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segunda-feira, 2 de julho de 2018

Uma fotografia, de vez em quando... (108)


Há sempre um traço inaugural, uma pincelada prévia sobre a tela branca, um primeiro verso, ou uma primeira palavra que se escreve, ao começar uma carreira. Como pode haver uma pedra na fotografia inicial que se tira, mesmo que ela possa convocar uma pintura, que até poderá ser de Magritte. Depois, esse objecto que tomou forma exterior a nós, ganha relevância. Tentamos vê-lo à distância, atribuir-lhe um valor. E será arte, ou não?


Gérard Castello Lopes (1925-2011) terá começado por fotografar uma pedra sobre mar, que se lhe impôs ao olhar. Vendo depois o resultado e dando-o a ver, ele ganhou cidadania artística, espaço. Terá sido assim que iniciou a sua carreira de fotógrafo, a partir do meio da vida. Como autodidacta, mas influenciado (é ele que o diz) por Cartier-Bresson. Mas as temáticas, eram suas.


E maioritária, genuinamente portuguesas.



sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Retro (17)


Era assim, em 1958, algures na Nazaré, pelo olhar de Gérard Castello Lopes.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Estéticas: pensar, sentir, imaginar


Antes de mais, o que a imagem suscita é o equilíbrio. Ou a "divina proporção" de que falavam os antigos. A estética da cintura da mulher, de costas, que se harmoniza e interrompe, mas ligando, a linha do horizonte, quase numa recta de absoluto. Só depois a mulher ganha a silhueta e o direito de varina, no centro de tudo - terrena e aérea. No espaço ao fundo há, também, uma curva (invisível) de limites que se inicia no beiral do telhado, à esquerda, sobe ligeiramente ao poste de electricidade, desce aos 2 homens conversando, para se elevar, de novo, pelo traço da parede da casa, até à chaminé.Quanto ao mar de Lavos, só mesmo o podemos imaginar...

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Taças


Também esfacelei, várias vezes, os joelhos em jogos infantis, mas a partir dos 11 anos comecei, gradualmente, a desprender-me do futebol. Deixei de ser sócio do Vitória e, depois disso, ao vivo, apenas assisti a mais dois jogos: no Estádio do Braga e, o último, no campo da Académica, em Coimbra.
Mas sentia, sempre, um certo acanhamento, por ignorância futebolística, no barbeiro e nos táxis, por acompanhar, mal, estes diálogos obsessivos e chalados, bastante rasteiros, sempre quentes e fanáticos, totalmente inúteis. Ainda não tinhamos chegado, sequer, à inefável música das vuvuzelas...
E se me perguntavam qual era o meu clube favorito, para evitar dizer que nenhum, lá respondia, um pouco contrafeito: o Vitória e a Académica. Eram clubes do meio da tabela, raramente despertavam paixões irracionais ou conversas da treta. Até porque, lá para cima, havia sempre 4 clubes que, normalmente, se agatanhavam e provocavam discussões agressivas e, como sempre, inúteis.
Por isso, soube e vi, com simpatia a vitória da Académica de Coimbra, na Taça de Portugal. Aqui o registo.