Um sono branco que dá arrepios...
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024
domingo, 24 de outubro de 2021
Osmose 122
domingo, 10 de janeiro de 2021
Mercearias Finas 165
Dizia José Quitério (1942), na sua ampla sabedoria e competência culinária, que o único prato de alta gastronomia portuguesa era a Perdiz à Convento de Alcântara. Mas, neste décimo dia do novo ano de 2021, confinado parcialmente, HMJ resolveu-se a confeccionar um Cozido à Portuguesa, com todos os matadores, e eu a abrir, cerca de 2 horas antes, uma magnum alentejana de 2010. Que, como diria José Régio (1901-1969) poeta (ao contrário, e com o portalegrense Suão...), este frio esfarela os ossos,/ dói nos peitos sufocados, pelo seu severo rigor penetrante, convidando assim a vitualhas robustas e aconchegantes.
Do Pêra Doce (Trincadeira, Aragonez e Syrah), alentejano e com 13,5 º, com os seus 10 anos completos, estava eu com receio, porque os desta região demarcada querem-se jovens, normalmente, ao beber, embora alguns raros, clássicos, se aguentem muito bem na velhice, e com nobreza. Este portou-se lindamente à altura das expectativas. E, do Cozido, nem se fala, que o silêncio é de ouro e recomenda-se!...