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sexta-feira, 13 de março de 2026

Próxima leitura



Com alguma perplexidade, tenho de concluir que há duas figuras da história de França que exercem algum fascínio sobre mim: Charles de Gaulle (1890-1970) e François Mitterrand (1916-1996). Talvez até mais do que qualquer dos nossos presidentes da República Portuguesa.
Sabendo disso, um bom amigo meu, a quem agradeço, emprestou-me este Hors-Série (em imagem), a cuja leitura irei dar prioridade.

sábado, 31 de janeiro de 2026

2 livros

 

É uma colecção bem estruturada, esta, e com capas esteticamente apelativas, que já leva, no seu percurso, pelo menos, 51 títulos, de autores nacionais e estrangeiros, considerados clássicos.
Oferta de bons Amigos, a quem, daqui, reagradeço.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Da última ceia do ano velho

 

Para memória futura, convém lembrar os exemplares ingredientes:

- 1 lagosta nacional.
- 1 alface portuguesa.
- torradinhas de bom pão.
- maionese Hellmann's.
- Vinho Chablis (Chardonnay) 2020 Domaine Fèvre (12,5º).*

* oferta gentil de um bom Amigo.

domingo, 9 de novembro de 2025

Produtos nacionais (35)

 

Chegou-nos o bolo-rei, tardio para o costume, mas valeu a pena, porque de aspecto é maravilhoso e bem promete. Bons Amigos se lembraram de nós escolhendo o melhor, seguramente. Deus (se existe) lhes pague merecidamente a pré-natalícia mercê.
E nós agradecemos!

terça-feira, 2 de setembro de 2025

Bibliofilia 225



Não é todos os dias que fico surpreendido com uma encadernação. Se não erro, quatro ou cinco me ficaram na memória, e duas delas tinham a marca do artesão profissional que as fez. Esta, da imagem acima e que me foi oferecida (Obrigado, H. N.), é anónima, mas uma linda obra executada.
O estudo, de Jacinto do Pado Coelho (1920-1984), sobre o poeta João Xavier de Matos (1730?-1789), é o mais extenso e completo trabalho que conheço sobre o vate, embora contenha uma ou duas imprecisões, que não desmerecem o valor do conjunto das 36 páginas integradas na miscelânea.



quarta-feira, 13 de agosto de 2025

O próximo

 


Emprestado pelo meu bom amigo H. N., de um autor de que partilhamos o gosto, este será o livro que se segue, na leitura. O título é todo um programa...

segunda-feira, 23 de junho de 2025

Em louvor de uma editora

 
Houve tempo em Portugal em que as editoras tinham preocupações pedagógicas, quando não éticas. Guiavam-se também pelo lucro naturalmente, mas orientavam as escolhas das suas obras por critérios de qualidade literária. De David Corazzi a Rolland & Semiond, da Portugália aos Livros do Brasil, mais recentemente, comprar livros destas editoras era uma garantia de estarmos a adquirir obras de nível cultural. Hoje, são raras as empresas que pautam os seus critérios para lá do lucro, exclusivamente.



De fora, chegavam-nos também ecos da exemplaridade estética de algumas casas editoras. Uma das que eu tenho de memória era a empresa de Albert Skira (1904-1973), sediada na Suiça, que se especializou de forma magnífica em livros de arte e sobre pintores. Aqui a lembro, por imagem, através de um belíssimo livro sobre Henri Matisse (1869-1954), de 1959, obra que me foi oferecido pelo meu amigo H. N., a quem mais uma vez agradeço a lembrança.



terça-feira, 28 de janeiro de 2025

Regionalismos madeirenses (1)


Oferta de um bom Amigo, veio colmatar uma ausência na minha temática de regionalismos portugueses. Reporto-me aos originários da ilha da Madeira. O livro, em imagem, de Ana Cristina Figueiredo, veio suprir essa falta. Até agora, madeirense, eu só conhecia "semelha" com o significado de batata.
Vamos assim dar início a uma série de vocábulos que se inserem nesta temática insular madeirense, seguindo alfabeticamente pela letra A, uma antologia de escolha pessoal.

1. Abatatado - que está bastante admirado ou surpreendido e sem capacidade de reacção; abananado, apalermado, embasbacado.
2. Abicar - provocar a queda, utilizando a força; empurrar, fazer cair, impelir.
3. Abla - habilidade para convencer os outros. Falinhas mansas, astúcia, manha.
4. Adufa - pequena abertura rectangular nos pavimentos das ruas e protegida por um gradeamento metálico, que se destina à recolha de águas pluviais ou outras.
5. Afreimado - que experimenta sentimentos de medo. Assustado.

Agradecimentos a H. N.


domingo, 24 de novembro de 2024

Passou-me pelas mãos...

 


... e era um livro bem bonito, com texto interessante. E com abundante iconografia lisboeta, de bons artistas.

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

Medicina e diplomacia

 

Inesperada oferta amiga de dois títulos que, sendo de autores afastados dos meus quadrantes ideológicos, prometem seguramente elegância de escrita e reflexões apuradas.



Acresce ainda que os dois livros ostentam dedicatórias manuscritas dos seus autores, um médico conhecido já falecido e um diplomata ainda vivo.
Agradecimentos a H. N..

quarta-feira, 26 de junho de 2024

Do que fui lendo por aí... 64



Com tanta porcaria a publicar-se e a ler-se, pergunto como é que eu deixei passar este livro?
E se não fora o meu bom amigo H. N. a emprestar-mo, chamando-me a atenção para os textos de Maria Velho da Costa (com inteira razão), decerto eu não daria por ele, publicado que foi em Outubro de 2009. 
Aqui fica, penitenciando-me, a recomendação tardia para leitura.

sábado, 8 de junho de 2024

Da leitura (57)

 


Pela sua objectividade, talvez valha a pena traduzir e registar aqui o início do editorial, de Laurence Moreau, neste número especial da revista francesa, intitulado Se réconcilier avec l'autorité. Assim: 

"Estranha época, em que mais nenhuma autoridade resiste à contestação. A autoridade da família? Recém chegados ao raciocínio, muitas das crianças impõem a sua lei aos pais ultrapassados. A da escola? Os miúdos da primária insultam os seus professores. A autoridade do Estado? Os deputados não hesitam a pôr em causa a integridade do Conselho constitucional, a jurisdição encarregada de verificar a conformidade das leis com a Constituição, só porque as suas normas não respondem aos seus desejos. (...) Por todo o lado, a autoridade está em refluxo: nas comunas, os presidentes de Câmara são ameaçados frequentemente, maltratados, por concidadãos descontentes. «A autoridade da coisa julgada»? Uma noção cada vez mais posta em causa. Bem como a presunção de inocência. O trabalho do juiz como polícia tende a ser negado pelo tribunal popular.Na hora da«post-verdade», até a própria certeza científica é desvalorizada.(...)
A única verdade que vale, a da opinião e a da emoção. Não se acredita mais no pai, no padre ou professor, mas nas vociferações dum imã autoproclamado, nas fake news difundidas pelas redes sociais e nas acusações não comprovadas. A autoridade mudou de canal. Por culpa de quem? Pela sêde de igualdade que, em democracia, acabou por pôr em questão todas as hierarquias, as do poder, do saber, da religião e até mesmo da idade. (...)"

Nota pessoal: o meu agradecimento, a H. N., pelo empréstimo da revista.





terça-feira, 31 de outubro de 2023

Futuras / próximas leituras




Dois livros que me foram emprestados e cuja leitura encaro com alguma e boa expectativa futura. Dois mundos, porventura muito diferentes. Um da área diplomática que o meu amigo H. N. me sugeriu, o outro de um ex(?)-padre que, da ex-URSS até aos E. U. A., calcorreou experiências várias, e que me foi emprestado por JAD.
Aos amigos que me cederam os volumes, temporariamente, os meus agradecimentos cordiais.

quarta-feira, 20 de setembro de 2023

Mercearias Finas 193

 

Acontece que, recentemente e em tempo célere (4 dias), li 3 livros (obrigado H. N.!) que de algum modo se relacionavam com a gastronomia. O bom ritmo ter-se-á devido ao interesse que as obras me depertaram e à boa escrita. Dos três volumes destacaria sobretudo Algumas notas para a história da alimentação em Portugal (Campo das Letras, 2008), do médico e gastrólogo José Pedro de Lima-Reis (1942) de que tomei algumas notas de leitura. Pelo seu interesse e para conhecimento de algum visitante curioso, farei a transcrição de 5 das informações mais singulares, de seguida.

1. Diz a lenda que Caio Cânio, cônsul de Roma, sistematicamente acordado a desoras pelo cantar dos galos os mandou castrar verificando depois que se tornavam mais corpulentos, macios de carne e muito mais saborosos. Estava descoberto o celebrado capão, ... (pg. 28)
2. Começava cedo o envolvimento do clero e da nobreza com o saboroso ciclóstomo, que se vai manter ao longo da nossa história e explica porque na ucharia de D. Afonso III existiam nada menos do que 1.656 lampreias convenientemente secas para consumo fora da época. (pg. 44)
3. A canja, essa, teria de esperar até 1562 para chegar da Índia onde a fomos buscar para divulgar no reino. Os indianos, segundo Garcia de Orta, chamavam kanji a um caldo de frango delido em água de cozer arroz... (pg. 103)
4. A palavra escabeche que aqui nos surge é de origem persa e aparece no livro de cozinha de al-Baghadî datado de 1226... (pg. 125)
5. Somos levados a concluir que os espargos que deram origem à palavra esparregado... (pg. 137)

terça-feira, 4 de julho de 2023

Um folheto invulgar



Com 12 páginas apenas, este belo e não frequente folheto, de um dos meus poetas de referência e gosto, que me foi oferecido. Grato reconhecimento ao Amigo ofertante.



quarta-feira, 10 de maio de 2023

Recomendado : noventa e sete



Não posso afirmar seguramente que George Orwell (1903-1950) seja um dos meus escritores ingleses preferidos, mas também é verdade que li com algum agrado e facilidade os 3 ou 4 livros de sua autoria que me passaram pelos olhos. Este Ensaios Escolhidos (Relógio D'Água, 2016), que o meu amigo H. N. me emprestou, em boa hora, terá bons e menos bons capítulos, mas também se lê muito bem. Ressuma sobretudo autenticidade e clareza da leitura na abordagem dos diversos temas tratados.
Depois, fala de algumas verdades simples ("Quando dizemos que um escritor está na moda, quase sempre estamos a dizer que é admirado pelas pessoas com menos de trinta anos.", pg. 44) ou expressa com sinceridade o seu gosto ainda que subjectivo ("O facto de nos ocorrer sequer colocar estas perguntas mostra a estatura de Gandhi. Podemos sentir, como é o meu caso, uma espécie de aversão estética por ele, ..."  pg. 409). De Orwell retive de memória, também, a fina ironia de apelidar  o poeta W. H. Auden (1907-1973) de "marxista de salão". 
Daí esta minha recomendação do livro.

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

Fim de festa?


A expressão (do título deste poste), aflorou por diversas vezes, e creio que inicialmente, pela voz de H. N., numa das nossas amigáveis e frequentes tertúlias.
O ambiente condicionado, a falta de professores e médicos, entre tantas outras profissões essenciais, a aparente desorganização de empresas e serviços, públicos ou não, a substituição de políticos, em tantos países, por outros homens de estado de ainda menor qualidade profissional, evidenciam a falta de solução à vista. O que nos obriga a encarar com constante pessimismo o futuro da humanidade.

quinta-feira, 5 de maio de 2022

Uma fotografia, de vez em quando... (158)



A atenção humana é, sem dúvida, uma das virtudes maiores de uma boa amizade. 
O meu amigo H. N. teve a grata lembrança de me remeter esta fotografia, acima, que reúne, algures (França?, Portugal?, Itália?, Espanha?...), cinco políticos socialistas que se davam bem. Não deixa de ser uma foto histórica, que muito estimei e que aqui fica.
Só lhe posso agradecer este seu gesto atento e amigo.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

Circunstâncias



Em última análise, os livros valem pelo que nos trazem ou pelo prazer que nos dão (ou deram) a ler. Este aparentemente desvalioso livrinho La Casa de Lúculo, de Julio Camba (1884-1962), talentoso gastrónomo galego, controverso acrata e franquista, comprei-o na rua do Alecrim, há cerca de 12 anos. Estava naquilo a que o meu amigo H. N. chamava, por graça, salgadeira, ou seja, a prateleira rente ao chão, onde o Bernardo Trindade punha os livros com preços mais baratos: de 1 ou 2 euros. E deu-me um enorme prazer ao lê-lo.
Pertencera, pelos sinais existentes, ao advogado conimbricense Octaviano Carmo e Sá, que o estimou devidamente e até lhe colou um ex-libris. E eu não tive senão que lhe seguir o exemplo. Não para sublinhar o valor do livro, mas para testemunhar a estima em que o tenho, felizmente, na minha biblioteca.



segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Antologia 7



Este conjunto de pequenos textos que constituem um pequeno livro de cerca de 100 páginas foi escrito, sobre Londres, em 1931, por Virginia Woolf (1882-1941), mas uma boa parte dos seus breves capítulos não terá uma idade escrita muito marcante e definida, antes parece ser intemporal. Seleccionei deles duas pequenas passagens (em tradução de José M. Silva), que se seguem:

À medida que subimos o rio em direcção a Londres, vamo-nos cruzando com os detritos que descem da cidade. Barcaças repletas de baldes velhos, lâminas de barbear, restos de peixe, cinzas e jornais - tudo aquilo, enfim, que deixamos na berma do prato ou atiramos para o lixo - despejam as suas cargas neste local, o mais desolado que existe à face da terra. Dessas grandes lixeiras, que servem de abrigo a inumeráveis ratazanas e onde crescem umas ervas grosseiras, repulsivas, elevam-se colunas de fumo, desde há cinquenta anos. O ar é áspero, acidulado. (pg. 23)

O comércio é engenhoso e infatigável, para além dos limites da imaginação. De todos os variadíssimos da terra, incluindo os seus desperdícios, não há nenhum que não tenha sido testado e para o qual não se tenha procurado alguma utilidade. Os fardos de lã que estão a ser retirados do porão de um navio australiano vêm atados, para poupar espaço, com fitas de ferro; mas essas fitas não são deitadas fora, são enviadas para a Alemanha e transformadas em máquinas de barbear. A lã liberta uma espécie de gordura. Esta gordura, que estraga os cobertores, é utilizada, depois de extraída, para fabricar cremes faciais. (pg. 27)

Virginia Woolf, in Londres (Relógio d'Água, 2005).

agradecimentos a H. N., pelo empréstimo.