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sábado, 11 de abril de 2020

Do que fui lendo por aí... 36


Foi na música que o século dezanove cumpriu o seu sonho de criar formas trágicas comparáveis em nobreza e coerência às do drama clássico e renascentista: nos rituais e dores dos quartetos de Beethoven, no Quinteto em Dó Maior de Schubert, no Otello de Verdi e, perfeitamente, no Tristan und Isolde. (pg. 137)

George Steiner (1929-2020), in Tolstoi ou Dostoievski (Relógio D'Água, 2015).

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Bibliofilia 122


O livro é velhinho, quase centenário (foi editado em Paris, no ano de 1920) e eu sempre tive curiosidade em ler esta obra de Dostoievsky (1821-1881), inicialmente publicada em 1862, que, a princípio e em tradução portuguesa (Estúdios Cor), se intitulava "Recordações da Casa dos Mortos". Em anos recentes, já no século XXI, a Assírio e Alvim editou-o sob o título "Cadernos do Subterrâneo".
Este "Mémoires Écrits dans un souterrain" estava, no meu alfarrabista de referência, desprezado, na prateleira do fundo (que um amigo meu, também frequentador, chama: a salgadeira...), o que significava que me iria custar 1 euro - barata a feira. Lá o trouxe.
Não sei se as Éditions Bossard ainda mexem, ou existem em Paris, no Boulevard Saint-Germain, nº 140, mas dos autores anunciados na contracapa (14), apenas conheço quatro: Maurice Barrès, Restif de la Bretonne, Balzac e Tagore. A erosão do tempo... Ou a efemeridade da moda.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

De um pintor (quase) desconhecido


Costumo dizer que, nas paredes de minha casa, prefiro ter um quadro original de um pintor desconhecido, de que goste o suficiente, do que pendurar por lá a cópia de uma obra-prima de um artista célebre.
Nesse sentido, este retrato de Fyodor Dostoievsky (1821-1881), em imagem, que vi no TLS (nº 5782), conquistou-me, quase de imediato. Porque se cruzava bem com as imagens iconográficas que eu tinha, na memória, do escritor russo, mas também porque parecia pintado pela mão serena de um outro Van Gogh.
Após aturados esforços, pouco mais consegui saber. Apenas que Mikhail Levin é russo, provavelmente de ascendência judaica, e nasceu em 1952. Parece-me um pintor tradicional, mas o retrato foi bem sucedido.
E aqui fica, a encimar o poste.