta é uma segunda versão deste Haikai, que traduzi agora, de novo. A primeira versão é de 1 de Janeiro de 2014, para eventual cotejo...

domingo, 18 de outubro de 2015

Pseudo-japoneses


Sempre tive alguma dificuldade em aceitar chamar haiku a pequenos poemas sujeitos a regras semelhantes, mas que não fossem escritos por poetas japoneses. Soava-me a falso, a imitação deslavada. Muito embora algumas vezes, poucas aliás, na sua essência e conteúdo, eles tivessem um resultado satisfatório.
No século XX, o haikai tornou-se popular e foi cultivado por vários poetas do Ocidente. No meu entender, porém, a esses poemas faltava sempre qualquer coisa de essencial. Talvez a alma, apesar da ossatura... Mesmo assim, aqui deixo em tradução, que fiz, dois pseudo-haiku de poetas ocidentais conhecidos:

Pavimentos perigosos...
Mas este ano enfrento o gelo
com a bengala de meu pai.

Seamus Heaney (1939-2013).
...
Face que se fez morena
de tanto olhar os gansos
partir para o oeste.

Alec Finlay (1966).

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

1 haikai de Outono


Lua cheia

O macaco sonha
pela noite longa  -
como vou colher a lua?

Masaoka Shiki
(1867-1902)

sábado, 3 de maio de 2014

1 haikai


Entre íris e juncos
alta garça branca
com destino azul.


Koboyashi Ryôta
(1718-1763)

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

1 haikai de Takahama Kyoshi (1874-1959)



Sozinho vou apurando
os meus poemas, enquanto
o dia nunca mais chega.

sábado, 25 de janeiro de 2014

1 haikai japonês


O amanhã virá sempre -
eu sonho com a maré-baixa
sem precisar de a ir ver.

Yamaguchi Hatsujo (1906-1985)

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Ainda um haikai de Outono


Braços cruzados
medita a Primavera
sobre a veloz amargura das raízes.

Fuyuno Niji (1943-2002)

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Mais um haikai


Chuva de Outono -
as hortênsias
decidem-se pelo azul.


Masaoka Shiki (1867-1902).

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Mais 1 haikai


Nenhum traço na corrente -
onde eu nadei
com a jovem mulher.

Yamaguchi Seishi (1901-1994)

segunda-feira, 15 de julho de 2013

1 haikai


Pouco a pouco os meus pulmões
tingem-se de azul
- viagem pelo mar.

Shinohara Hôsaku (1905-1936).