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domingo, 26 de março de 2023

Liberdade, segundo Camus



Eu não aprendi a liberdade com Marx... Aprendi-a na miséria.

Albert Camus (1913-1960) 

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Para a iconografia do 1º de Maio


Será difícil, se quisermos abordar a temática do Dia do Trabalhador, prescindirmos dos pragmáticos e eficazes cartazes de propaganda soviéticos, alusivos a este dia e executados para o efeito, nos primeiros tempos do regime comunista. Apologéticos, engajados, não deixavam de ter uma certa beleza militante.

Tivemos uma imitação serôdia, por cá, depois do 25 de Abril, com os majestosos murais do MRPP, hoje, praticamente todos desaparecidos e, infelizmente, substituídos por pinchagens indigentes que alguns ignorantes logo apelidam de arte urbana...
Como curiosidade anoto que não me lembro de nenhuma pintura ou ilustração norte-americana que celebre esta data. Muito embora em Chicago, no ano de 1886, o 1º de Maio tenha sido sangrento.
Teremos de ir mais abaixo, na América, até ao México e convocarmos Diego Rivera (1886-1957) e os seus esplêndidos murais em homenagem ao trabalho operário e ao Dia do Trabalhador.


sábado, 5 de maio de 2018

Filatelia CXXIV


Creio que nenhum dos antigos países da antiga Cortina de Ferro deixou de celebrar, iconograficamente, Karl Marx (1818-1883) nas suas emissões de selos. A que poderiamos acrescentar a República Popular da China ou Cuba, por aditamento e fé ideológica.
Pela passagem do seu segundo centenário de nascimento, aqui deixo em imagem duas séries alusivas. Da U. R. S. S. e da República Democrática Alemã.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Apontamento 111: O papão do Comunismo nos 200 Anos de Karl Marx




Para aqueles que leram, no passado, os meus textos sobre a Linhagem, certamente que não direi nada de novo.

A infância e a juventude numa aldeia de Colónia, com forte influência do Arcebispo e da sua religião numa Escola Primária chamada confessional, desenvolveram-se numa sempre latente aversão a qualquer credo contrário. Havia os protestantes e, pior ainda, os “vermelhos” ou comunistas que, felizmente, viviam fora do núcleo central da aldeia.

O papão do comunismo teve, no entanto, a sua atracção, i.e., encaminhou-me para tentar saber a diferença entre o “nós” e os “outros”. Mais do qualquer outro benefício permitiu iniciar uma amizade sólida, até hoje, com os protestantes que, afinal, constituem metade da minha herança genética.

Descobri, contudo, que muitos dos estimados católicos aldeãos, que falavam do papão do comunismo, tinham sido colaboradores do Regime Nazi, ora transformados em caciques políticos do partido da Senhora Merkel.

A autonomia do pensamento, que guiou a minha aprendizagem, incluiu leituras dispersas das obras completas de Marx e Engels. Desfez-se, assim, o papão dos vermelhos ao mesmo tempo que a aversão contra uma direita reaccionária – tipo AFD actual – se solidificou.

Tenho pena que a craveira intelectual de Karl Marx, nascido a 5 de Maio de 1818 próximo de Colónia, i.e., em Trier  – ou  "Tréveros" em Português – seja recordada na sua cidade com este boneco horrível.



São sinais do tempo, que não tenho nenhum prazer em conhecer, em que a falta de uma curiosidade intelectual genuína, construtiva e verdadeiramente democrática, vem sendo substituída por este aparato publicitário e de adoutrinação, por parte de uns “embedded journalists”, pretendendo formar a cabeça dos cidadãos com pretensos objectivos éticos que, no entanto, mal escondem a sua pertença a grupos económicos e moralidades disfarçadas.



Tenho pena que o intelectual Karl Marx tenha ficado reduzido, na sua terra natal, a um boneco disforme. Fica-me a tristeza, tal como a menina, na imagem seguinte, perante o fecho da sua biblioteca. São efeito do Capital que, aliás, nunca se deu bem com pessoas esclarecidas e de pensamento autónomo, promovidas, graças a um dos filhos do “papão” do comunismo.


Post de HMJ, com estima para KM

domingo, 17 de maio de 2015

Brevíssima


Se Karl Marx (1818-1883) voltasse à Terra, com toda a certeza que aproveitaria para fazer um aggiornamento numa das suas frases mais conhecidas, para: O futebol é o ópio do povo.

sábado, 22 de setembro de 2012

A última semana

Nos últimos oito dias, do ponto de vista político, assistimos a inúmeras declarações que primavam por uma linguagem de pau, entre a banalidade burocrática e o disparate dissimulado por belas palavras. Entretanto, o discurso popular agudizava-se nas ruas. Do semi-cerco ao Palácio de Belém, aquando da reunião do Conselho de Estado (Porque terá saído Mário Soares a meio, cerca das 20h00?) retive uma frase de um manifestante, que falava bem e tinha o discurso arrumado. Disse ele: "A polícia está cá fora, mas os ladrões estão lá dentro" - as generalizações são sempre injustas, foi o que pensei. E lembrei-me de 1975.
Creio que terá sido Karl Marx, no seu trabalho sobre o 18 Brumário que postulou que a História, normalmente, se repete, a primeira vez, como tragédia, a segunda vez, como farsa. Em 1975, o general Costa Gomes, Presidente indigitado, veio, cá fora e pessoalmente, arengar e serenar a multidão de manifestantes. Convenhamos que era um militar de craveira, e estava habituado a multidões. O seu sucessor, ontem, mandou um porta-voz de 3ª classe, cujo nome desconheço, ler um curto comunicado de 7 pontos, em linguagem de pau, aos jornalistas, já muito tarde. Não sei a que horas os sitiantes/manifestantes debandaram.
Mas os petardos já começaram a arder nas praças e nas ruas.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O "banalês"



 Foi Karl Marx que, no ensaio que consagrou  ao 18 Brumário, e às tomadas de poder por Napoleão Bonaparte, referiu que a História muitas vezes se repete, a primeira vez, como tragédia, depois como farsa.
Para suprir a falta de ideias e um pensamento estruturado, muitos políticos (e não só) exprimem-se através de um "banalês" acinzentado, muitas vezes pontuado de jargões técnicos, normalmente americanos, para disfarçar a sua falta de originalidade. Mas parece que, agora, chegou a vez dos plágios inapropriados...
Em determinada altura da sua Presidência, Jorge Sampaio, que é um homem que pensa, alertou, de forma séria, para a tragédia que se poderia cruzar com o País, dizendo: "Há mais vida para além do défice!"
Pois não é que um inefável ministro actual, desajustadamente, não o plagiou afirmando (se calhar, em tom de farsa), em "banalês": "Há mais vida para além da austeridade!"
Tenho que concordar que Karl Marx tinha toda a razão.