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terça-feira, 1 de julho de 2025

Da Holanda

 

O lado visionário e paradoxal da obra do holandês Maurits Cornelis Escher (1898-1972) está profusamente documentada neste livro da Taschen que teve a sua versão (2008) portuguesa, fielmente reproduzida da original, e que tem a vantagem de todas as gravuras serem acompanhadas de um texto alusivo e/ou explicativo do seu autor.



A xilogravura 7. Sonho (1935) é legendada pelas seguintes palavras de Escher: " sonha o bispo com um louva-a-deus, ou é toda a representação um sonho do artista?"


Grato reconhecimento a H. N.

domingo, 12 de fevereiro de 2023

Impérios...



De Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freyre (1900-1987), a páginas 193, cite-se:

"Foi o que sucedeu, estancadas as fontes asiáticas de opulência. Longe de conformar-se com uma viuvez honesta, de nação decaída como mais tarde a Holanda, que depois de senhora de vasto império se entregou ao fabrico do queijo e da manteiga -, continuou Portugal, após Alcácer Quibir, a supor-se o Portugal opulento de D. Sebastião vivo. A alimentar-se da fama adquirida nas conquistas do ultramar. A iludir-se de uma mística imperialista já sem base. A envenenar-se da mania de grandeza."
...

Nota pessoal: é minha convicção que a estratégia educacional estadonovista contribuiu para reforçar esta ideia epopeica, de forma manifesta.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Filatelia CXLVI


Muitas vezes, a ganância ultrapassa o sentido da conveniência. E vê-se, ostensivamente.
Os correios, ao menos os portugueses, com a perspectiva desmedida dos lucros, perderam o sentido da proporção, no que diz respeito à filatelia. Claro que isto resulta de terem à frente da instituição pessoas cuja ignorância sobre a especialidade é grande, a rusticidade é robusta e a cultura geral é nenhuma. Talvez percebam alguma coisa de economia, mas de uma forma muito enviezada e canhestra quanto ao assunto.
Ao permitirem que qualquer particular pudesse criar selos, desde que pagasse, com fotografias do próprio, de familiares ou até de amigos, prolongaram até ao infinito o número de selos possíveis do país. Em teoria, perante esta enormidade, acabaram com as colecções de selos, no seu sentido clássico, pela infinidade possível de emissões a existirem... Qualquer filatelista que se preze, deixaria de juntar selos portugueses, a partir daqui.




O pequeno álbum de selos que se apresenta acima, em imagem, data de 1931, e o seu anterior proprietário, inglês, dava pelo nome de John Willi, e tê-lo-á adquirido, ou foi-lhe oferecido, pelo Natal desse ano. O filatelista teria chegado a ter 919 selos. Este bonito álbum, editado pela Stanley Gibbons, que era e é, ainda hoje, talvez a maior casa filatélica do mundo, tinha 200 páginas com casas para colar selos, em parte, de todos os países do mundo. Nesta altura, e para se ver, já a nossa tendência para o excesso ou incontinência era grande: Portugal já tinha emitido 542 selos. Enquanto a Inglaterra, sempre comedida e pragmática, pusera em circulação, até ao Natal de 1931, apenas 438 estampilhas. E a parcimoniosa e poupada Holanda calvinista contava 248 - pelos vistos, chegavam-lhe para as necessidades postais e para os seus coleccionadores de selos.
Por cá, como se vê, já era um fartar vilanagem!...



segunda-feira, 1 de março de 2021

Bibliofilia 186

 


É minha convicção arreigada que, de toda a obra de Ramalho Ortigão (1836-1915), o livro que mais edições teve, terá sido A Hollanda que começou a ser publicado, em crónicas, na "Gazeta de Notícias", do Rio de Janeiro, pouco depois do escritor ter chegado a esse país (Holanda), em Agosto de 1883. Só em 1885 sairia a primeira edição em livro no Porto (Magalhães & Moniz, Editores), sendo as sete seguintes com a chancela da Parceria da Antonio Maria Pereira. Na mesma editora, foram impressas, pelo menos, as 7 reedições iniciais, sempre ilustradas com 53 bonitas gravuras, nos primeiros 50 anos, ou seja, até 1935.



Tenho 2 destas luxuosas edições de fino gosto: a 3ª (1900) e a 5ª, de 1916. Mas, infelizmente, em nenhuma delas consta o nome do ilustrador. Até à sétima impressão (de 1924), e nos últimos tempos, os volumes oscilavam de preços, em leilões e alfarrabistas, entre os 25 e os 75 euros. Em finais dos anos 70, do século passado, os dois volumes custaram-me respectivamente Esc. 1.500$00 e 2.500$00.



quinta-feira, 2 de abril de 2020

Dizeres


No tempo da Guerra Fria, dizia-se à boca pequena que os soviéticos usavam, para os trabalhos sujos internacionais, de preferência, os búlgaros. De há um tempo a esta parte e na UE, quem se encarrega desses fretes parecem ser os contabilistas holandeses.

domingo, 27 de outubro de 2019

Uma fotografia, de vez em quando... (133)


Holandesa e judia, a fotógrafa Emmy Andriesse (1914-1953) teve vida breve e atribulada.
No período da II Grande Guerra foi obrigada a exercer clandestinamente a sua profissão e, muitas vezes, sob pseudónimo, ocultando as suas origens.


Os seus modelos, nesse período, frequentemente, eram crianças, algumas delas famélicas, que viviam em Amesterdão. No final da guerra dedicou-se a fotografias de Moda e, antes de morrer de cancro, conseguiu ainda fazer exposições que deram a conhecer a qualidade da sua obra.


sábado, 12 de agosto de 2017

Comércio contaminado


Dos comerciantes, tenho uma confiança inabalável nos ingleses. Comprei, na Grã-Bretanha, várias coisas, directamente ou pelo correio, e também vendi - nenhuma razão de queixa, valha a verdade! Bem como confio nos comerciantes alemães.
Dos nossos comerciantes nacionais, assim, assim. 
Hoje, El Pais noticia, em título: Immovilizados 20 toneladas de huevo liquido contaminado con fipronil en Bizcaia. A mercadoria fraudulenta, segundo o jornal espanhol, provinha de França. Devo dizer que fiquei surpreendido, até porque sobre os comerciantes gauleses eu não tenho uma opinião muito fundamentada. E ovos, são ovos.
Não será que os donos dos aviários holandeses foram a França para expedir a mercadoria pecaminosa para os pobrezinhos dos sub-europeus do Sul, para evitar o prejuízo financeiro?
É que, pela minha experiência, sobre a ética dos comerciantes holandeses eu não tenho muita fé...

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Em temática filatélica, para a Sandra, em Almere


Escolhi as temáticas Monarquia e Barcos, em selos da Holanda; e as flores para acompanhar os parabéns.
Um dia bom e um ano ainda melhor!

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Da Holanda, em particular


Não é sequer dos meus escritores policiais preferidos, mas o inglês Nicolas Freeling (1927-2003) rodeava de ingredientes muito interessantes as obras que tinham o inspector holandês Van der Valk como protagonista central. Falava dos costumes, de gastronomia, do ambiente paisagístico holandês, com à vontade e propriedade. Talvez porque, apesar de britânico, vivera na Holanda, casara com uma holandesa e tinha uma avó dessa mesma naturalidade, com o apelido Vierling.
O livro (em imagem) que acabei, ontem, de ler, "Na pista do crime" (Sand Castles, 1989), foi o último que Freeling escreveu da série de Van der Valk que foi  adaptada pela BBC, em televisão. Comprei-o numa abada de Vampiros, que adquiri, usados, no Montijo, algumas semanas atrás, por 1 euro cada. São várias, nesta obra acima referida, as referências aos holandeses, e bem curiosas. Por isso, vou proceder a algumas transcrições:

" Os holandeses são democratas: quando tratam alguém por Meneer estão a ser sarcásticos. Como por exemplo: «Meneer, não se importava, por favor, de retirar a ponta da sua bengala de caça de cima do meu dedo do pé?" (pg. 8)
" O quarto de casal dava para o mar. Tal como todos os quartos holandeses era mal ventilado e sobreaquecido." (pg. 14)
" Os holandeses não são dotados para as artes culinárias. Falta-lhes o instinto que os belgas tão bem possuem (quando se deixam persuadir a cozinhar os seus pratos típicos). (pg. 15)
" Primeiro, a paixão dos holandeses pela luz eléctrica; as ruas podiam não estar mais iluminadas do que uma aldeia remota do Texas, mas no interior de uma sala de estar de doze metros quadrados, era vulgar encontrarem-se dez lâmpadas acesas." (pg. 17)

para a Sandra, no seu "Presépio com Vista para o Canal", que, com propriedade e conhecimento de causa, poderá apoiar ou refutar estas insinuações..:-)

domingo, 19 de junho de 2016

Sobre Pintura, inovação, e um quadro de 1770, em particular


Parece ser consensual entre os académicos, segundo o TLS (nº 5904), que a primeira natureza morta com flores terá sido executada por volta de 1603, pelo pintor holandês Roelandt Savery (1576-1639). Muito embora, anteriormente, tivesse havido algumas tentativas incipientes e mal sucedidas, ou de segunda ordem, na qualidade. A data coincide com um despertar de interesse, nos Países Baixos, pelos jardins e pela horticultura e botânica.

Cerca de 170 anos depois, o artista Joshua Reynolds (1723-1792), talvez num acesso de admiração e entusiasmo perante o quadro "A morte do general Wolfe", do pintor anglo-americano Benjamin West (1738-1820), terá afirmado: "...prevejo que esta pintura não só se tornará consensualmente apreciada, mas será também um ponto de partida importante na evolução da arte." O facto do general Wolfe ser um herói da Guerra dos Sete Anos e também gozar de grande popularidade na Inglaterra, terá decerto pesado no entusiasmo de Reynolds, por esta obra de cariz neoclássico, do seu colega pintor.


A tela, hoje pertença da National Gallery of Canada (Otava), representa a agonia do militar britânico, na curta (durou cerca de 15 minutos) batalha de Quebeque, entre franceses e ingleses, em que o General foi atingido mortalmente por vários tiros de mosquete. O aspecto dramático e compassivo dos circunstantes, bem como a arquitectura triangular do projecto ( a bandeira funciona como ângulo superior de um triângulo), singularizam esta obra, na sua época. Mas há também nela uma sugestão de descida da cruz que lembra representações anteriores e maiores de Van Dick e Dürer, sendo que estas eram de natureza sagrada. E o quadro de West ser, na sua laicidade, uma bela imagem espiritual do século das luzes...

domingo, 13 de setembro de 2015

Adagiário CCXXX (estrangeiro e sobre acasalamentos...)


1. Um marido mudo e uma mulher cega fazem sempre um casal feliz.

Provérbio dinamarquês.

2. Casar uma vez é um dever, duas vezes uma tolice, três uma loucura.

Ditado holandês.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Amor com amor se paga


Haverá, decerto e no mínimo, duas formas de ver o país que nos acolhe: ou apreciamos ou criticamos. A terceira via será sempre mais tímida e desinteressante - dar uma no cravo, outra na ferradura.
Ao que parece (não li o livro), João Magueijo (Évora, 1967), professor catedrático no Imperial College, que vive na Inglaterra há cerca de 20 anos, no seu livro Bifes mal passados (Gradiva, 2014), traça da Grã-Bretanha um retrato desfavorável, um pouco na senda de J. Rentes de Carvalho, com o seu Com os holandeses, em relação ao país das tulipas.
Há alguns pontos de contacto nestes dois livros, no que à crítica diz respeito: a rudeza dos habitantes, a péssima gastronomia, por exemplo. É possível, também, que neles exista excessiva acrimónia...
Seja como for, tanto bastou para que o TLS (nº 5847), excepcionalmente, trouxesse uma crítica a um livro em língua estrangeira, onde se faz a defesa da dama (Inglaterra). E, em desforço, apareçam, no texto da recensão de Jonathan Keates, umas ferroadas soezes a João Magueijo...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Tempos cruzados


Ora acontece que, no mesmo dia, me foi dado folhear um catálogo interessante de uma casa leiloeira lisbonense e, logo a seguir, ler um artigo esclarecedor sobre as razões que obrigaram o pintor holandês Rembrandt van Rijn (1606-1669) a ter que vender a sua casa e leiloar grande parte do seu recheio, nomeadamente, de pinturas suas, de Holbein e de outros artistas consagrados - para grande mágoa pessoal.
O catálogo português, que vi, permitia supor, pela casa que albergava algumas preciosidades, na linha de Sintra, que pertenceria a uma família com grandes posses mas que, por motivos de herança e/ou da crise que nos atinge a todos, se vira obrigada a leiloar: Botelhos, Pomares, Dordio Gomes, Josefas, para só falar de pintura portuguesa...
E não pude deixar de pensar naquelas tias da Linha de Cascais que, segundo Queiroz Pereira referiu, à noite, fazem bolos para vender, de manhã, aos restaurantes da zona. Como me recordei que, ainda não há muito tempo, uma sobrinha delas, dizia que ia para a Comporta "brincar aos pobrezinhos".
Ao menos, a ruína de Rembrandt devia-se, não à má gestão, mas às consequências da guerra anglo-holandesa (1652-54) e ao declínio económico da Holanda. As "malhas que o Império tece..." - como diria Fernando Pessoa.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

A colheita do dia


Ao dia foram chegando várias coisas, umas amáveis, outras, não. Dos blogues irmãos se retiram, ainda que distantes, mensagens sempre interessantes. De emails amigos o afecto, o humor, a informação de quem os mandou. Das leituras que fiz, eu destacaria algumas notas, no TLS, sobre a acédia que está afectando e afogando o povo germânico, apesar do seu bem-estar. Mas também a informação surpreendente de que, tirando os holandeses, são o povo que menos horas trabalha, semanalmente, na UE (e esta, hem!?). Para além da reforma aos 63 anos... Pelos vistos, não chega para se chegar à felicidade.
Já depois do jantar, estive a ver este vídeo (acima) que AVP, cordialmente, me enviou (agradeço!), e achei que o devia pôr no Blogue. Porque, apesar de não muito profundas, as palavras de Jeremy Irons são, no mínimo, justas e certeiras.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Filatelia LIX : temática cavalos


O poste de HMJ, sobre os negócios sujos do comércio da carne para consumo alimentar, leva-me a que, por associação coloque, em seguida, e nesta rubrica, a temática cavalos - animais de que gosto, por vários motivos, nomeadamente, os estéticos.
Escolhi selos de dois dos países envolvidos: a Roménia e a Alemanha. Ficou de fora a Holanda, donde é natural o escroque, e a Bélgica onde reside (Antuérpia). Muito embora os dois países também tenham selos com o motivo - cavalos.
Em imagem, a primeira série, da Roménia, emitida em 1970. A segunda emissão, composta por 4 selos, da ex-RFA (Alemanha), que entraram em circulação a 6 de Fevereiro de 1969. Muito diferentes, entre si, são duas séries que considero muito bonitas.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Holanda : 3 perspectivas portuguesas


Da Holanda, para mim e a princípio, eram as tulipas e os moinhos; mais tarde, os selos, o queijo, os pôlderes e as cortinas interiores, das casas, sempre abertas. Depois, Ramalho, Nemésio e, mais recentemente, Rentes de Carvalho (1930). Deste gaiense, de ascendência transmontana, lá radicado há muitos anos, vou quase no final de "Com os Holandeses", que tenho vindo a ler, com agrado veloz, e se, até meio do livro, os holandeses não saem bem do retrato, quando ele começa a falar de Amesterdão, começa a declaração de amor. O pragmatismo, a bruteza, a fastidiosa gastronomia, a falta de humor (ou um humor demasiado próprio) - Rentes de Carvalho fala deles, abundantemente. Mas compensa depois, talvez arrependido, com alguma ternura embevecida.
Ramalho Ortigão é mais equilibrado, para o bem e para o mal, no seu "A Holanda", mas também menos intenso. Nemésio, mais efusivo e apaixonado, nos seus versos, talvez porque alguma holandesa lhe desalinhou os "jacintos", que ele julgava já murchos e secos ("...Já para alguns jacintos alinhados/ Na janela fechada do que fui."), no último quartel da sua vida (1963). Assim, entre "A Holanda" (1883) de Ramalho, a de Vitorino Nemésio (livro publicado em 1976) e a obra, mais recente (2009), de Rentes de Carvalho, se compõe o poliedro deste país conquistado ao mar que, eventualmente e com a subida dos oceanos, no futuro, poderá nele, de novo, submergir para sempre.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Que se cuidem!...


Lembram-se de quando as iminências pardas (ou parvas) anunciaram, a dada altura, que iam legislar e morigerar os desmandos das Agências de ratos (Rating Agencies)? Claro, nunca mais fizeram nada...
Pois, um dos grupos de ratos (a Moody's) acaba de informar que pôs sobre observação nada menos que a Alemanha, a Holanda e o Luxemburgo. Ou seja, preparam-se para ir ao Gouda...
É o primeiro passo para lhes baixar o rating, obviamente...As cândidas almas dos governantes da Europa do Norte achavam que a questão era só com o Sul. Nunca leram, ou leram mal Bertolt Brecht. Agora, que se cuidem! Ou, in extremis, usem abundantemente raticidas para arrasar esses parasitas miseráveis.

domingo, 17 de junho de 2012

Ao fim do dia


Não fossem os gritos selváticos das hordas ululantes e o buzinar orneante das vuvuzelas estridentes ( muito piores que o arrulhar das rolas, nestes dois últimos dias), e o dia de hoje teria sido bom e positivo. Os dois golos de Ronaldo contra a Holanda e o reforço da esquerda em França, são de registar. Só na Grécia é que quase houve um empate técnico-politico que não faz prever um futuro europeu de soluções fáceis.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O senhor Alexandre e o senhor Belmiro


O senhor Alexandre, tripeiro, e o senhor Belmiro, canavense, embora da província, são internacionalistas. Se o primeiro não conseguiu acabar o curso de Direito, o segundo, com algum sacrifício da família, fez-se engenheiro. Daí que o primeiro se tenha dedicado apenas ao comércio de secos e molhados, e o segundo, além do comércio, também se tenha interessado pela indústria.
Como internacionalistas, vão a par com Estaline ou Ronald Reagan, bebem de Marx ou Keynes (tanto faz), conforme os estados de alma: joaninhas (Biedronka) na Polónia, euros para a Holanda, rapidamente e "em força" (Salazar dixit).
Estes senhoritos têm o perfil ancestral de Miguel de Vasconcelos, a alma de um albergue espanhol, o aventureirismo de um contrabandista sonolento que não quer arriscar, o oportunismo de um negreiro, o ideal cristão de uma dona de um bordel, a desvergonha de um barregão. Mas, ao mesmo tempo, pregam a ética nacionalista, que quase pede meças ao nazismo. São os puros, os limpos de sangue, os santos...
É, por isso, estulto pensar que o senhor Alexandre e o senhor Belmiro deixassem o seu rico dinheirinho em Portugal.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Feliz Natal!


Cartões de Boas Festas, através dos tempos (1958, 1972 e 2011), e de países (Alemanha e Holanda).