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quinta-feira, 12 de março de 2026

Adagiário CCCXCI

 


Temporã é a castanha que por Março arreganha.

sábado, 16 de agosto de 2025

Do que fui lendo por aí... 70

 

Transcrevendo, parcialmente, o início da crónica:

" Uma das apostas de Verão de algumas televisões, como a NOW e a CMTV, ambas do mesmo grupo, é a transmissão em directo dos incêndios florestais. O dramatismo do relato assemelha-se, por vezes, ao das transmissões dos jogos de futebol, com a contínua e vergonhosa repetição das mesmas imagens, muitas de horas e dias diferentes. Só lhes falta gritar «gooolo!»."

Pedro Garcias, in Fugas, do jornal Público (16/8/25).


sábado, 8 de fevereiro de 2025

Divagações 202



O nacional-porreirista mor do nosso reino (vulgo MEC) escreve hoje no Fugas, do jornal Público, que chorou por uma garoupa - triste e patético. Vê-se mesmo que nunca provou, na sua vida redonda e oportunista de plumitivo chocho, um bom rodovalho grelhado.
Mas compreendo. Todo o ser humano se esgota, todo o cronista acaba por se repetir. A imaginação tem limites. De tanto escrever, o MEC já chegou, há muito, ao fim do seu prazo de validade. Pelo menos, desde a altura em que fez a remake do romance da coxinha (telenovela radiofónica antiga), a propósito das maleitas da sua cara metade. O gorducho incontinente devia ter aprendido a parar com as suas banalidades pindéricas e já insuportáveis de infantilidade crónica.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Longevidade e ruínas



Não se pode dizer que tenha tido sorte com o Vinho de Colares. Cronologicamente, em 1979, de dois vinhos dessa região demarcada, que comprara na Parede, o saco de plástico, em que os trazia, rebentou em Alcântara e uma das garrafas partiu-se, tendo-se perdido o néctar que era bem antigo...
Como o Colares tem fama de longevo, por causa da casta Ramisco e do chão de areia, fui guardando algumas garrafas na minha adega (Chitas, Viúva Gomes...), mas também não tive grande sorte: uma boa parte delas foi condenada ao vinagre, para não se perder de todo. O vinagre é que ficou de excelência.
Depois, há convergências inesperadas. Ainda no sábado passado, e no Fugas do jornal Público, se falava efusiva e entusiasticamente das maravilhas de um Colares Viúva Gomes, tinto, da colheita de 1924. Ora hoje, em sítio impróprio e improvável, viemos a descobrir um Colares branco de 1916, da VNP, comprado há alguns anos, e de que já nem nos lembrávamos sequer.
Garrafa que, ao ser retirada do local inóspito, se quebrou, perdendo-se o néctar. Fica a foto, para memória futura deste triste desenlace.


sábado, 16 de novembro de 2019

Gralhas alcoólicas


Vá lá...
Desta vez sempre re-emendaram a mão... ou o pé boto.
Uma semana depois.

sábado, 9 de novembro de 2019

Cadê o Alicante Bouschet do sr. Comendador?


O sr. Pedro Garcias não foi reler o que tinha escrito, o jornal Público (Fugas, de hoje) não deve ter dinheiro para pagar a um revisor profissional, e foi assim que o vinho estreme de Alicante Bouschet, do sr. comendador Nabeiro, se transformou num lotado néctar de 4 castas, onde a referida atrás nem sequer entra. Claro que não dá a bota com a perdigota, alentejanas...
Irra, mas que bando de amadores!

sábado, 20 de dezembro de 2014

Afinal, em que ficamos?!


A gente já se habituou, nos últimos tempos, a que os políticos digam, hoje, uma coisa, e passados uns meses, ou até dias, venham dizer o seu contrário. Aos escritores, é que não perdoamos. A menos que isso represente uma evolução ponderada, entre a juventude e a maturidade, e que nós a possamos entender, nas suas razões justificadas e objectivas.
Escrever muito também não deve ajudar à coerência. À força de puxar pela moleirinha, vão saíndo as coisas mais díspares, às vezes, contraditórias. Será o caso, talvez, do M. E. C., que se desdobra, plumitivamente. Agora, numa mesma crónica, do mesmo dia e no mesmo jornal (Fugas/ Público, de 20/12/2014), em 2 parágrafos seguidos, dizer uma coisa e o seu contrário, é que eu nunca tinha visto.
Ora atente-se (as palavras vão sublinhadas, na imagem que encima o poste):
- "3) As maçãs assadas têm a desvantagem de só saberem bem acabadinhas de fazer. ..."
e
- "As maçãs assadas, sabe-se lá por que alquimias, melhoram com a passagem do tempo. As envelhecidas são mais saborosas do que as recém assadas. ..."

Eu terei lido bem?
O M. E. C. passou-se, de vez...

domingo, 2 de setembro de 2012

Mercearias Finas 58 : castas - um "gato" de todo o tamanho...


Se é verdade que os jornais, hoje em dia, não dispensam as crónicas gastronómicas e enológicas, não é menos verdade que a digna e utilíssima profissão de Revisor, é arte em vias de extinção. Com os resultados negativos inerentes. Por isso os jornais (e os livros, também) estão juncados de gralhas e erros, às vezes, clamorosos e ridículos. Aqui vai um exemplo bem recente surgido no suplemento Fugas do jornal Público, de ontem.
Como se pode ver na imagem, estava em causa apreciar e dar nota, em estrelas, ao vinho Quinta do Gradil - Viosinho 2011. Ora, a casta Viosinho, predominante na região demarcada do Douro, mas também existente noutras regiões, destina-se e é usada nos vinhos brancos, e só. No texto valorativo, o nome do vinho, a apreciação e a imagem estão correctos. E correspondem, entre si.
Mas eis que, na composição do lote e castas respectivas do referido vinho, consta este dislate de bradar aos céus: Aragonez, Touriga Nacional e Sirah!!! Castas, todas elas de vinho tinto. Não lembraria ao diabo tal passe de mágica...
E no jornal de hoje, na rubrica "o Público errou", aos costumes, dizem nada. Pois é, querem poupar nos revisores e, depois, é isto...