Cada vez mais acredito que a justiça (não merece maiúscula...) portuguesa age, em boa parte das iniciativas, por pulsões, despidas da mais elementar racionalidade. E que correspondem a ataques e contrataques de natureza impulsiva, muitas vezes , ideológica e próprias de claques emocionais. Como se fosse no futebol, tipo: ai acusas aquele!, pois eu vou mandar prender um do outro lado!...
Pelo meio, vão ficando pessoas, honestas ou sérias talvez, com a vida completamente estragada, a família desfeita, a reputação abalada. Porque muitos destes processos nem sequer vão a julgamento, uma boa parte dos presumíveis acusados são ilibados, muitos anos depois da sua vida ter ficado em suspenso e comprometida para sempre.
A fraca qualidade da investigação, o tempo gasto e a debilidade das provas não abonam o profissionalismo de quem as trabalha. Nem a produtividade. Por outro lado, a diversidade das sentenças nas diversas instâncias a que os processos sobem em recurso, que muitas vezes são contraditórias, criam, num leigo, a impressão da volubilidade caprichosa dos juízes ou, pelo menos, da ambiguidade das leis.
E até parece que ninguém pede contas a quem... Neste corporativismo fechado, desregulado e impune.
A fraca qualidade da investigação, o tempo gasto e a debilidade das provas não abonam o profissionalismo de quem as trabalha. Nem a produtividade. Por outro lado, a diversidade das sentenças nas diversas instâncias a que os processos sobem em recurso, que muitas vezes são contraditórias, criam, num leigo, a impressão da volubilidade caprichosa dos juízes ou, pelo menos, da ambiguidade das leis.
E até parece que ninguém pede contas a quem... Neste corporativismo fechado, desregulado e impune.
Enquanto isso, o jornalismo de sarjeta, em conúbio promíscuo com alguns agentes dessa mesma justiça vendida, à portuguesa, vai reinando e aproveitando para manchetes de primeira página, com que o vulgo pacóvio, lumpen e invejoso se delicia, entretem e se baba...
Será que ninguém consegue pôr cobro a isto?!