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domingo, 30 de outubro de 2022

Géneros e geografia



A leitura deste pequeno excerto do cineasta e jornalista Leitão de Barros (1896-1967), inserto numa crónica do Diário de Notícias, do último dia do ano de 1955, que passo a transcrever, suscitou-me algumas pequenas reflexôes de índole diversa. Segue o texto: 
"O Porto, aconchegado no seu grande capote de granito, fumegando, independente, no cacimbo dos seus nevoeiros, voltado aos contraluzes prateados do Douro, é a mais vetusta e máscula cidade portuguesa. Nenhuma o suplanta ou iguala nesse sentido de veteranidade solene que irradia das suas pedras puídas pela ventania dos séculos."
Ora, se exceptuarmos o Funchal - creio -, apenas a Cidade Invicta, das urbes nacionais, ganhou o estatuto de género masculino. Mas, se alargarmos a ideia à geografia, na Europa, esta ciência também privilegia o género feminino para as cidades e até mesmo para países. Apenas me lembro do masculino Luxemburgo e do Reino Unido (embora da feminina Inglaterra). Curioso, pelo menos.
Qualquer dia, se calhar, os devotos LGBT ainda se lembram disto...

terça-feira, 14 de maio de 2019

A evolução dos géneros


A actriz inglesa Glenda Jackson (1936), em entrevista ao Daily Mail (24/11/1978):



Um actor pode ir do Hamlet e chegar até Lear, homens, através do seu desenvolvimento espiritual. Será que há a possibilidade de um percurso semelhante numa mulher? Não me consigo imaginar a fazer de Ama, em Romeo and Juliet. A vida é demasiado curta.