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domingo, 2 de junho de 2019

Dos provectos e suas confraternizações


Nem o Pedro nem a Teresa apareceram. Cuidados familiares ou assistência aos netos explicavam as ausências. O Paulo, também faltou, por doença justificada pelo irmão Rui, ex-militar, de porte ainda atlético, mas um pouco desgastado. Do Nanu ninguém me soube dizer nada, nem do Viamonte ou do Isaías, que foram várias vezes referidos. Do Torres e Gonga (Gonçalves), professores liceais, também vieram à mesa algumas memórias, nem sempre favoráveis. O  Pinheiro fez a sua rábula de venda de desperdícios por terras transmontanas, perante uma assistência atenta de 6 ex-colegas, e, no fim, colheu louvores. Como foram louvados, justamente, os filetes de pescada do Hotel da Penha, na melhor tradição vimaranense.
Mas se eu tivesse que escolher uma imagem, seria a dos dois octogenários, no Jaguar aerodinâmico e elegante, guiado pelo Belmiro J. e tendo por companheiro o ex-governador civil, Fernando A., afastando-se felizes, em direcção a Guimarães, pela estrada tortuosa que passa pela Costa.

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Mercearias Finas 145


Dá gosto ver a Leonor, no Mercado do Monte da Caparica, com a sua faca de eleição, fazer, de uma Pescada fresca, limpos e finos filetes. É um trabalho manual que exige grande perícia, concentração q. b. e alto saber de experiência feito. Desta vez, cumprimentei-a pela arte e vi que ela se sentiu recompensada. Sorriu, a agradecer o meu reconhecimento.
Foi já tarde que comecei a gostar de filetes de pescada. Os do falecido Restaurante Jordão, em Guimarães, eram celebrados. E os do Hotel da Penha, em tempos, também corriam fama pelo Minho. Mas também nalguns restaurantes do Porto os filetes de pescada, para não falar nos de Polvo, no Aleixo, a Campanhã, ganhavam o favor de muitos clientes. De Coimbra, inclusivé, para baixo, não passavam do trivial e comesinho, essas amostras de filetes. Ressalvem-se, no entanto, os de Peixe-galo no restaurante 1º de Maio, ao Bairro Alto.
Cá por casa e com a ajuda prévia da Leonor, a HMJ capricha-os na perfeição e sábio tempero, e dá gosto comê-los. Até volto a Guimarães, por momentos, na imaginação gustativa...
Abri, generoso, um Chardonnay (Jean Giner) legítimo e estreme, gaulês de origem. E tudo esteve à maneira, no almoço da passada Quarta-feira.