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quinta-feira, 5 de junho de 2025

Osmose 144



Foi um homem das arábias, este Frei António das Chagas (1631-1682), cujo nome original era António da Fonseca Soares, nascido na Vidigueira e fundador do convento de Varatojo. Soldado implacável, por alguns anos, no Brasil, por aí foi conhecido como Capitão Bonina. Quem dele, falou com propriedade de investigação literária, foi Mª. de Lourdes Belchior. Nunca foi meu poeta predilecto pelo abuso de barroquismo dos seus versos, mas acabo de sinalizar a compra das suas Cartas Espirituais ( 2ª. edição, de 1701) na Livraria Lumière (Porto).
Não tendo sido barata a aquisição, interessava-me estudar-lhe melhor a obra, para lá do volume da Sá da Costa que tenho na minha bibiblioteca. A ver vamos...



quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Curiosidades 88

 

Sempre foi homem de excessos e de feitio arrebatado, este António da Fonseca Soares (1631-1682), poeta barroco, filho de um português e de uma irlandesa, que, na Guerra da Restauração e no Brasil, para onde fugiu por ter matado um semelhante, era conhecido por Capitão Bonina (talvez por fazer versos). Viria mais tarde a recolher-se ao Convento de Varatojo, por volta de 1632, tendo professado sob o nome de Fr. António das Chagas. Extensa obra, muitos inéditos manuscritos.
Eram carismáticos e impressivos, porém, os seus sermões fidelizando as almas dos seus ouvintes. E utilizando uma panóplia de efeitos que o Padre António Vieira (1608-1697) refere em carta para o diplomata Duarte Ribeiro de Macedo (1618-1680), deste modo:
"... e hoje se chama Frei António das Chagas. Haverá dois ou três anos começou a pregar apostolicamente, exortando à penitência, mas com cerimónias não usadas dos Apóstolos, como mostrar do púlpito uma caveira, tocar uma campainha, tirar muitas vezes um Cristo, dar-se bofetadas, e outras demonstrações semelhantes, com as quais, e com a opinião de santo, leva após si toda Lisboa. ..."