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sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Inventário da safra


A hortelã vai bem, folhas verdinhas e cheirosas. Numa teimosa existência, por entre a secura de um Agosto um pouco pardo, o pequeno pé de salsa resistente conseguiu sobreviver e já vai em três caules fininhos progredindo em direcção à luz solar.
As rústicas e espontâneas beldroegas vão na sua segunda produção, vigorosa e alargada. Estão aqui, estão a dar para uma segunda sopa, este Verão. Vão dar é trabalho a depenicar os ramos, mas compensa bem a minuciosa tarefa.
No limoeiro da varanda a leste, o serôdio broto bejamim do fim de Junho, atrasado embora, lá vai crescendo e recuperando, a acompanhar os irmãos verdes, mais velhos. E vão cinco limões, com o prematuro e último.
Da oliveira, na varanda a sul, já se colheram os frutos - 56. Exactamente igual a 2018 ( mas que grande coincidência!), mas muito inferior à safra de 2017, que produziu 119. Mas, ao menos, as azeitonas são bem rechonchudas e parecem suculentas. E já se puseram a curtir...


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Em louvor da Hortelã


Num arroz branco, umas pequenas folhas de hortelã (Mentha spicata) dão-lhe uma garridice inesperada, e um aroma muito próprio. Bem retalhada, em tiras finas, as suas folhas dão às omoletas um sabor muito singular e agradável. Por si só, cheira bem. Mas também tem virtudes curativas. Senão, vejamos o que nos diz o Fr. Theobaldo de Jesu Maria:
"A Hortelã se planta de pedaços com raiz, e se conserva de hum para outro anno; tem virtude quente e dessecativa; pizada, e posta no estomago conforta: posta no nariz faz cobrar a respiração, e sentido perdido; suas folhas seccas, e bebidas em vinho branco matão as lombrigas."
(in Agricultor Instruido, Lisboa, 1790)