Mostrar mensagens com a etiqueta Frieda Hughes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Frieda Hughes. Mostrar todas as mensagens

domingo, 28 de abril de 2019

Ainda a propósito de corujas


Às vezes, as coisas andam no ar, como as corujas... Se, em liberdade e em toda a minha vida, apenas vi uma, de dia, branca, por alturas do Pragal, em horas mais recentes, e por estranha coincidência, passaram-me pela vista várias imagens delas e textos que falavam dessas aves nocturnas.
Frieda Hughes (1960), poeta e pintora inglesa, tem por si o facto de ser filha de Sylvia Plath e Ted Hughes, já falecidos e ambos poetas. Frieda tem uma particular estima por corujas e escreveu um curioso e interessante texto no TLS (nº 6054) sobre elas (Kitchen owls), de que vou traduzir um pequeno excerto:

As corujas também têm sido identificadas como anunciadoras de morte (na antiga Roma e no Médio Oriente), se cozinhadas, servem de mezinha curativa (Peru), como feiticeiras e mensageiras (Malawi), trazendo má sorte quando vistas à luz do dia (Escócia), como espíritos caridosos (Sibéria), e até já li que os camponeses da Transilvânia costumam, para  assustar e afastar as corujas, passearem-se completamente nus pelos campos.