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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Diatribe


Nunca desdenhei confrontar-me com argumentos diferentes dos meus, ou ler coisas contrárias ao que penso, até para fortificar melhor as minhas convicções ou esclarecer as minhas justificações, ao tomar partido por um dos lados das questões, de forma mais reflectida.
Foi o caso recente, em que perdi umas horas de leitura com um historiador ligeiro e in, que por aí perora, em foruns da especialidade política de jornais online. Que agora é observador e, antes, naturalmente, fora independente.
E cheguei à conclusão que, mal por mal, eu antes preferia as ficções históricas do falecido embaixador Franco Nogueira. Que sempre tinha mais consistência. E outro estilo literário e razões de casta...

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Irrealidades


O velho almirante já um pouco escalavrado, depois de pesquisar as edições da A. G. U.  na segunda estante, à direita de quem entra, foi sentar-se pesadamente no maple verde de napa, ao fundo da loja, muito próximo do maçon insular, de memória prodigiosa, que folheava um livro, na estante dos truncados.
O gordalhufo, que escreve no Público às terças e quintas-feiras, sopesava " A Educação Sentimental", de Flaubert, mas já se tinha apossado de um folheto sobre as campanhas de África, quem sabe se no intuito de se documentar sobre os Comandos e vir a escrever uma crónica para denegrir um partido de esquerda.
O jovem historiador e ramalhudo universitário, que tentou branquear o salazarismo por palavras mansas e cristãs, arrebanhou um von Clausewitz, com gula, e perfilou-se a olhar, indeciso, para uns Ensaios, ainda literários, de Franco Nogueira. Creio que não os levou, que a literatura nunca foi o seu forte.
Eu trouxe umas recensões de V. S. Pritchett, que mais parecia um tijolo. Mas que falavam e tinham capítulos sobre Eça e Graham Greene, e isso me bastou para esportular alguns euros. Poucos. Com o livro, veio também um postal retro com uma aguarela de Alberto de Souza, que ainda há-de aparecer no Arpose.
No entretanto, chegou o meu Amigo.

para H. N., que sabe do que eu falo...

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Citações CCXLIII


O escol, da nossa pátria, tem sido com demasiada frequência ineficaz socialmente, porque vive muitas vezes mais os problemas lá de fora do que os nossos.

Vitorino Magalhães Godinho, apud "As Crises e os Homens" (Ática, 1971), de Franco Nogueira.