Sobre Camilo (1825-1890), no Boletim Cultural da C. Municipal do Porto (Vol. XIII, Março/Junho-1950), deparei-me com um interessante artigo de Frederico de Moura (1909-2002), sobre o romancista de Seide. A que não faltam episódios pitorescos e também de humor, de que vou referir um excerto. Assim:
"Camilo é uma ruína. De uma vez, já bastante envelhecido, encontra-se num oculista da rampa do Ferraz no Porto, com uma peixeira de Ílhavo coleante e desenvolta. Era um belo tipo de mulher. Camilo fita nela a pupila lúbrica ja embaciada e não resiste a dirigir-lhe um galanteio. A peixeira lépida e desempenada encarando nele, riposta rápido, aludindo às covas que a varíola tinha deixado na face do escritor:
- Olha o raio do velho com cara de areia mijada!"