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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Para os nossos leitores, em primeira mão III (epílogo)


Em sequência dos dois postes anteriores de HMJ, sobre as cerca de 1.500 pinturas descobertas na casa de Cornelius Gurlitt, perto de Munique, venho acrescentar a imagem de mais uma tela, desta vez, de Franz Marc (1880-1916), pintor influente do expressionismo alemão. Que muito aprecio.
Que uma obra, como esta, tenha sido considerada "arte degenerada", é um facto que me deixa incrédulo e pasmado, mesmo que a formatação de gosto e o mainstream dos nossos dias, nem sempre muito subtil mas disfarçado de liberal, seja uma presença obsessiva e asfixiante. A que só uma pequena e "imensa minoria" ( J. R. Jimenez) consegue escapar...

domingo, 6 de janeiro de 2013

Osmose (40)


Aproxima, da cabana pobre, os três cavaleiros apeados, mas sabe que o menino vai partir em breve, quase sem dizer adeus. Carpinteiro de versos de cada vez menor ofício, envelhecido, supõe-no seguindo por caminhos de outro sangue, que não seu - outra terra a que os tempos obrigaram.
Afeição também é costume. O hábito de ver todos os dias, transmissão de segredos e saberes, aplainar de caminhos, pregar pregos como marcos, sobre a pele da madeira. Afagar. Sejam lenhos ásperos, ao som de música ligeira, ou um rosto na distância abstracta dos anos esquecidos. Outros afectos foram tomando os lugares desocupados.
Abeira da cabana pobre os cavaleiros apeados... E enxota, como se fora do coração, as montadas inúteis. Sem melancolia, nem pena. Só para que sejam livres e selvagens, de novo.