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sábado, 30 de dezembro de 2017

Uma quadra muito tosca


Às dezassete
anoitece.
Nem por isso, pelas oito,
a manhã se esclarece.


Kbz., 29-30/12/2018.

sábado, 23 de dezembro de 2017

Outroras


A singularidade de determinadas datas arrasta consigo a memória torrencial de tempos iguais, passados.
Se, nas primeiras Consoadas, a figura matricial da minha Tia Ermelinda pontificava, nos Palheiros, ocupando, como tema de conversa à ceia natalícia, vimaranense, as aventuras de conseguir o melhor bacalhau de lasca grossa, fosse ele do Rebelo, da Noruega, do Bernardino J., da Islandia ou da Inglaterra, esta próxima consoada, numa improvável ilha do Reno, terá contornos muito próprios, exóticos quase para mim, com ganso assado por entre couve roxa, airelas, e outros sabores estranhos de componentes tradicionais teutónicos.
Terá sido nos primeiros anos da década de 80, que o veterano da minha mesa natalícia resolveu enumerar as várias casas e natais, por onde passara, ao longo da sua vida. Militar na reserva, e com passado colonial, o seu nomadismo ultrapassava as 30 moradias. Eu meti a viola ao saco, porque todos os meus natais tinham sido continentais e, ainda hoje, os posso enumerar, quase todos, pelas ruas: Palheiros, Alberto Sampaio, vimaranenses; de Riba de Ave, 5 consoadas, de que esqueci o nome da rua. A Sul, depois: S. Sebastiäo da Pedreira, Rodrigo da Fonseca e Manuel Parada. Talvez, António Maria Cardoso, mas apenas uma vez.
Internacionalizo-me este ano, na Simrock Strasse, de Koblenz. Mesmo assim,  nem chego a 10 locais de consoada, diferentes, o que faz de mim um verdadeiro sedentário natalício. Conservador e tradicional, assim seja, por agora e pela época que atravessamos.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Discos pedidos

Tem faltado música ao Arpose, ultimamente. O bicho-computador ambulante e emprestado, que tem andado comigo, näo me consegue dar música, nem sequer ouvi-la do Youtube. Mas, hoje, com os 3 graus matinais de Koblenz, a nevar já na Turíngia, e antes da última "transumancia" para Colónia, daqui a pouco, eu optaria, em contraste, por colocar:
- René Aubry - Scirocco (2 minutos e 24 segundos); ou
- Astor Piazzolla Oblivion (3 minutos e 52 segundos).
Que seria, prometidamente, o último poste teutónico que eu poria, na Alemanha. Os meus Amigos e Seguidores podem experimentar, entretanto, se assim desejarem. Bom fim-de-semana!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Em jeito de aditamento ao Adagiário de Dezembro

A Natureza ensina-nos, pelo menos, uma coisa importante: o verde (Esperança?) resiste sempre. Apesar do frio ou  da neve,  ou mesmo do Inverno mais intenso. E ,aqui (ainda na Alemanha), ele cerca-nos de tal modo, que é impossível esquecê-lo. Na sua fidelidade persistente, resistindo.