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sábado, 6 de maio de 2017

Impressionismos


Cada país (nosso conhecido) terá, com certeza, para cada um de nós, uma determinada atmosfera, cheiros e sabores, impressões subjectivas, peculiaridades mais ou menos próprias que lhe compõe, em suma, uma fisionomia de traços bem marcados, favoráveis ou desfavoráveis.
A Áustria tem, no meu arquivo de memória, a imagem longínqua de Christine, os selos, a ideia peregrina de uma pequena nação desfavorecida que precisava de exportar crianças (no post-Guerra), pelo menos, temporariamente; e, depois, um certo barroquismo Habsburgo, desmesurado, a cripta dos Capuchinhos em Viena. Mozart, como antídoto, e Salzeburgo, o crescente emblemático feito pastelaria em cafés requintados e decadentes. Enfim, a fronteira catolicíssima, e neutra, antes do orientalismo otomano. Curiosamente, hoje, ainda sem terrorismos, e profundamente à direita, politicamente.

P. S.: e desculpe-se o mau gosto iconográfico da imagem de postal turístico, algo pesada e claustrofóbica, que encima este poste, mas condizente com a minha ideia desse país europeu, hoje.