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sexta-feira, 17 de junho de 2022

Jean-Louis Trintignant (1930-2022)




Seria difícil excluir o afecto das memórias que Trintignant me despertava, por alguns dos filmes que dele vi. Mas destacaria dois, particularmente: A Ultrapassagem (1962), do realizador italiano Dino Risi, e do polaco K. Kieslowski, o filme Vermelho (1994), com o actor francês, que faleceu hoje.

terça-feira, 5 de maio de 2020

Zbigniew Preisner - Lacrimosa, em sequência



Um encore, no Arpose, com envoi para MR.

Um CD por Mês (13)



Para quem é apenas um mero amador e não um conhedor esclarecido da matéria, torna-se difícil classificar, muitas vezes, um compositor na categoria de clássico, quanto à musica que faz, ou apenas  situá-lo como um mero autor de música ligeira. Nas bandas sonoras de muitos filmes, o problema francamente é acrescido. E se não tenho dúvidas quanto à extrema qualidade da música de Nino Rota, que enriqueceu grande parte da filmografia de Fellini, arriscaria também a classificar o polaco Zbigniew Preisner (1955) como um clássico, pela sua colaboração musical nos filmes de Krzysztof Kieslowski (1941-1996).


Seja como for, o triplo CD que me ofereceram, aqui há uns bons anos atrás , encheu-me de alegria quando o recebi, e ouvi-o inúmeras vezes, depois. Até porque eu tinha gostado imenso da trilogia Cores do realizador polaco Kieslowski, e não menos da banda sonora dos 3 filmes.
E se esta temática do Arpose foi inicialmente pensada, por mim, para ser preenchida por leves apontamentos pessoais e gravações de música erudita, não tenho o menor escrúpulo em incluir as obras musicais lindíssimas de Preisner, no CD deste mês de Maio de 2020, pela sua alta qualidade - na minha modesta opinião...
O registo dos 3 CD foi feito em Varsóvia (Studio S4), em 2003.


segunda-feira, 29 de abril de 2019

Uma realidade melancólica



Ainda assim, prefiro a "Il Surpasso" (1962), de Risi, relembrar Jean-Louis Trintignant (1930) em "Rouge" (1994) de Kieslowski, muito embora a Natureza seja quase sempre madrasta. A decrepitude física visível, um cancro (2017), a cegueira, reduziram, de algum modo, à sombra este grande actor, que aqui vemos e ouvimos através das suas humaníssimas palavras.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Zbigniew Preisner - Tu Ne Tueras Point (DEKALOG V)


Um pequeno excerto da banda sonora de Preisner, para o episódio V de "O Decálogo", de Kieslowski.

Recomendado : setenta e seis - "O Decálogo" de Krzysztof Kieslowski (1941-1996)


Tenho uma particular admiração pela obra do cineasta polaco Krzysztof Kieslowski, cujos filmes eram acompanhados, normalmente, pela grande qualidade das bandas sonoras do compositor Zbigniew Preisner (1955), seu amigo e colaborador. Bastaria mencionar a Trilogia das Cores (1993/4).
Sendo canónico, pela quadra natalícia, verem-se filmes inocentes e de temática infantil, calhou, involuntariamente, que eu tenha vindo a assistir, nos últimos dias, a uma série produzida para a televisão polaca (1988/9), intitulada O Decálogo, desse cineasta.
Inspirada numa obra escrita no século XV, Kieslowski adaptou ao cinema, estes dez episódios (Não roubarás, Não matarás ...) que pontuam um código bíblico ético de conduta humana, e as suas transgressões. Da sua execução fílmica, resultou uma obra densa, dramática, pesada e exemplar, mas de grande maturidade artística. E estimulante pelos temas que reflecte e sobre os quais nos faz pensar.
Em boa hora, a Televisão Pública digital argentina, ou alguém por ela, resolveu registar no Youtube, este trabalho de qualidade de Krzysztof Kieslowski. Enriquecendo-o com uma introdução e posfácio, primorosos, do jurista e criminólogo Eugenio Zaffaroni (1940), em cada episódio.
Clicando El decálogo de Krzysztof Kieslowski, chega-se lá, no Youtube, com legendas em espanhol. E, muito embora pela densidade madura e dramática da série, comummente ela não seja, para os puristas tradicionais, aconselhável na quadra natalícia, eu considero-a imperdível. Ainda que talvez noutra altura do ano - concedo, naturalmente...

sexta-feira, 25 de março de 2016

Quase só boas notícias


Santa Sexta-feira, em que o jornal quase só me traz boas notícias, me dá conta de acontecimentos felizes e me dá a ler artigos interessantes. Da síntese bem sucedida, de António Guerreiro, sobre a obra de Vergílio Ferreira, da boa nova de saber que algum espólio de Herberto Helder ficará na Faculdade de Letras do Porto, até à programação de hoje, da RTP2, que inclui o Vermelho, às 23h07, da trilogia de Kieslowski, que é o meu filme predilecto do realizador polaco. Santa Sexta-feira!
E, para cereja em cima do bolo, a notícia de que: Vasco Pulido Valente está a preparar um livro, a editar este ano. Retomará a sua coluna em Outubro. Assim, o Papa do pessimismo nacional deixará de segregar o seu fel sobre mim e outros leitores, aos fins-de-semana, durante 9 meses. Evoé!
Nem de propósito vou comer favas ao almoço. Com entrecosto. Já abri, para respirar, um Tinto Cão 2014, estreme, da Casa Santos Lima, que é uma estreia, cá por casa. Uma celebração condigna, pelas boas notícias do jornal de hoje.

sábado, 12 de março de 2016

Zbigniew Preisner / Teresa Salgueiro: "Silence, Night & Dreams"


Esta obra musical do compositor polaco Zbigniew Preisner (1955), cantada também por Teresa Salgueiro (1969), terá tido, creio, pouca divulgação em Portugal, infelizmente. De há muito que aprecio a música de Preisner, sobretudo desde que a ouvi, na trilogia (Cores) dos filmes de Krzysztof Kieslowski (1941-1996).
Neste vídeo, Preisner dá uma pequena explicação sobre esta obra musical, que se inspira em textos bíblicos: o Livro de Job e o Evangelho segundo S. Mateus, a que Teresa Salgueiro dá corpo e voz, em qualidade. Aqui deixo uma pequena parte de Silence, Night and Dreams. Em partilha, e para quem a não conheça.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Ainda Kieslowski, sobre "Bleu"

A concentração sobre si, o tempo em cinema, a música e o que anda no ar, em simultâneo. O que religa os homens, num descriptar simples, mas inteligente feito com rigor e minúcia por Kieslowski, a propósito do filme "Bleu" da trilogia "Cores".

quinta-feira, 6 de junho de 2013

A arte de fazer

O título também poderia ser: Kieslowski, na primeira pessoa. E também espelha a minúcia da inteligência do fabro autêntico.
A personagem castigada, interpretada, magistralmente, por Trintignant, com frequência me lembra o juiz penitente de "A Queda", de Albert Camus. Não me pergunto porquê.
O filme passa na RTP2, daqui a pouco, às 22h20. Para quem ainda se sinta europeu... 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Kieslowski e a música magnífica de Preisner


Dá hoje, na RTP2, às 22h26, o filme "Blanc", de K. Kieslowski. Sendo, na minha modesta opinião, a menos conseguida das películas da trilogia "Cores" do cineasta de origem polaca, vale a pena ver e ouvir a excelente banda musical de Zbigniew Preisner. E, amanhã, poderá ver-se "Rouge" com Trintignant, dos três, o meu preferido. É do melhor cinema europeu, que se trata.

terça-feira, 4 de junho de 2013

"Bleu"


Porque vou ver o filme de Kieslowski, daqui a pouco...

sábado, 20 de outubro de 2012

Recomendado : trinta e um - Kieslowski/ Red

É, para usar palavras de Bénard da Costa, um dos filmes da minha vida. Refiro-me a "Red (Vermelho)", final da magnífica trilogia "Cores", de Krzysztof Kieslowski (1941-1996). Com belíssima banda sonora de Zbignew Preisner (1955) e um desempenho notável de Jean-Louis Trintignant. Que, no seu papel, me faz lembrar (sem que eu saiba explicar porquê) o "Juiz penitente" do romance "A Queda" de Albert Camus.
O filme pode ver-se hoje(-amanhã), pouco depois da meia noite, às 00h30, na RTP 2. Boa sessão a quem vier a ver (ou rever)! E que gostem, como eu gosto.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Música e Poesia IV : Vermelho, Branco e Azul


A trilogia de Krzysztof Kieslowski (1941-1996): "Vermelho", "Branco" e "Azul" tem, por origem simbólica, as cores da bandeira francesa, usadas pelo cineasta polaco. A Polónia "emprestou" à França, pelo menos, dois artistas notáveis: Chopin e Kieslowski. Mas também não posso deixar de comparar a figura do juiz reformado, desempenhada por Jean-Louis Trintignant, com a do juiz-penitente de "A Queda" de Albert Camus. As obras de arte nunca são tão simples nem tão isoladas de influência como, às vezes, parecem...