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quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Lang e Tati


A meio termo entre Metropolis (1927), de F. Lang, e Há Festa na Aldeia (1951), de J. Tati, ficaria talvez a Aldeia da Roupa Branca (1939), de Chianca e Beatriz, que poderia ser o aeroporto Sá Carneiro, no Porto, por onde também passámos, antes de regressarmos a Lisboa, provenientes, desta vez, do Luxemburgo.
O aeroporto da capital do Grão-Ducado reconciliou-me com o mundo das viagens aéreas, pela sua pacatez e dimensão humana, pelo seu serviço simpático. Sobretudo, depois de passar pelo inferno sofisticado e kitsch de Frankfurt, que me lembrou Fritz Lang ou, à volta, pela canhestrice lusitana mal-educada e parola das tias tripeiras da TAP-Porto, no check-in.
Foram quase duas horas luxemburguesas de cidade de província, com todos os aconchegos felizes, essas que nos repousaram e robusteceram de esperança, humanidade e fé nos outros, enquanto esperávamos o avião que nos traria de novo para Portugal. A destoar, apenas um bando de jovens africanos, acantonados em local à parte, que pareciam esperar a deportação - mas o mundo não é perfeito, já o sabíamos.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Asseio e manutenção


Quer em Frankfurt, quer em Washington, há gente asseada. Simultaneamente, neste mês de Julho, os responsáveis do BCE decidiram desmontar as estrelas douradas da UE ( não confundir com o Estrela Dourada, grego) para lhes dar lustro, e os norte-americanos resolveram lavar a cara ao Abraham, no seu Lincoln Memorial, em Washington. Como dizia, alguém que eu conheci, já falecido, para rematar qualquer conversa sobre higiene, que exclamava: "A limpeza, sempre Deus a amou!"
Se é certo que, após muitas leituras que fiz da Bíblia, nunca encontrei esta frase, também é certo que nunca mais a esqueci...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Da Janela do Aposento 21: Maravilhas da técnica



Mesmo por cá, assistimos nos últimos dias a lições que a natureza deu ao ser humano, assumindo a sua superioridade de mestre perante o discípulo. Este, por vezes demasiado convencido das suas habilidades e competências, continua a achar que não erra. 
Ora, a imagem do velho eléctrico da cidade de Frankfurt/Meno devia fazer pensar os incautos. Sucede que os ultramodernos eléctricos da referida cidade alemã deixaram de funcionar com os cabos de alta tensão congelados. Os "apuradíssimos sistemas electrónicos" dos novos eléctricos deixaram de funcionar, segundo consta, por uma questão de "sensibilidade" (!)
Qual foi a solução encontrada ? Foram buscar os velhos eléctricos, até as peças de museu para superar a falta dos meninos de "última geração". E, embora velhinhos, lá fazem o seu trabalho, habituados a conviver com os rigores de Inverno, aceitando a lição do mestre Natureza.
Fazem mal os que pensam, cá como no Japão, que "velhos são os trapos". Parece que um governante japonês voltou a falar em "matar os velhinhos", porque o estado não aguentava com a despesa de os sustentar.

Post de HMJ